Estudante revela seu fascinante mundo autista 
Estudante revela seu fascinante mundo autista
Ele é Victor Mendonça, e tem apenas 18 anos
O estudante de Jornalismo e escritor estreante Victor Mendonça tem 18 anos e lança nesta quinta (19) o livro “Outro Olhar – Reflexões de Um Autista”. Na publicação, chancelado pela Manduruvá Edições Especiais, Victor se mostra como um repórter em busca de informações dentro de si mesmo. E as consegue.
Por meio de textos objetivos, mas de sinceridade envolvente, ele informa como funciona a mente – e o coração – de uma pessoa que foi diagnosticada com “Síndrome de Asperger” (um dos “espectros” do autismo) aos 11 anos de idade.
Atualmente, Victor cursa Comunicação... Mas como isso é possível, poderia indagar os mais incautos? Afinal, o senso comum liga o autismo à fobia na socialização. E sim, Victor admite, de certo modo, essa característica. E o mais emocionante no livro é como ele enfrenta estas condições, buscando saídas, entendimentos.
Maturidade precoce
Leitor insaciável, Victor escreveu seu livro em seis meses. “Tempo suficiente para observar meu cotidiano, relembrar fatos do passado e entender como o autismo faz com que até situações banais sejam tão diferentes para mim. Também me dediquei, nesse período, a estudar a filosofia budista, que tem muita influência no meu livro".
Hoje, Victor é colunista no blog “Tudo Bem Ser Diferente” e mantém o programa semanal “Mundo Asperger”, na webradio do Uni-BH, onde estuda. Mais um passo para entender a socialização que clama pela nossa presença a cada respiro.
Mas, e no meio virtual, como se dá a socialização? “O meio virtual me fez ter contato com personalidades muito diferentes, inclusive entre autistas. Muitas pessoas me procuram nas redes sociais ou mandam e-mails para conversar sobre autismo, mas a comunicação ainda é desafio. É difícil fazer os assuntos renderem. Isso ainda me frustra um pouco”, admite, em português irretocável.
Depois de tantas conquistas, Victor diz que quer ser “independente” e seguir nesse processo de “autoconhecimento para vencer as peças que o autismo lhe prega”. “Me dá alegria ter a consciência de que sou protagonista da minha própria história e que posso direcioná-la para onde desejar”. Difícil, mas fascinante. Só isso.
Fonte:
http://www.hojeemdia.com.br/polopoly_fs/1.360917.1447923001!/image/image.jpg_gen/derivatives/landscape_315/image.jpg