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Autor Tópico: Estudo associa sonambulismo a cromossomo defeituoso  (Lida 578 vezes)

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Estudo associa sonambulismo a cromossomo defeituoso


Cientistas dizem ter descoberto o código genético responsável pelo sonambulismo. Investigadores da Washington University School of Medicine, em St. Louis, Missouri, EUA, estudaram quatro gerações de uma família de sonâmbulos e encontraram uma mutação numa secção do cromossomo 20.
Num artigo publicado na revista Neurology, afirmam que para sofrer de sonambulismo, basta que a pessoa possua uma cópia do ADN defeituoso.

A equipa disse esperar que a descoberta abra caminho para tratamentos para a condição, que afecta até 10% das crianças e um em cada 50 adultos.

Na maioria dos casos, o sonambulismo é uma condição benigna, que passa com a idade.

Em muitos casos, crianças sonâmbulas levantam-se da cama em estado de transe e caminham pela casa.

Mas casos mais extremos podem ser problemáticos e até perigosos, particularmente quando a condição persiste até à idade adulta.

Há até casos graves de sonâmbulos que cometeram crimes durante um surto. Apesar disso, sabe-se pouco sobre o fenómeno.

O sonambulismo tende a propagar-se em famílias, de uma geração para outra. Algumas pessoas são particularmente susceptíveis. E factores como o cansaço e stress podem desencadear surtos.


Os surtos tendem a acontecer cedo, assim que a pessoa adormece, no estágio de sono profundo e sem sonhos, conhecido como Non Rapid Eye Movement, (ou NREM, quando não há movimentos rápidos do olho). Pela manhã, a pessoa não terá qualquer lembrança do surto.

No seu estudo, a cientista Christina Gurnett e os seus colegas da Washington University School of Medicine observaram uma grande família de sonâmbulos.

A família tinha sido referida aos especialistas porque um dos seus membros mais jovens, uma menina chamada Hannah, de 12 anos, tinha vivenciado surtos preocupantes de sonambulismo, em que regularmente saía de casa.

Em quatro gerações da família, dos bisavós até aos netos, nove membros de um total de 22 eram sonâmbulos.

Um dos elementos da família, um tio de Hannah, frequentemente acorda com oito pares de meias nos pés.

Outros parentes da menina sofreram ferimentos como, por exemplo, fracturas nos dedos dos pés, durante surtos.


A partir de amostras de saliva do grupo, os cientistas analisaram o ADN da família para entender a raiz genética da condição.

Uma busca em todo o genoma revelou que o problema estava localizado em códigos genéticos presentes no cromossomo 20, e que o código tinha sido passado de uma geração para outra. Se uma pessoa possui o gene, a probabilidade de que ela o passe adiante é de 50%. E qualquer indivíduo que possua a cópia defeituosa do gene sofrerá de sonambulismo – concluíram os investigadores.

Embora ainda não tenham identificado exactamente o gene ou genes envolvidos - há 28 suspeitos - os cientistas dizem suspeitar de que o responsável seja o gene responsável pela enzima conhecida como adenosina deaminase.

Esse gene já é conhecido pela sua associação à fase do sono em que ocorre o sonambulismo.

«É provável que vários genes estejam envolvidos. O que descobrimos é o primeiro local genético para o sonambulismo», disse Gurnett.


DD
 

 



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