Lesão medular aguda A lesão medular aguda (LMA), na maioria das vezes, está associada a trauma, mas pode ser decorrente também de uma espondilose vertebral, de uma isquemia medular, de uma inflamação, de uma neoplasia rapidamente expansiva, de uma massa piogênica.
Nos últimos anos aconteceu uma diminuição da mortalidade associada a LMA, em decorrência de um melhor entendimento da sua fisiopatologia, com um diagnóstico e tratamento inicial bem conduzidos.
A coluna cervical e a transição toracolombar têm o maior grau de mobilidade e, por isso, estão sujeitas a maior número de lesões medulares. Cortes transversais da medula espinhal revelam a substância cinzenta com o formato de uma letra H, circundada pela substância branca com os tratos ascendentes e descendentes.
A lesão medular aguda pode ser entendida como um conjunto de eventos patogênicos primários e secundários. Sendo que os efeitos secundários ocorrem em horas a dias que sucedem ao trauma, estão relacionados a uma cascata de lesões teciduais que podem ser modificadas pela intervenção terapêutica. As lesões medulares incompletas têm uma apresentação clínica diferente e também um prognóstico diferente quanto à recuperação neurológica. São importantes durante o exame inicial e para definir o nível neurológico.
A metilprednisolona, quando iniciada até oito horas da lesão medular, está associada com uma melhora estatisticamente significante do escore motor em seis semanas e seis meses após o trauma. Esses dados devem ser vistos com olhar crítico, porque outros trabalhos não mostram a mesma coisa.
Fabiano Ricardo de Tavares Canto
Fonte: ser lesado
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