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Autor Tópico: O maravilhoso mundo dos robôs  (Lida 488 vezes)

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O maravilhoso mundo dos robôs
« em: 03/03/2011, 15:16 »
 

O maravilhoso mundo dos robôs


Em casa e no trabalho, nos blocos operatórios e nos teatros de guerra, na estrada, no ar,  no mar e no espaço... Os robôs prometem invadir todos os domínios das nossas vidas. No futuro, não saberemos viver sem eles. A revolução já está em marcha. Bem-vindos à era robótica             
   
[float=left][/float]Se as expectativas da comunidade científica se cumprirem, a melhor seleção do mundo de futebol em 2050 não será o Brasil, o pentacampeão da modalidade, nem sequer a Itália, que acumula quatro títulos, nem a Alemanha, que soma três, nem nenhuma das outras nações que já levantaram o troféu mais cobiçado do futebol. Na viragem para a segunda metade do século, os melhores futebolistas do planeta serão derrotados por uma equipa de robôs humanoides totalmente autónomos. Será o triunfo da robótica e da inteligência artificial, só possível graças ao engenho humano.

Esse é, pelo menos, o objetivo de milhares de investigadores que se apresentam todos os anos na Robocup, o campeonato do mundo de futebol robótico, que, na última edição, reuniu 500 equipas de 40 países, incluindo Portugal. Mais do que um evento lúdico ou desportivo, o certame oferece um terreno fértil para impulsionar a sofisticação dos robôs, colocados perante desafios individuais (como fintar e rematar) e coletivos (de estratégia e de interação com os 'companheiros'). É o laboratório ideal para aperfeiçoar os sensores táteis, visuais e auditivos e os sistemas de equilíbrio, estratégia e raciocínio dos robôs. "Quando for possível fazer um robô correr, muitos outros desafios já estarão resolvidos", explica António Fernando Ribeiro, professor do Departamento de Eletrónica Industrial da Universidade do Minho.

Eles já andam por aí


A revolução já está há muito em marcha. Os robôs têm vindo, aos poucos, a invadir diversos domínios da nossa vida. Desativam bombas e transportam feridos em ambiente de guerra, são um aliado precioso dos cirurgiões em muitas operações e exploram planetas distantes e o fundo dos oceanos. Estão em muitas casas, realizando tarefas rotineiras, como cortar a relva, aspirar o chão ou limpar a piscina. Estão nos armazéns de grandes lojas, percorrendo os corredores, identificando os produtos e entregando-os nas mãos de funcionários de carne e osso, e nas explorações agrícolas, a desmantelar carcaças de animais, extrair leite, colher maçãs ou tosquiar ovelhas. Estão em terra, em automóveis que dispensam o condutor, e nos céus, em aviões autónomos que fotografam ou atacam zonas inimigas.

Para que um dia possam defrontar e vencer uma equipa de humanos, mais ainda tratando-se da seleção campeã do mundo, terão, porém, de dar um enorme salto nas capacidades de perceção, de decisão, de aprendizagem e de cooperação. Terão, no fundo, de ser capazes de 'pensar', decidir e cooperar de forma autónoma, sem participação humana. Um cenário que, acreditam muitos investigadores, irá concretizar-se nas próximas décadas. "Os desenvolvimentos na inteligência artificial permitirão dotar os robôs de capacidades cognitivas, isto é, a capacidade de, quando colocados perante uma tarefa, serem capazes de perceber o que têm de fazer e até sugerir alternativas", assegura J. Norberto Pires, investigador e docente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.

Um robô em cada casa


A evolução passará pelos robôs companheiros, que serão cada vez mais parecidos com os humanos, na aparência e na forma de pensar. Os humanoides irão auxiliar-nos nas tarefas domésticas, brincar com os nossos filhos ou fazer companhia aos mais idosos. No futuro, já não saberemos viver sem eles. Serão eles que irão buscar-nos o pequeno-almoço e trazê-lo à cama. Que nos calçarão as meias quando já não conseguirmos fazê-lo sozinhos. Que nos lembrarão dos medicamentos que temos de tomar, que cuidarão do stock doméstico, que farão compras pela Internet. E, se não acordarmos à hora prevista, serão eles que darão o sinal de alerta.

