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..:: Deficiente-Forum - Tipos de Deficiência ::.. Responsável:100nick => Deficiência Motora => Tópico iniciado por: Eduardo Jorge em 14/06/2010, 18:18
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O Governo de Raúl Castro libertou, no passado sábado, o preso político, Ariel Sigler, devido ao seu estado de saúde. Sigler tem uma paralisia nas pernas contraída durante os sete anos que esteve na prisão. O Executivo de Havana transferiu, para cadeias mais próximas de casa, outros seis prisioneiros políticos.
"Sete anos de prisão arruinaram a minha vida. Quando eu cheguei pesava 91 quilos e agora peso 48", afirmou Ariel Sigler de 46 anos aos jornalistas.
"Eu não tenho de agradecer a este Governo é uma tirania. Não é porque o Governo decretou que eu estou aqui, mas por causa da pressão internacional e dos cubanos no exílio", frisou, deixando a garantia de que vai "lutar até que todos os presos políticos sejam libertados"..
Ariel Sigler e os seus dois irmãos - Guido ainda está detido e Miguel, que foi libertado e vive em Miami - foram presos em Março de 2003 com 72 outros opositores ao regime cubano, dos quais 52 continuam detidos.
Sigler foi condenado a 20 anos de prisão, no entanto, em Agosto de 2009 em virtude do seu estado de saúde, foi internado num hospital de Havana.
Ontem, foi transportado por uma ambulância, do Ministério do Interior cubano, para a cidade de Pedro Betancourt na província de Matanzas, (cem quilómetros a leste da capital), onde foi recebido pela família e amigos.
"Estou triste porque não posso compartilhar com a minha mãe que morreu há cinco meses, e porque mais de metade dos meus companheiros ainda está na prisão", afirmou Ariel Sigler à chegada à sua cidade natal.
Ariel Sigler foi o segundo preso político a ser libertado desde que Raúl Castro substituiu o seu irmão, Fidel Castro, em Fevereiro de 2008.
O Executivo cubano ordenou ainda que seis outros presos políticos, do chamado "Grupo dos 75", fossem transferidos para prisões mais próximas das suas casas, elevando para 12 o número de dissidentes políticos enviados para novas instalações prisionais este mês.
A situação dos direitos humanos em Cuba permanece tenso, desde Fevereiro, quando um outro preso político, Orlando Zapata, de 42 nos, morreu na sequência de uma greve de fome prolongada.
Já Guillermo Fariñas, jornalista, escritor e dissidente cubano mantém a greve de fome que iniciou no passado dia 24 de Fevereiro.
Fonte: RTP