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Autor Tópico: Aulas à distância não servem alunos surdos. "Ficariam isolados", diz a escola  (Lida 2282 vezes)

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Aulas à distância não servem alunos surdos. "Ficariam isolados", diz a escola

As crianças surdas continuam a ter aulas presenciais no agrupamento de escolas João de Deus, em Faro. "São crianças que nos iluminam", diz o diretor da escola.


© Pixabay
PorMaria Augusta Casaca

Écom um jogo de dados que a professora Raquel Antunes ensina matemática às crianças. São meninos e meninas surdos, para quem a escola tem mesmo de ser presencial. "Sabemos que nem todos têm a internet em boas condições e precisam da língua gestual."

A professora de ensino especial esclarece que, através do computador, essa língua é muito difícil de ser compreendida pelos alunos, visto que, muitas vezes, a imagem para e a comunicação torna-se incompreensível. A experiência de aulas online foi feita no primeiro confinamento, no ano passado. E não resultou para estas crianças. Os professores perceberam que elas precisavam de ver bem os gestos do docente de língua gestual que acompanha as aulas, e também os lábios e as expressões da professora, que usa, por esse motivo, uma máscara acrílica transparente.



Raquel Antunes dá particular valor a estas crianças que vêm de todo o Algarve para terem aulas, e muitas de bem longe. Este é o único agrupamento de escolas no Algarve que recebe alunos surdos. Por isso, chegam crianças de Aljezur, Vila Real de Santo António, Lagoa, Tavira e de muitos outros cantos da região. Há meninos que fazem mais de 100 quilómetros para chegarem à escola e outros tantos para regressarem a casa.


Além das aulas, estes alunos têm terapia da fala. Se uns não dizem qualquer vocábulo, outros, que têm implantes cocleares, conseguem ouvir alguma coisa e articular palavras. Os que nada ouvem conseguem utilizar a língua gestual, a sua primeira língua, ainda antes do português.

Noutra sala ao lado estão alunos ainda mais pequenos, acompanhados pela professora Amanda Grade e pela professora de língua gestual Patrícia.

A professora Amanda lembra que estas crianças precisam da escola para que o seu desenvolvimento se faça da maneira mais normal possível. Aqui há quem os entenda e conseguem comunicar com os professores, o que por vezes não acontece em casa. A maioria dos pais, ouvintes, não sabe língua gestual.

Nesta sala, a professora de língua gestual nasceu também ela surda. Patrícia está noutra mesa com alguns alunos a tentar ensinar-lhes matemática, as dezenas e centenas, através de um desenho com carruagens de comboio. Porque, para estes meninos, o ensino tem que ser muito visual. As expressões do rosto, os gestos da professora, são essenciais para que percebam a informação que pretende passar.

O diretor do agrupamento de escolas João de Deus considera que deixar estas crianças sem aulas presenciais seria impensável. "Se a escola deixasse, neste tempo, de prestar o serviço habitual estas crianças, ficavam totalmente isoladas", enfatiza Carlos Luís. O diretor considera que ter estas crianças na escola "ilumina-os". "São exemplos de sofrimento, dificuldades, de perseverança, que nós preservamos muito. Toda a gente se dedica de alma e coração a estes miúdos", garante.



Fonte: TSF
 

 



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