"Se sofrermos do coração, por exemplo, e continuarmos a viver sozinhos, os nossos sinais vitais serão captados por elétrodos implantados debaixo da pele, que os transmitirão a uma unidade de saúde através da rede wireless da casa. Em caso de um evento inesperado, esta enviará uma unidade de emergência a nossa casa, sendo a porta aberta pelo nosso amigo robô", diz Isabel Ribeiro, professora do Instituto de Sistemas e Robótica do Instituto Superior Técnico (IST).

Muitas destas tecnologias são já hoje uma realidade. No Japão, por exemplo, robôs humanoides como o Asimo (ver caixa, pág. 66) são vistos como a resposta para o acelerado crescimento da população, solucionando a crescente escassez de trabalhadores em idade ativa e prestando assistência a uma população idosa em rápida expansão. No futuro, será possível interagir com eles de forma cada vez mais intuitiva e natural, quase como faríamos com qualquer pessoa. Trata-se, no fundo, de tornar as máquinas mais humanas, para que nos possam servir melhor.

Outra das áreas mais beneficiadas será a medicina. Atualmente, robôs como o Da Vinci (ver caixa, pág. 66), o mais avançado robô-cirurgião do mundo, são já utilizados em milhares de cirurgias, bem como em tarefas de administração de medicamentos, alimentação, enfermagem e até mesmo assistência remota de pacientes. O seu papel será cada vez mais ativo e abrangente. "Teremos próteses inteligentes, cadeiras de rodas que ajudarão os pacientes de uma forma muito mais otimizada e inteligente e intervenções cirúrgicas mais frequentes, quase como uma máquina onde se passa o cartão de crédito, entramos para uma cabina, e a operação é feita quase sem assistência de médicos", vaticina J. Norberto Pires.

Outro grande avanço virá do desenvolvimento de métodos que permitam usar sinais cerebrais para mover próteses robóticas. Alguém que esteja paralisado poderá, por exemplo, comandar uma mão prostética com o cérebro, sem necessidade de mexer qualquer dedo ou verbalizar uma ordem. Bastará imaginar um movimento para a prótese o executar. Segundo o neurocientista português António Damásio, a tecnologia será uma realidade "dentro de alguns anos" e trará grandes benefícios a pacientes que são vítimas de doenças neurológicas incapacitantes, de acidentes vasculares cerebrais ou de lesões na espinal medula. Adeus aos condutores?


A robótica e a inteligência artificial irão também impulsionar o desenvolvimento de transportes inteligentes. Alguns destes avanços são já uma realidade. Estão, por exemplo, nos sistemas de cruise-control dos veículos automóveis e nos aviões não tripulados que fazem o reconhecimento de áreas inimigas e atacam alvos selecionados (ver caixa, pág. 66). Nas próximas décadas, vão mudar radicalmente a forma como nos deslocamos. "Em 2050, teremos automóveis autónomos que nos levarão ao nosso destino pelo caminho com menos trânsito e de uma forma mais segura", assegura António Fernando Ribeiro. Iniciativas como a DARPA Grand Challenge - uma corrida automóvel para veículos autónomos - têm demonstrado resultados promissores, mas o grande desafio será, segundo Pedro Lima, investigador do IST e até este mês presidente da Sociedade Portuguesa de Robótica, "conseguir que estes veículos sejam legalizados". A tecnologia impulsionará também o desenvolvimento de transportes públicos e de veículos elétricos autónomos, bem como a evolução dos sistemas aéreos não tripulados, usados para reconhecer zonas e transportar carga e até mesmo pessoas.

Na nova era robótica, nenhum domínio da nossa vida escapará. Os robôs tornar-se-ão os operários do futuro nas fábricas e nos armazéns. Assegurarão a vigilância de estabelecimentos e até de algumas ruas. Substituirão as empregadas domésticas e os soldados nos cenários de guerra. Serão os primeiros colonizadores do espaço e revelarão os segredos do fundo do mar. Farão isso e muito mais. Mas descanse. O cenário apocalíptico de um mundo dominado por máquinas com vontade própria permanecerá na ficção científica. A autonomia dos robôs, admite Hélder Araújo, será sempre limitada quando estes tiverem de lidar com humanos. "Nestes casos, a última decisão será sempre do humano. Dadas as questões éticas, morais e legais, não é previsível que um robô militar, por exemplo, possa tomar a decisão de disparar ou de lançar uma bomba." Felizmente, algumas coisas não mudarão...

 Expresso

 

 



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