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Autor Tópico: Lendas de Natal Portuguesas  (Lida 331 vezes)

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Offline casconha

Lendas de Natal Portuguesas
« em: 09/12/2025, 12:50 »
 

Lendas de Natal Portuguesas
Uma pequena lista das lendas de Natal mais genuínas e conhecidas em Portugal, todas elas recolhidas da tradição oral portuguesa e publicadas em obras de etnografia. São as que as pessoas mais velhas ainda contam no Minho, Trás-os-Montes, Douro, Beiras e até no Alentejo.


1. O Galo da Ceia de Natal:
(Trás-os-Montes, Alto Douro e Minho) 
Na Consoada, uma família pobre só tinha um galo assado. Alguém duvidou do milagre do Nascimento e disse a brincar: «Se o Menino Jesus nascesse hoje, este galo cantava!». O galo levantou-se do prato, bateu as asas e cantou três vezes. Há quem diga que aconteceu em Barcelos, Miranda do Douro ou Bragança — cada terra reclama a sua versão.


2. À meia-noite os animais falam: 
(Todo o Portugal rural, especialmente Norte e Interior)
Quando os sinos da Missa do Galo tocam a meia-noite, os animais do curral ganham fala humana por alguns instantes. Mas quem os ouvir morre ou enlouquece, porque eles dizem quem da casa vai morrer no novo ano. Há dezenas de testemunhos antigos de gente que escondeu-se no estábulo e ouviu o boi dizer: «Vamos levar o amo antes do S. João…»


3. As Alminhas vêm à Missa do Galo:
(Minho, Trás-os-Montes, Beiras) 
Na noite de Natal as almas do Purgatório têm licença para assistir à Missa do Galo. Deixavam-se bancos vazios na igreja. Quem se sentasse num deles sentia um frio mortal ou ouvia suspiros. Em muitas aldeias ainda se diz: «Cuidado com o banco do canto, é das alminhas».


4. O Menino Jesus entra pelas chaminés e põe os presentes nos sapatinhos:
 (Até aos anos 60-70 era assim em quase todo o país) 
As crianças punham os sapatos junto à lareira com palha para o burrinho. De manhã tinham figos secos, nozes, uma laranja e, se houvesse sorte, uma boneca de pano ou um cavalo de pau. Ainda hoje há avós no interior que dizem: «Não foi o Pai Natal, foi o Menino Jesus que passou!»


5. A Velha ou o Cepo de Natal:
(Minho, Trás-os-Montes, Beira Alta)
Na noite de 24 queimava-se um grande tronco de azinheira ou carvalho na lareira. Tinha de arder até ao Dia de Reis. A avó mais velha benzia-o com água benta e ramos de oliveira, dizendo: «Que este cepo aqueça os vivos como os mortos, afaste as bruxas e os lobos, e a sua cinza guarde a casa das trovoadas.» A cinza era depois espalhada nas terras e nos telhados.


6. O Presépio que mexe à meia-noite:
(Várias aldeias do Minho e Beira Baixa) 
Diz-se que na noite de Natal, quando os sinos tocam as doze badaladas, as figuras do presépio ganham vida por um instante: o Menino Jesus mexe-se na manjedoura, o boi e o burro aquecem-no com o bafo, os pastorinhos levantam os olhos. Só os muito puros de coração conseguem ver.


7. A Flor de Natal (ou Rosa de Jericó) 
(Alentejo e algumas zonas do Douro) 
Na noite de Natal, algumas plantas secas (como a rosa-de-jericó ou o cardo) abrem-se sozinhas em casa, mesmo sem água, em sinal do milagre do Nascimento.


8. Os mortos vêm à Consoada
(Trás-os-Montes e Beira Alta) 
Em certas casas antigas punha-se um lugar extra à mesa da Consoada para os familiares falecidos. Deixava-se um prato de bacalhau com batatas ou um pouco de azeite e pão. Havia quem jurasse ver a cadeira mexer ou sentir um sopro frio.






 
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