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Elos de Ternura

Autor Tópico: Pesquisa vincula autismo à poluição atmosférica  (Lida 851 vezes)

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Pesquisa vincula autismo à poluição atmosférica


Uma pesquisa realizada na Califórnia, Estados Unidos, sugere que o autismo está ligado à poluição gerada por veículos. O estudo envolveu mais de 500 crianças e as descobertas foram apresentadas na revista especializada Archives of General Psychiatry.

Os cientistas da Universidade do Sul da Califórnia usaram dados da Agência de Protecção Ambiental dos Estados Unidos para calcular os níveis de poluição registados nos endereços escolhidos para participar da pesquisa.

Os dados foram usados para comparar a exposição à poluição no útero e durante o primeiro ano de vida. Foram analisadas 279 crianças com autismo e 245 crianças sem o problema.

De acordo com os cientistas, as crianças que viviam nas casas expostas a uma quantidade maior de poluição «tinham três vezes mais hipóteses de ter autismo, comparadas com as crianças que moravam em casas com níveis mais baixos de exposição à poluição».

Os investigadores da Califórnia alertam que esta constatação pode ter implicações mais amplas, pois a poluição do ar é «comum e pode ter efeitos neurológicos duradouros».

Outros pesquisadores questionaram como a poluição pode alterar o desenvolvimento do cérebro de uma criança e levar ao autismo.

«Parece muito improvável que a associação (entre poluição do ar e autismo) seja causal», afirmou Uta Frith, professora de desenvolvimento cognitivo do University College de Londres.

Para a professora, o estudo californiano não «nos fez avançar em nada, pois não apresenta um mecanismo convincente pelo qual os poluentes podem afectar o desenvolvimento do cérebro para resultar em autismo».

Um dos problemas com estudos deste tipo é que é difícil analisar todos os aspectos da vida de uma pessoa que podem afectar a probabilidade de desenvolver autismo, como o histórico familiar, por exemplo.

Isto significa que o estudo não pode afirmar que o autismo é causado por poluição gerada por veículos, apenas que pode haver uma ligação entre as duas coisas.

Mas, para Sophia Xiang Sun, do centro de pesquisas em autismo da Universidade de Cambridge, diminuir a poluição seria uma boa ideia.

«Sabemos que a poluição do ar relacionada com o trânsito pode contribuir para muitas outras doenças e é biologicamente plausível que também tenha um papel no desenvolvimento do autismo», afirmou.

«No entanto, existindo ou não uma associação potencial entre autismo e poluição do ar, a redução desta poluição relacionada com o trânsito seria boa para a saúde pública», acrescentou.

Diario Digital
 

 



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