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Autor Tópico: Cientistas descobrem primeiro mapa de resistência humana ao vírus da sida  (Lida 431 vezes)

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Cientistas descobrem primeiro mapa de resistência humana ao vírus da sida   Cientistas descobrem primeiro mapa de resistência humana ao vírus da sida   

   Um grupo de cientistas suíços elaborou o primeiro mapa de resistência humana ao vírus da sida, que mostra a defesa natural do corpo contra a doença, um avanço que poderá ter aplicações como a criação de novos tratamentos personalizados. Cientistas da Escola Politécnica de Lausanne (EPFL, sigla em francês) e do Hospital Universitário do Cantão de Vaud, ambos na Suíça, publicam esta terça-feira os resultados do seu estudo conjunto sobre a doença na revista científica eLife.
Através da pesquisa com estirpes do vírus HIV num hospedeiro humano, os investigadores puderam identificar mutações genéticas específicas, um sinal que reflecte os ataques produzidos pelo sistema imunológico.
Com esse sistema, os cientistas podem reconhecer as variações genéticas que ocorrem em algumas pessoas mais resistentes ao vírus e noutras mais vulneráveis, além de usar essa informação para criar tratamentos individualizados.
Com a ajuda de um supercomputador, os cientistas cruzaram mais de três mil mutações possíveis no genoma do vírus, com mais de seis milhões de variações do genoma de 1.071 pessoas seropositivas.
«Tínhamos que estudar as estirpes virais de pacientes que ainda não tivessem recebido nenhum tratamento, o que não é comum», explicou o pesquisador da EPFL, Jacques Fellay, através de um comunicado.
Por esse motivo, os cientistas basearam o estudo em bancos de amostras criados nos anos 1980, quando ainda não havia tratamentos eficazes contra o vírus.
Fellay detalhou que o corpo humano desenvolve sempre estratégias de defesa contra o HIV, mas infelizmente «o genoma do vírus muda rapidamente, à razão de milhões de mutações por dia», o que dificulta a tarefa de combatê-lo.
Segundo os autores do estudo, esse trabalho permitiu obter uma visão mais completa dos genes humanos e a resistência imune ao HIV, o que pode gerar novos tratamentos inspirados nas defesas genéticas naturais do corpo humano.


Diario Digital
 

 



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