Liftech

Rehapoint
Autopedico

Invacare
TotalMobility

Anuncie Aqui

Autor Tópico: As complicações que ninguém vê  (Lida 902 vezes)

0 Membros e 1 Visitante estão a ver este tópico.

Online migel

As complicações que ninguém vê
« em: 14/04/2011, 11:58 »
 
As complicações que ninguém vê     


 
Vinícius Garcia, em sua cadeira de rodas, está atrás de uma mesa, com vários papeis espalhados à sua frente, sobre a mesa.

Reproduzo abaixo texto postado no blog Três Temas, de Vinicius Garcia. Em seu texto, Vinícius mostra o lado que ninguém vê da deficiência física, mas que é tão – ou mais importante – do que aquilo que está visível.

A pior parte

Quando alguém vê uma pessoa na cadeira de rodas, logo pensa o seguinte: nossa, deve ser muito difícil não poder andar, correr, se movimentar; e pensa também na questão sexual: como é para ter relação, ter filhos e tal. Conclui-se logo que, por essas duas coisas – não poder andar e ter complicações na sexualidade – a vida do sujeito é uma desgraça.

Pois bem, a pior parte de estar numa cadeira de rodas depois de uma lesão medular, pelo menos na minha opinião (e de alguns amigos também), não é nem uma coisa nem outra. O “bicho pega” quando se trata do controle e funcionamento das funções biológicas. Até pouco tempo atrás, a principal causa de morte das pessoas com trauma na medula era justamente o problema urológico (além das chamadas escaras, ou úlceras de pressão).

Eu lidei razoavelmente bem com isso nos dez, doze primeiros anos de lesão medular. Na verdade, fui até um pouco irresponsável porque escolhi um urologista que dizia o que eu queria ouvir: está tudo certo com sua bexiga e rins, não precisa fazer nada! Depois de infecções urinárias bravas me disseram que se eu continuasse assim iria me enrolar no futuro, com problemas nos rins. Aí passei a fazer os cateterismos ou sondagens urinárias, quatro ou cinco vezes por dia, num intervalo de mais ou menos 4 horas.

Isso é muito chato, pois tenho que pensar numa rotina diária baseada nesse “cronograma” de sondagens, além de complicar para viajar. Ademais, é óbvio que nem sempre a bexiga e os rins seguem o horário de Brasília, o que dificulta esse planejamento. As infecções urinárias continuam constantes (mas controladas) e, de tempos em tempos, aproximadamente a cada seis meses, tenho que fazer uma aplicação de botox não para fins estéticos (quem sabe no futuro), mas para facilitar a bendita da sondagem e dar um descanso para a bexiga (vou fazer de novo nos próximos dias).

Além da questão urinária, não controlar o número 2 também não é nada agradável, mas como a freqüência é menor, atrapalha menos o dia a dia. Enfim, muito mais do que não poder andar (embora eu sinta falta de jogar futebol), ou a questão sexual (a grande maioria dos lesados medulares têm relações sexuais “normalmente”, mas poucos preservaram a ejaculação), o mais chato e a pior parte de estar numa cadeira de rodas é o não controle das funções biológicas.

A medicina está avançando e tratamentos com um chamado “marca-passo urinário” poderão nos ajudar muito no futuro. O negócio é agüentar e esperar esse tempo chegar, nem que seja na base do botox!

Fonte: RAC.com

 

Offline Eduardo Jorge

Re: As complicações que ninguém vê
« Responder #1 em: 14/04/2011, 18:22 »
 
Concordo. Nada fácil.
 

 



Anuncie Connosco Anuncie Connosco Anuncie Connosco Anuncie Connosco Anuncie Connosco


  •   Política de Privacidade   •   Regras   •   Fale Connosco   •  
     
Voltar ao topo