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O “sexto sentido” dos animais: como cães e gatos preveem tempestades
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Tópico: O “sexto sentido” dos animais: como cães e gatos preveem tempestades (Lida 311 vezes)
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O “sexto sentido” dos animais: como cães e gatos preveem tempestades
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01/05/2026, 21:16 »
O “sexto sentido” dos animais: como cães e gatos preveem tempestades
Patrícia Moura Pinto
Maio 1, 2026 - 19:30
O seu cão começa a ficar nervoso antes de chover? Ou o seu gato desaparece horas antes de uma tempestade? Este aparente “sexto sentido” tem uma explicação científica — e está longe de ser um mistério.
Em muitas casas, há um fenómeno curioso que se repete: cães e gatos começam a comportar-se de forma diferente horas antes de uma tempestade. Ficam inquietos, escondem-se ou vocalizam mais do que o habitual. Aquilo que muitos descrevem como um “sexto sentido” tem, afinal, explicações científicas bastante concretas.
Segundo o site de notícias Terra, esta capacidade não está relacionada com qualquer intuição mística, mas sim com uma combinação de sentidos altamente desenvolvidos, que permitem aos animais captar alterações no ambiente muito antes de estas serem perceptíveis para os humanos.
Antes de uma tempestade, a pressão atmosférica sofre alterações significativas. Esta diminuição pode ser detectada pelos cães e gatos através do ouvido médio, uma estrutura particularmente sensível nestes animais.
Tal como acontece com os humanos em viagens de avião ou em zonas de altitude, também os animais sentem diferenças de pressão. No entanto, devido à sua maior sensibilidade auditiva, esse desconforto é mais intenso. Esse estímulo pode activar mecanismos de alerta no organismo, levando a mudanças de comportamento.
Ao longo do tempo, os animais aprendem a associar esta queda de pressão a eventos como chuva intensa, vento forte ou trovões, reagindo antecipadamente como forma de autoprotecção.
A capacidade de “ouvir” o que os humanos não ouvem
Outro factor determinante é a audição. Cães e gatos conseguem captar frequências sonoras muito mais baixas do que os humanos, incluindo infrassons — sons abaixo dos 20 hertz.
As tempestades geram este tipo de ondas sonoras ainda a grande distância, através do movimento de massas de ar e descargas eléctricas. Estas vibrações percorrem longas distâncias e chegam aos animais muito antes de qualquer trovão ser audível para nós.
O cérebro dos animais interpreta estes sinais com base em experiências anteriores. Quando os infrassons se combinam com outras alterações ambientais, o corpo entra em estado de alerta, podendo provocar ansiedade, respiração acelerada ou comportamentos de fuga.
O papel da electricidade estática
Antes de uma tempestade, o campo eléctrico da atmosfera também sofre alterações. A acumulação de electricidade estática pode afectar directamente o pelo dos animais.
O pelo dos cães e gatos funciona como uma espécie de sensor natural, reagindo a variações eléctricas. Pode arrepiar-se ou provocar sensações de formigueiro na pele, algo semelhante aos pequenos choques que os humanos sentem em determinadas situações.
Estes estímulos são captados pelo sistema nervoso e desencadeiam respostas fisiológicas típicas de alerta, como aumento do ritmo cardíaco ou dilatação das pupilas. Como resultado, os animais podem parecer nervosos, agitados ou procurar esconderijos.
“Sexto sentido” ou adaptação natural?
Apesar da expressão popular, não existe um verdadeiro “sexto sentido”. O que acontece é uma combinação de audição, tacto, percepção de pressão e sensibilidade a campos eléctricos, todos a funcionar com elevada precisão.
Segundo o site de notícias Terra, esta hipersensibilidade tem uma função adaptativa. Na natureza, antecipar uma tempestade pode ser essencial para encontrar abrigo, proteger crias e evitar perigos.
Em ambiente doméstico, esses mesmos mecanismos continuam activos, mas sem necessidade real de fuga, o que pode resultar em comportamentos que os donos interpretam como ansiedade.
Como ajudar os animais durante tempestades
Perceber a origem deste comportamento permite também agir de forma mais adequada. Criar um ambiente seguro e tranquilo é fundamental para reduzir o stress dos animais.
Um espaço confortável, afastado de janelas e com menos estímulos externos pode ajudar. Reduzir ruídos, manter uma rotina estável e evitar repreender o animal são atitudes essenciais para garantir o seu bem-estar.
Quando o medo é muito intenso, pode ser importante procurar aconselhamento junto de um médico veterinário ou especialista em comportamento animal.
Fonte: executivedigest.sapo.pt Link:
https://executivedigest.sapo.pt/o-sexto-sentido-dos-animais-como-caes-e-gatos-preveem-tempestades/?utm_source=SAPO_HP&utm_medium=web&utm_campaign=destaques
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