O que é Conexina 26?
A proteína Conexina 26 é indispensável ao funcionamento normal da orelha interna.
Os genes, constituídos de DNA, são responsáveis pela codificação das proteínas necessárias ao organismo, portanto, alterações no gene responsável pela codificação da Conexina 26 são a principal causa de surdez pré-lingual não-sindrômica hereditária.
O que é a mutação 35delG?
Mutação é a alteração que acontece na estrutura dos genes.
Alguns genes apresentam regiões de “hot spots” ou seja, regiões preferenciais onde ocorrem muitas mutações no mesmo ponto.
A mutação 35delG ocorre num desses “hot spots” do gene da Conexina 26.
Por que fazer o Teste de Surdez Genética?
Infelizmente, no Brasil, a idade média de diagnóstico da perda auditiva neurossensorial severa a profunda é muito tardia, em torno de 4 anos de idade (Ines, 1990). Com isso perde-se a oportunidade de iniciar uma intervenção precoce (até 6 meses de idade) para evitar prejuízo da fala e da linguagem.
O teste de Surdez Genética não é exclusivo para recém-nascidos, podendo ser aplicado em todas as pessoas portadoras de surdez de causa não ambiental, para fins de diagnóstico e aconselhamento genético.
Qual o melhor período para a realização do Teste?
Na impossibilidade da realização do mesmo em conjunto com o Teste do Pezinho, o ideal é que se faça o teste o quanto antes, permitindo a obtenção do diagnóstico até os 3 meses de idade e a intervenção para reabilitação até o 6º mês, garantindo a essa criança desenvolvimento muito próximo ao de uma criança ouvinte.
Como é realizado o Teste de Surdez Genética?
O Teste de Surdez Genética não é invasivo e é feito a partir de uma gota de sangue colhida em papel filtro, podendo ser realizado na mesma amostra destinada ao Teste do Pezinho convencional ou ao Teste do Pezinho Expandido sendo utilizada a metodologia conhecida como PCR (Polymerase Chain Reaction).
Onde posso realizar o Teste?
O Teste de Surdez Genética vem a se juntar aos demais testes de Triagem oferecidos pelo DLE, à disposição dos profissionais de saúde em benefício de seus pacientes, e já está disponível em conceituados laboratórios, maternidades e clínicas especializadas de todo o Brasil.
O que fazer após o diagnóstico?
A partir do diagnóstico etiológico da surdez, deverá haver o envolvimento do pediatra, otorrinolaringologista, fonoaudiólogo e do geneticista clínico com o objetivo de dar suporte específico ao paciente e aos seus familiares, melhorando assim, a qualidade de vida de todos.
Fonte: Otorrino 24 horas