Na lesão medular, a bexiga pode funcionar de três maneiras, de acordo com o tipo de lesão.
Bexiga Reflexa
A bexiga se comportará de forma reflexa quando a lesão for acima da cauda equina e do cone medular. Neste caso a pessoa terá espasticidade, ou seja, reflexos e a bexiga funcionará de modo reflexa, sendo chamada de Bexiga Reflexa. Chegando em um certo ponto de acúmulo de urina na bexiga, a sensação de bexiga cheia partirá em direção ao cérebro. Como existe uma lesão medular, esta sensação será interrompida no ponto da lesão, não chegando até o cérebro, logo, a pessoa não sentirá a sensação de bexiga cheia. O aviso de bexiga cheia, ao chegar na medula, imediatamente colocará em ação o arco reflexo, ou seja, provocará o funcionamento da bexiga através deste estímulo recebido, fazendo com que a bexiga contráia e o enfincter relaxe, para que haja o esvaziamento, independente da vontade da pessoa, pois como existe a lesão, além de não sentir o aviso de bexiga cheia, a pessoa também não terá o controle, pois o comando de reter ou urinar será bloqueado no ponto da lesão, não chegando até a bexiga.
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Em uma lesão medular, haverá uma disfunção de funcionamento do corpo abaixo do nível da lesão. Com isso, pode não haver um sincronismo entre contração de bexiga e relaxamento do esfincter, não permitindo assim um esvaziamento total da bexiga, o que é prejudicial ao corpo. Para contornar tal fato, existem manobras de esvaziamento, afim de esvaziar ao máximo ou totalmente a bexiga, o que é ideal. Para este tipo de bexiga, existem três manobras que podem ser aplicadas. Estimulando a bexiga com pequenas batidas feitas com a mão na região pélvica, que corresponde a altura da bexiga, uma pessoa estará desencadeando o arco reflexo, pois tais estímulos chegarão até a medula e esta responderá com a contração da bexiga e o relaxamento do esfincter, promovendo a saída da urina. Neste ponto, enquanto a urina estiver saindo, pode ser feita a manobra de valsalva, enchendo os pulmões de ar, comprimindo assim as visceras e estas à bexiga, e também, a de credê, pressionando a bexiga de cima para baixo com a mão, fazendo com que a pressão interna fique grande na região da uretra, aumentando o esvaziamento.
Bexiga Não-Inibida
Caso haja uma lesão incompleta, a parte de sensibilidade pode estar preservada. Desta forma, as sensações de bexiga cheia chegarão até o cérebro, mas os camandos serão bloqueados no ponto onde existe a lesão. Portanto, neste caso, chamado de Bexiga não Inibida, a pessoa terá a sensação de bexiga cheia, mas não terá controle sobre ela. Para o melhor esvaziamento, serão usadas as mesmas manobras da bexiga reflexa. (http://webleones.home.sapo.pt/esfincteres/bexninibida.gif)
Bexiga Autônoma ou Flácida
Finalmente, caso ocorra uma lesão no cone medular e ou na cauda equina, os reflexos não estarão presentes, caracterizando a Bexiga Flácida ou Autônoma. Esta bexiga terá uma grande capacidade de extensão e acúmulo de urina, pois não existe o arco reflexo para que a bexiga se contraía, o esfincter relaxe e haja um esvaziamento espontaneo. As manobras de esvaziamento serão a de valsalva e a de credê. Pode acontecer um gotejamento ou pequena perda de urina, caso a bexiga esteja muito cheia, podendo alcançar um litro ou mais, sendo muito prejudicial ao corpo. (http://webleones.home.sapo.pt/esfincteres/bexflacida.gif)
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