Deficiente-Fórum
..:: Deficiente-Forum - Tipos de Deficiência ::.. Responsável:100nick => Deficiência Motora => Tópico iniciado por: Eduardo Jorge em 11/09/2010, 17:59
-
(http://imgs.cmjornal.xl.pt/imgs/share/2010-09-09193839_CA967162-B341-4FEB-88DD-FECB0766BF67$$738d42d9-134c-4fbe-a85a-da00e83fdc20$$cf5a0fbe-af86-44fe-bb2f-3a2d3c98146b$$img_carrouselTopHomepage$$pt$$1.jpg)
A recente tese do famoso cientista paraplégico Stephen Hawking de que não necessitamos de Deus para entender a criação do universo causou celeuma.
A questão é oportuna e situa-se num plano mais interessante do que o das campanhas publicitárias do prof. Richard Dawkins nos autocarros de Londres. Convém, no entanto, notar que Hawking não recusa propriamente a existência de Deus – que, aliás, chegou a admitir em trabalhos anteriores – mas tão só a sua intervenção criadora.
Ora, para começar, quando falamos em Deus estamos a falar do quê? As pesquisas mais sérias sobre o tema há muito que dispensaram aquela velha imagem antropomórfica de Deus como um digno e poderoso senhor sentado num trono algures no universo. Hoje em dia ganham força teses mais elaboradas e sugestivas como as dos chamados "teístas", com Antony Flew à cabeça, as quais aceitam um ‘Deus’ criador do universo e das normas que o regem mas que depois evitou qualquer outra intervenção na sua evolução. Estas teses, sublinhe-se, não negando a existência de Deus retiram qualquer utilidade às religiões, pelo menos no formato que tem sobrevivido até aos nossos dias, e parece não aceitar tipo algum de Revelação. A partir daí tudo seria uma questão de Fé e a Fé é um domínio que não permite tratamentos racionais aprofundados.
Fonte: CM