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..:: Deficiente-Forum - Tipos de Deficiência ::.. Responsável:100nick => Deficiência Motora => Tópico iniciado por: Eduardo Jorge em 15/10/2010, 23:29
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Uma licenciada em Educação, de 32 anos, de Braga, doente de Esclerose Múltipla diz que foi obrigada a terminar um estágio pago pelo Instituto de Emprego por ter uma doença crónica. Instituição alega que foi a própria a reconhecer incapacidade.
A Associação, Social, Cultural, Recreativa e Desportiva de Nogueiró, Ascredno, é acusada pela associação Todos com Esclerose Múltipla (TEM) de ter cessado o estágio de uma licenciada em Educação apenas porque ela sofre de Esclerose. "Eu fui obrigada a terminar o meu estágio porque tive uma crise da minha doença e porque fui discriminada por uma instituição que, sendo privada, recebe dinheiros e apoios públicos", disse ao JN, Sónia Braga, de 32 anos, actualmente desempregada e sem qualquer apoio social.
A associação, uma IPSS que funciona no edifício da Junta de Freguesia de Nogueiró, em Braga, e que é presidida por elementos do executivo da autarquia, dispõe de várias valências de apoio à população.
Sónia estava, desde o início de 2010 a estagiar na Ascredno ao abrigo da medida Inov-Social, do Instituto de Emprego e Formação Profissional, que lhe pagava uma bolsa de formação.
"A Sónia só foi admitida para estágio numa tentativa de criar uma rampa de lançamento para o mercado de trabalho mas a experiência correu muito mal", referiu Clara Ribeiro, directora técnica da instituição e orientadora do estágio.
No dia 29 de Julho, segundo Clara Ribeiro, com "conhecimento e autorização do Centro de Emprego de Braga", foi assinado entre Sónia e a direcção da Ascredno um "Acordo de cessação de contrato de formação em posto de trabalho". A terceira cláusula do documento não deixa margem para dúvidas, referindo que o acordo foi celebrado pelo facto de Sónia Braga "reconhecer" e a instituição "corroborar" que "por decorrência da deficiência de que é portadora - esclerose múltipla - não estão a ser cumpridos os objectivos mínimos, pretendidos com o estágio profissional, dada a dificuldade/impossibilidade" de a licenciada em Educação, "poder, designadamente, operar com um computador".
"Um estágio tem que ter um orientador e se não está a correr bem, a função do orientador é ensinar e ajudar o formando e não celebrar um acordo de cessação de contracto de formação", disse Paulo Pereira, presidente da associação Todos com Esclerose Múltipla.
O caso de Sónia Braga foi entregue a um advogado que já pediu explicações à direcção da Ascredno. Rosário Mendes, chefe de gabinete da secretaria de Estado do Emprego e Formação Profissional, garantiu ontem que será "promovida a análise" da situação. Também o deputado do BE, João Semedo afirmou, em comunicado, que "o Governo será questionado".
"É uma situação revoltante e inaceitável", disse. "A jovem em causa é uma doente e, como tal tem as suas limitações. Estava a introduzir dados no computadora e sua prestação não foi a melhor, a entidade, apoiada pelo Estado, resolveu despedi-la".
Fonte: JN
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Cada vez tenho mais vergonha de viver neste país so me apetece emigrar
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"A Sónia só foi admitida para estágio numa tentativa de criar uma rampa de lançamento para o mercado de trabalho mas a experiência correu muito mal", referiu Clara Ribeiro, directora técnica da instituição e orientadora do estágio.
Mas o que correu tão mal assim??!! :fixe:
Pelo que depreendi da leitura da notícia deve ter sido falta de profissionalismo da orientadora e da instituição de acolhimento de estágio em dar e /ou tentar procurar respostas para a adaptabilidade ao posto de trabalho...