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Autor Tópico: Sobrevivente de AVC vai percorrer o país de bicicleta  (Lida 1167 vezes)

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Offline Eduardo Jorge

 
                                                               
Aos 41 anos, Emanuel Santos era obeso, fumava, bebia e não tinha quaisquer cuidados com a saúde. Um formigueiro no braço foi o primeiro sinal. Ignorou. É um sobrevivente de acidente vascular cerebral (AVC), a doença que mata dois portugueses por hora.

O processo de recuperação ainda não está concluído - a marcha e a linguagem continuam afectadas e o braço direito não recuperou a destreza que tinha -, mas Emanuel Santos é agora um homem activo, reaprendeu a ler e a escrever e quer passar a mensagem de que é possível sobreviver a um AVC e mudar de vida.

Pratica bodyboard e anda de patins e bicicleta e, ontem (Dia Mundial do AVC), iniciou uma volta a Portugal, em duas rodas, com partida da Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral, no Porto. Durante um ano, vai visitar escolas e unidades especializadas no tratamento dessa patologia, que mata dois portugueses por hora, constituindo a principal causa de morte no nosso país.

A primeira paragem foi no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia. Foi lá que Emanuel recebeu assistência, nove horas depois dos primeiros sintomas, porque, como não pediu logo ajuda, quando tentou telefonar, os dedos já não obedeceram e não conseguiu ligar para o 112. Valeu-lhe a visita do irmão, que estranhou o silêncio, e o encontrou paralisado.

Castro Lopes, presidente da Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral, sublinha que na presença de sintomas como perda de força num braço (também pode ser numa perna), boca ao lado e dificuldade em falar, não há tempo a perder. É fundamental ligar ao 112 e "exigir ser conduzido a uma unidade AVC", porque as hipóteses de sobrevivência e de boa recuperação são muito mais favoráveis se o doente for tratado por equipas especializadas e nas primeiras três horas a seguir à ocorrência do AVC. Exemplo disso são os números de Gaia: desde que existe uma unidade de AVC, a taxa de mortalidade baixou de 12% para 4%, segundo a directora, Dulce Pinheiro.

Joaquim Ribeiro foi socorrido rapidamente quando, aos 42 anos, sofreu um AVC devido a um enfarte cerebral generalizado que obrigou a uma cirurgia de urgência. Nove anos depois, subsistem défices funcionais que o obrigaram a ser reformado por invalidez. Continua em reabilitação e lamenta ter estado quase um ano à espera da continuação dos tratamentos de fisioterapia.

Na altura em que Joaquim Ribeiro teve o AVC , ainda não se aplicava a fibrinólise (uma injecção que destrói o coágulo que se forma no cérebro permitindo o restabelecimento da circulação) nem havia unidades de AVC ou vias verdes para estes doentes, explica Castro Lopes. Estas medidas têm permitido diminuir a mortalidade, mas, ainda assim, o número de mortes por AVC em Portugal ainda é muito superior à média europeia (160 e 100 por cem mil habitantes, respectivamente). Dos 15.400 novos doentes que anualmente sofrem um acidente vascular cerebral, 4.500 não sobrevivem ao primeiro ano.

Doença mata um terço após um ano

Cerca de um terço dos doentes que sofre um AVC, não sobrevive ao primeiro ano, segundo um estudo realizado no Norte. É a principal causa de morte em Portugal.

3 horas

É o prazo máximo aconselhável para se receber assistência médica.

Factores de risco

Os principais são: hipertensão arterial, tabagismo, sedentarismo, fibrilação auricular (deficiente funcionamento cardíaco) e diabetes.

1 em 6 vai sofrer de AVC

Segundo a World Stroke Organisation, 17% das pessoas sofrem, ao longo da vida, deste problema.

Fonte: JN
 

 



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