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Autor Tópico: Paraplégica tem cadeira de rodas eléctrica depois de meio século de espera  (Lida 2026 vezes)

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Offline Eduardo Jorge

 
                                                 
Viveu mais de 50 anos paraplégica e agora tem uma cadeira de rodas eléctrica que a leva para todo o lado.

Um equipamento conseguido através da Cruz Vermelha Portuguesa graças à campanha de troca de tampinhas por material ortopédico.

É a história da vida de Maria de Jesus Martins, da aldeia de Valverde, em Alfândega da Fé que fomos conhecer.
 

Ficou paraplégica ainda jovem.

Hoje tem 78 anos e ganhou uma nova mobilidade com uma cadeira de rodas eléctrica que lhe foi entregue há coisa de 15 dias.

Maria de Jesus Martins ainda se emociona ao recordar o momento.

“Até me correram as lágrimas e ainda agora me ponho comovida porque fico a pensar como é que Deus me deu assim uma coisa destas” refere. “Parece que até foi um milagre do céu” acrescenta.
                                                       
Até agora esta idosa só saía de casa para ir ao médico e à missa.

Muitas vezes fazia-o arrastando-se pelas ruas da aldeia.

Mora num primeiro andar e tem de subir e descer as escadas de joelhos.

“Saio de gatas até à porta daquela vizinha às tardes para não estar sempre aqui, mas no Inverno não saía porque tenho de descer as escadas todas molhadas” diz. “Há uns tempos mandaram-me ir a Alfândega à Segurança Social e descia as escadas de todas molhadas. O taxista até me disse que eu não podia ir assim porque cheguei lá toda molhada” conta.
 

Com a cadeira de rodas eléctrica já se pode deslocar para onde quiser.

Quando a recebeu “dei uma volta ao povo e tudo ficou admirado a olhar para mim porque já tinha um carrinho” recorda.

Mas precisa da ajuda de alguém que lha coloque ao fundo das escadas. “Já o guio eu sozinha mas para o tirar do baixo, eu não consigo. Tenho de ter ajuda” uma vez que vive sozinha.
 

Agora só falta mesmo resolver o problema do acesso a casa mas Maria de Jesus Martins prefere lhe seja colocado um telhado nas escadas para se proteger da chuva.
                                                       
Esta foi a primeira cadeira de rodas entregue pela delegação de Alfândega da Fé da Cruz Vermelha Portuguesa através da campanha de recolha de tampas de plástico.

A presidente confessa que ficou sensibilizada ao ver a senhora a arrastar-se pela rua.

“Depois de avaliarmos a necessidade dela, porque ela queria ir à missa e dar a catequese e ela rastejava pela rua” explica. “Só de ver, abriu-nos os horizontes e pusemos mãos ao trabalho através do campanha das tampinhas que também quisemos implementar no nosso concelho”.
 
Conceição Chino revela que já há mais pessoas sinalizadas no concelho para serem ajudadas.

“Até Dezembro vamos tentar fazer mais uma recolha e temos outras pessoas no concelho que já foram avaliadas. O pedido já foi feito, agora resta esperar” adianta.

Fonte: Rádio  Brigantia
 
A Cruz Vermelha espera agora contar com a ajuda da autarquia para construir o telhado nas escadas da casa de Maria de Jesus Martins
 

Offline Eduardo Jorge

 
Meu Deus! Isto não pode ser verdade! Parece que nem estamos num país da UE...fico zonzo com este tipo de noticias.

A Sra Presidente, coitada, tão humana e sensível teve pena de ver a Sra a arrastar-se pela rua, e fez o favor de resolver o problema pedindo ajuda à Cruz Vermelha.
Hipocrisia pura, digo eu! Ela candidatou-se porque quis e foi eleita para resolver os problemas dos munícipes. Deveria ter vergonha de não conseguir pelos seus meios dar uma cadeira de rodas à Sra. Se não houvesse o programa das tampinhas ainda não era agora que Sra tinha cadeira?

Teria era que averiguar nos Serviços Sociais o porquê de obrigarem esta cidadã a esta brutal humilhação. E agora aiiiinda vai ver se lhe cria acessos à casa...como é possivel?

Ternurento e perturbador o simples pedido da Sra. Basta-lhe um telhado. Rastejar não se importa. Só que debaixo de chuva não.

Acessos e um telhado condignos para esta Sra, JÁ!

 

Online migel

 
Eduardo quase dizes.te tudo.
Com a comunicação social tão aberta como temos,como é possivel uma situação destas passar despercebida "ou não" ás autoridades de soloriedade Nacional.
Quando nós reparamos nos passeios sem rampas e carros mal estacionados em lugar de deficentes, o que teremos de dizer de uma situção destas...?
E vimos isto num jornal regional, isto é matéria para as televisões e jornais mais importantes.

Quem poder que divulgue pelos canais que tiver acessivel, eu iriei desde já fazer rolar pelo faccebok

 

Offline Fabio

 
Impressionante... Pouco mais posso dizer. Vou fazer isto chegar a mais pessoas.
 

Online Sininho

 
Inadmissível, desumano, in... des... tudo!! como é possível?? Vou só falar de algo que é um pequeno exemplo de como se podem resolver problemas de uma forma cívica desde que haja bom senso e vontade organizada na comunidade!! Então sendo esta senhora uma católica praticante, e tendo a paróquia conhecimento da sua situação humilhante, porque não o Senhor Padre e os seus párocos se solidarizaram e promoveram uma campanha de angariação de fundos, vendas comunitárias de natal, dinheiro proveniente de esmolas na igreja e do tão tradicional compasso pela páscoa, e lhe ofereciam uma simples cadeira de rodas?! Falo das mais simples sem grandes tecnologias, mas que teria permitido a esta senhora uma maior liberdade e dignidade humana!! Imagino a felicidade desta senhora quando passados tantos anos de privações, de isolamento, de ver passar a sua infância, juventude e ver-se amadurecer e envelhecer em resignância... quando com uma pequena acção seria tão fácil e possível ter resolvido este problema.
Queira o bem, plante o bem e o resto vem...
 

Offline rosalemos

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Estas situações causam-me uma enorme revolta...como é possível uma autarquia ver esta senhora rastejar durante anos pelas ruas para ir á missa e não fazer nada? Que país insensível e desumano… o telhado não é solução, a senhora precisa de ter condições dignas de um ser humano…não é digno descer as escadas a rastejar …
 
Um bem-haja a delegação da Cruz Vermelha Portuguesa de Alfândega da Fé, continuem a lutar para ajudar casos como este.
Rosa Lemos
 

 



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