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..:: Deficiente-Forum - Tipos de Deficiência ::.. Responsável:100nick => Deficiência Auditiva => Tópico iniciado por: migel em 29/12/2010, 11:54
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Boné equipado com sensores ajuda cegos a desviar de objetos
Quando produzido em larga escala, equipamento terá custo médio de US$ 200
O engenheiro brasileiro Gustavo Brancante, 32 anos, anunciou um evento que pode melhorar em muito a qualidade de vida dos cegos. Ele criou um boné que consegue capturar imagens de objetos que estejam próximos aos deficientes visuais e enviar pequenos estímulos elétricos ao cérebro, tornando possível o desvio de obstáculos e eventuais acidentes.
— O princípio desse método é captar imagens do ambiente, num raio de seis metros, por meio de sensores de ultra-som acoplados em um boné. Assim, quando o deficiente visual está utilizando o boné e chega perto de um obstáculo ou objeto, os sensores emitem sinais ao cérebro através de contatos com o couro cabeludo indicando que ele deve desviar — explica o pós-graduando em Gestão de Projetos pelo ITA-Instituto Tecnológico da Aeronáutica e funcionário da Alcoa em Poços de Caldas, em minas Gerais.
Brancante afirma que o projeto Visão Eletrodinâmica Receptível (VER) tem como objetivo facilitar a inclusão de pessoas com deficiência visual por meio da tecnologia. A iniciativa, voluntária e sem aporte financeiro de terceiros, foi apresentada a representantes da Associação de Assistência aos Deficientes Visuais de Poços de Caldas (AADV) e a funcionários da unidade da Companhia naquela cidade.
— A minha intenção é que futuramente o deficiente visual tenha uma visão em 3D, além de mais mobilidade e independência, sem comprometer outros sentidos. Funcionará como um Braille 3D — resume Gustavo.
O engenheiro conta que teve de utilizar microcontroladores e diversos componentes eletrônicos, muitos dos quais precisaram ser importados. Apesar de investir recursos próprios, Gustavo revela que o produto tem custo extremamente acessível, o que viabiliza a produção em escala industrial.
— Estimo que cada unidade custe em torno de US$ 200 — diz.
Antonio Marcos Ferreira de Oliveira, 27 anos, foi um dos primeiros deficientes visuais a testar o boné. Ele conta que ficou feliz com a experiência e teve dificuldades para expressar sua emoção.
— É muito legal. Andei livremente pelo corredor, sem a ajuda de bengalas ou guias. Senti leves "choques elétricos" na cabeça cada vez que andava na mesma direção. Isso prova que ajuda a desviar de objetos. Se aperfeiçoado, pode ajudar muita gente ainda — revela.
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