Liftech

Rehapoint
Autopedico

Invacare
TotalMobility

Anuncie Aqui

Autor Tópico: Tetraplégico britânico luta na justiça por direito á eutanásia  (Lida 2043 vezes)

0 Membros e 1 Visitante estão a ver este tópico.

Offline Eduardo Jorge

 
Tony Nicklinson, 56 anos, vítima da síndrome do encarceramento  - não consegue falar e ficou tetraplégico depois de sofrer um derrame -, deu entrada na justiça britânica a pedir autorização para "suicídio assistido".

Desde que sofreu um derrame, em 2005, que o deixou paralisado do pescoço para baixo e lhe roubou a voz, Tony Nicklinson apenas consegue comunicar através de leves movimentos com a cabeça, os olhos e as pálpebras. Farto dessa situação, o britânico de 56 anos quer que a mulher o ajude a morrer sem correr o risco de ser processada. Para isso, entrou com um processo na justiça no Reino Unido.

Nicklinson - que segundo os seus advogados não deseja passar os próximos 20 anos com a síndrome do encarceramento  - pede ao Ministério Público que esclareça a lei sobre a chamada "morte digna", isto é, quando um homicídio é cometido por compaixão, a pedido da vítima.

O Ministério Público (MP) britânico divulgou, no passado mês de fevereiro, orientações sobre suicídio assistido na Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte.
Mulher pronta para ajudar marido a morrer

A única forma legal, atual, de Nicklinson conseguir morrer é por inanição, isto é, se recusar alimentos e bebida, mas a mulher, Jane, está preparada para lhe dar uma dose letal de medicamentos. O problema é que, se fizer isso, poderá ser acusada de homicídio.

Advogados da família querem que o MP esclareça se vai processar Jane. Caso a resposta seja afirmativa, deverão recorrer com o argumento de que a lei em vigor viola o direito à privacidade de Nicklinson, de acordo com o artigo 8º da Convenção Europeia dos Direitos Humanos.

Nicklinson, que sofreu o derrame durante uma viagem de negócios a Atenas, Grécia, lamenta não o terem deixado morrer naquela ocasião.

"Fiquei paralisado do pescoço para baixo, e não posso falar. Preciso de ajuda para quase tudo. E só posso comer quando me alimentam, mas, ao contrário de um bebé, eu não vou evoluir. Não me resta privacidade ou dignidade. Sou lavado, vestido e colocado na cama por enfermeiros que são, apesar de tudo, estranhos. Estou farto, e não quero passar os próximos 20 anos, ou o que seja, assim. Se perguntarem se estou grato aos médicos que me salvaram a vida em Atenas, a resposta é não, não estou", afirma Nicklinson, que conseguiu dizer isso apontando com a cabeça para letras num quadro colocado na sua frente.

O mais provável é que o caso de Tony Nicklinson acabe por ser decidido por um júri. Recorde-se que, no passado mês de Janeiro, a britânica Kay Gilderdale foi ilibada da acusação de tentativa de assassinato depois de admitir ter ajudado a filha deficiente (Lynn havia tentado o suicídio) a morrer.

Fonte: Expresso

[anexo apagado pelo Administrador]
 

Online migel

 
È uma decisão tb dramática esta da justiça, mas eu não tinha duvidas nesta situação permitia a morte assistida.
 

Online Sininho

 

A eutanásia é um tema polémico e acho que é um excelente mote para lançar uma reflexão onde poderiamos expor as nossas ideias sobre o assunto... que dizem?

Por um lado podemos ter os argumentos contra, como os da deontologia médica, por exemplo e por outro, os argumentos a favor como o direito de morrer, pois a sociedade proclama o direito à vida como um valor absoluto e inviolável, e dessa forma, não menos importância parece ter a proclamação da autonomia e da liberdade do homem que poderá renunciar ao direito à vida...

Que dizem os amigos?  -)
Queira o bem, plante o bem e o resto vem...
 

Offline Eduardo Jorge

 
Concordo com a troca de ideias. Valoriza o debate.

Embora seja um tema que não se possa debater de ânimo leve e em qualquer lugar. Eu digo claramente que sempre fui a favor da eutanásia, em pessoas que estejam lúcidas e conscientes dos seus actos. Cada um sabe de si e é dono da sua vida.

Eu dou-vos o meu exemplo: sou tetraplégico, muito dependente. Preciso de ajuda para me deitar, levantar, vestir e despir, tomar banho, virar na cama...Sempre disse que preferia ter morrido quando tive o acidente, como este rapaz o desejou.
É muito difícil depender dos outros e ele sabe melhor do que ninguém o que está a passar e sofrer. Há pessoas piores que ele que desejam e são felizes vivos...Então que continuem suas vidas. Este não quer, então que respeitem sua decisão.

Liberdade de decidirmos nossos destinos, sim.
 

 



Anuncie Connosco Anuncie Connosco Anuncie Connosco Anuncie Connosco Anuncie Connosco


  •   Política de Privacidade   •   Regras   •   Fale Connosco   •  
     
Voltar ao topo