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Autor Tópico: Funcionamento do Intestino na Lesão Medular  (Lida 2949 vezes)

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Offline Sininho

Funcionamento do Intestino na Lesão Medular
« em: 25/03/2010, 22:04 »
 

Na lesão medular, assim como no mecanismo da micção, o mecanismo de evacuação pode se comportar de três maneiras, de acordo com o tipo de lesão.


Lesão acima da cauda equina e do cone medular

Neste tipo de lesão, o intestino se comportará de modo reflexo, pois o arco-reflexo estará preservado. Chegando em um certo ponto de acúmulo de fezes, a sensação de intestino cheio partirá em direção ao cérebro. Como existe uma lesão medular, esta sensação será interrompida no ponto da lesão, não chegando até o cérebro, logo, a pessoa não sentirá a sensação de intestino cheio. O aviso de intestino cheio, ao chegar na medula, imediatamente colocará em ação o arco-reflexo, ou seja, provocará o funcionamento do intestino através deste estímulo recebido, fazendo com que os movimentos peristálticos aumentem e o ânus relaxe, para que haja o esvaziamento do reto, independente da vontade da pessoa, pois como existe a lesão, além de não sentir o aviso de intestino cheio, a pessoa também não terá o controle, pois o comando de reter ou expulsar as fezes será bloqueado no ponto da lesão, não chegando até a parte final dos intestino grosso.
Devido a estas disfunções, pode haver dificuldades na evacuação. Para contornar estes problemas, existem as manobras de esvaziamento dos intestinos. Como há a presença de reflexos, uma pessoa pode provocá-los, afim de estimular a evacuação e esvaziar ao máximo o intestino. Existem diferentes formas de se provocar os estímulos e é necessário que uma pessoa conheça e experimente todas, para descobrir qual responderá melhor. Uma das maneiras é através do toque anal, onde, utilizando-se uma luva, uma pessoa introduzirá o dedo ao ânus e fará movimentos circulares; outra é através do uso do "chuveirinho" de chuveiros domésticos, onde será jogada na região do ânus, uma água de temperatura moderada; outras formas serão através do uso de supositórios de glicerina ou pequenas bisnagas com veículo glicerinado, ambos sendo introduzidos ao ânus. Além destes artifícios, também poderão ser feitas manobras na região abdominal, com movimentos circulares no sentido horário, obedecendo o sentido final do intestino grosso, gerando estímulos e ajudando o esvaziamento. A respiração também pode coloborar. Ao encher os pulmões de ar, a região abdominal será comprimida, o que acarretará a compressão dos intestinos, facilitando assim, o esvaziamento.


Lesão medular incompleta

Caso haja uma lesão incompleta, a parte de sensibilidade poderá estar preservada. Desta forma, as sensações de intestino cheio chegarão até o cérebro, mas os camandos para reter as fezes ou de esvaziamento do reto serão bloqueados no ponto onde existe a lesão. Portanto, neste caso, uma pessoa poderá sentir a sensação de intestino cheio, mas não terá controle sobre o mesmo. Para o melhor esvaziamento, serão usadas as mesmas manobras do caso anterior.


Lesão de cauda equina e/ou de cone medular

Nestes tipos de lesão, como o arco-reflexo não está presente, o esvaziamento do intestino não ocorrerá de modo reflexo. A sensação de intestino cheio enviada pelo reto, não chegará ao cérebro e nem ao cone medular, pois tal sensação será bloqueada pela lesão da cauda equina ou pela lesão de cone medular. Desta forma, quando o reto estiver cheio, não haverá o arco-reflexo para que o mesmo se esvazie.
As manobras de esvaziamento serão diferentes dos casos anteriores, pois como não há o arco-reflexo, não surtirão efeitos as estimulações para o seu desencadeamento. Por se tratar de lesões baixas, a musculatura abdominal estará funcionando, o que permitirá a sua contração, para que haja a compressão de toda a região abdominal, possibilitando o esvaziamento. Outra manobra que ajudadrá no esvaziamento, será a de encher os pulmões para que a região abdominal sofra mais compressão. Tais manobras devem ser executadas em conjunto, para que haja melhor resultado.

O ideal é que a evacuação seja feita todos os dias, ou no máximo de dois em dois dias, ou seja, um dia com evacuação e dois dias sem. A falta de evacuação durante dois dias ou mais, levará ao endurecimento das fezes, pois estas ficarão paradas no reto e constantemente será absorvido pelo intestino o líquido contido nas fezes, levando à um ressecamento, dificultando assim, a evacuação.

É aconselhável reservar uma determinada hora do dia para a evacuação e habituar o corpo a este horário, promovendo desta forma, a "educação" dos intestinos, ou seja, ele irá se acostumar a funcionar naquela determinada hora do dia, possibilitando às pessoas, uma vida social sem riscos de evacuação em horas inapropriadas. Após as refeições, fica mais fácil a evacuação, pois a ingestão de alimentos provocam o aumento do peristáltismo, facilitando à saída das fezes.
 
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Offline Eduardo Jorge

Re:Funcionamento do Intestino na Lesão Medular
« Responder #1 em: 26/03/2010, 17:19 »
 
Pouco mais a acrescentar, Sininho, a não ser que cada um vai com o tempo descobrindo melhor maneira de agir e fazer com que seu "treino intestinal" seja o mais regular possível.

Deixo aqui uma minha abordagem sobre o assunto.
 

 



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