O relacionamento inter pessoal é fundamental para o desenvolvimento da criança.
Serão os Pais os primeiros a procurar a melhor forma de interagir com ele.
Os técnicos podem ajudar na descoberta do brincar, sorrir, falar, olhar / comunicar. Após a primeira interacção segue-se toda uma fase de experiências sensoriais, através do brincar, por vezes com recurso a brinquedos adaptados às necessidades de cada criança.
A avaliação contínua irá ajudar a definir as necessidades específicas e capacidades de cada criança, em cada momento, encaminhando-a para as várias estruturas de apoio especializado.
A criança deficiente deverá frequentar sempre que possível o ensino regular.
Dever-se-á agir com a criança com PC, de uma forma natural, levando a que os outros a aceitem como ela é.
Será importante:
* levá-la a passear em locais públicos (lojas, jardim, praia, campo, casa dos amigos), conversando com ela sobre estas experiências.
* promover a sua participação em actividades de tempos livres e o convívio com a natureza. – tentar que as outras crianças brinquem com ela, explicando que ela aprecia a brincadeira, apesar de não se mover e agir como eles.
* os pais deverão pedir ajuda e aceitar a que lhes oferecem, quer por parte dos restantes elementos da família quer de amigos próximos. Deixem que estas pessoas tratem do vosso filho! Se ensinados, saberão cuidar dele e assim substituir-vos-ão ainda que transitoriamente na prestação de cuidados, permitindo que, enquanto casal, possam gozar momentos de vida própria também necessários para que a criança sinta que tem uma família feliz.
* apesar da criança poder estar dependente fisicamente dos outros, o comportamento a ter com ele aos 12 meses não deverá ser o mesmo a ter com ele aos 2 anos e assim progressivamente.
* o futuro destas crianças, como o de qualquer outra, é construído degrau a degrau, cabendo a todos os que com ela interagem, ajudá-la a desenvolver ao máximo as possibilidades presentes e estimularem-na a atingir a etapa seguinte, embora saibamos que neste caso os progressos são muito lentos. Qualquer progresso, por menor que seja, permite manter a esperança de que há uma sucessão de passos a dar.
* Os pais podem recorrer às instituições da sua área de residência, que lhe poderão informar sobre os seus direitos:
Centro de Saúde / Hospital
Santa Casa da Misericórdia
Associações de Pais
Sub-sistemas sociais (apoio social/laboral)
Centro Regional de Segurança Social
Junta de Freguesia
O dinamismo e o empenho das famílias na procura de soluções para as necessidades destas crianças são imprescindíveis. Família e Instituições, trabalhando em colaboração e em equipa, darão um contributo activo para o bem-estar de todos.
A Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral (APPC), fundada em Lisboa em 1960, por um grupo de Pais e Técnicos, é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, de e para deficientes, integrada por pessoas com deficiência, Pais, Amigos e Técnicos, através de Núcleos Regionais.
Os seus principais objectivos são:
-Sensibilizar a opinião pública para a problemática da Paralisia Cerebral e sua prevenção.
-Defender a reabilitação e a integração da criança, jovem e adulto com Paralisia Cerebral através do desenvolvimento máximo das suas potencialidades.
-Defender o direito da pessoa com deficiência, à educação, formação profissional e ao trabalho, bem como a sua realização afectiva e social.
-Desenvolver actividades de recreação e desporto.
-Fomentar a criação de unidades de apoio à pessoa com grave incapacidade e dependente.
-Fomentar a especialização do pessoal técnico.
-Fomentar a investigação sobre Paralisia Cerebral.
-Promover a filiação da APPC, em Associações congéneres, nacionais e estrangeiras.