Liftech

Rehapoint
Autopedico

Invacare
TotalMobility

Anuncie Aqui

Autor Tópico: Método de leitura em braille 100% inclusivo  (Lida 746 vezes)

0 Membros e 1 Visitante estão a ver este tópico.

Offline Sininho

Método de leitura em braille 100% inclusivo
« em: 02/01/2011, 18:41 »
 
Idealizado pela designer gráfica brasileira Wanda Gomes, inovador método de impressão em braille
é o primeiro 100% inclusivo.





Acaba de chegar ao mercado brasileiro – escolas, bibliotecas e instituições educacionais – o livro Adélia Cozinheira, primeiro volume da Coleção Adélia - a primeira a utilizar um método de leitura em braille 100% inclusivo. O objetivo da publicação é atingir o público infantil de 3 a 10 anos, incluindo crianças com deficiência visual com grau de limitação de 10 a 100%. No Brasil, estima-se que existam 1,2 milhões de pessoas cegas e quatro milhões com algum tipo de deficiência visual.

Resultado da união entre as pesquisas da designer gráfica Wanda Gomes e da concepção literária da escritora Lia Zatz, o livro, que conta ainda com as ilustrações da artista plástica Luise Weiss, além de inédito – por usar um método diferente de impressão do braille - é o primeiro para deficientes visuais que pode, ao mesmo tempo, ser lido e manuseado por crianças e jovens com ou sem deficiência. Desde o ano em que o sistema braille de leitura foi criado - em 1827 pelo francês Louis Braille - o método de impressão em papel nunca havia sido alterado em seus aspectos básicos.

Utilizando o mesmo sistema do braille tradicional (com as letras resultando da combinação entre seis pontos), o novo processo diferencia-se por não furar o papel, permitindo a edição de grandes tiragens e em conjunto com a impressão offset, o que garante ao material maior durabilidade e a possibilidade de unir o braille a cores e texturas. Essa característica é o grande fator inclusivo do livro, já que pode ser lido simultaneamente por crianças com ou sem deficiência visual.

Dessa forma, o novo sistema de impressão, denominado Braille.BR é fator preponderante na democratização do acesso aos meios culturais e de inclusão social, já que elimina o isolamento a que as crianças com deficiências visuais são submetidas na maioria das escolas.

Responsável pelo texto, Lia Zatz utiliza uma retórica simples e direta, abordando por meio de assuntos ligados à autonomia, independência e relacionamentos, temas importantes das atividades diárias do universo infantil.

Em Adélia Cozinheira, a menina Adélia exercita sua independência preparando o café da manhã para fazer uma surpresa aos seus pais, que ainda dormem. Utilizando aromas, relevos e texturas, as contrastantes e coloridas ilustrações de Luise Weiss andam lado a lado com o texto, cumprindo de forma rica a função da informação, seja através do traço solto e diferenciado daquele comumente encontrado na literatura infantil, seja através da aplicação extremamente cuidadosa das cores.

O nome da personagem foi inspirado em Adélia Sigaud que aprendeu braille com José Álvares de Azevedo, que havia estudado seis anos em Paris. Adélia Sigaud, cega, filha do Dr. Xavier Sigaud, médico francês que esteve a serviço da corte de D.Pedro II, foi a primeira mulher brasileira a dominar o sistema braille, tornando-se mais tarde grande estudiosa do assunto.

A coleção Adélia, fruto de ampla pesquisa de conteúdo e forma, é adequada tanto para quem é totalmente cego como para quem tem visão subnormal ou normal.

PROJETO GRÁFICO

A impressão Braille.BR é sobreposta e não prejudica a qualidade da impressão normal em offset. A leitura da primeira não interfere na segunda e vice-versa, e por essa razão é 100% inclusiva. A durabilidade é indeterminada e os pontos não cedem à leitura / pressão dos dedos como na impressão convencional do sistema braille. Além disso, a qualidade visual não é prejudicada, já que o novo sistema de impressão não rompe o papel e não causa baixo relevo no verso da folha.

Mas o projeto gráfico de Wanda Gomes não se resume à aplicação do inovador sistema de impressão braille; todos os elementos gráficos do livro foram trabalhados de forma a enriquecê-lo nos três aspectos da percepção humana: visual, tátil e olfativa. Assim, o aproveitamento da obra assume alto nível qualitativo convidando todas as crianças à imaginação e à experimentação.

Os caracteres foram ampliados e a fonte foi escolhida com base em estudos e pesquisas realizadas por estudiosos e profissionais em design de tipos para crianças.

A publicação traz em suas páginas ilustrações com brilho, textura e relevo, aplicados por meio do processo de impressão serigráfica, a partir de fotolitos especialmente confeccionados para produzirem características especiais e variadas sobre as ilustrações de Luise Weiss. Além disso, conta com a aplicação de dois aromas em forma de microcápsulas, conferindo aos objetos representados maior capacidade de aguçar os sentidos da criança.

Considerando as necessidades específicas dos deficientes visuais, o design utiliza-se ainda de cores fortes e contrastes, com o intuito de favorecer a leitura e oferecer a maior qualidade de percepção visual possível.

WANDA GOMES

Formada em desenho industrial pela FAAP e pós-graduada em design gráfico pelo SENAC, a paulista Wanda Gomes atua na área do design gráfico desde 1985 e há cerca de 10 anos vem pesquisando as questões do design ligadas à deficiência visual. Responsável pela criação do inovador processo gráfico Braille.BR – método utilizado na impressão do livro Adélia Cozinheira - foi a primeira designer gráfica brasileira a levar as questões gráficas do braille para a universidade. Atualmente, é sócia-diretora da empresa WG Desenvolvimento de Produtos e Serviços Ltda e acredita no design gráfico como ferramenta transformadora dos meios de acesso à cultura e à educação.

LIA ZATZ

Lia Zatz nasceu em São Paulo, se formou em Filosofia e desde 1984 se dedica a escrever livros infantis e juvenis. Ganhou duas vezes o Prêmio APCA de melhor autor de literatura infantil, foi finalista do prêmio Jabuti e vários de seus livros receberam o selo Altamente Recomendável da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.

LEI ROUANET

Adélia Cozinheira recebeu incentivo para produção de três mil livros da IBM Brasil, através do benefício da Lei Roaunet, Ministério da Cultura. A tiragem foi doada a bibliotecas públicas e instituições de ensino. O segundo volume da coleção está em fase de captação de recursos.


Os exemplares desta primeira edição não estão à venda.
Foram distribuídos para bibliotecas, escolas e instituições de ensino.
A edição comercial está em fase de captação de patrocínio. Preço estimado R$ 65,00.

O sistema de impressão Braille.BR contou com apoio técnico da empresa Efeito Visual Serigrafia, gráfica especializada em alto relevo, que desenvolveu a tinta exclusiva e realizou numerosos testes de impressão e leitura, necessários ao completo desenvolvimento do projeto.
in deficienciavisual.com

Queira o bem, plante o bem e o resto vem...
 

 



Anuncie Connosco Anuncie Connosco Anuncie Connosco Anuncie Connosco Anuncie Connosco


  •   Política de Privacidade   •   Regras   •   Fale Connosco   •  
     
Voltar ao topo