"As pessoas não podem adormecer a trabalhar e acordar reformadas"
SAPO
06 Março 2026 16:38
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Mónica Chaves, CEO e fundadora da consultora Idade Maior Créditos:SAPO
A fundadora e CEO da Idade Maior debruça-se sobre as consequências do idadismo e o que todos podemos ganhar ao encontrar lugar e utilidade para a geração 50+. É mais um Ponto de Vista que aqui se estreia.
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Fonte de imagem: sapo.pt
Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
Os 50 são os novos 30. Mas empresas e marcas parecem ter dificuldade em adaptar-se aos novos tempos, em que a geração 50+ sobressai em representatividade, em capacidade financeira, em conhecimento técnico profissional e em energia para trabahar, mas também em vontade e condições físicas e de vida para ter experiências enriquecedoras.
"As pessoas não podem adormecer a trabalhar e acordar reformadas", lembra Mónica Chaves, fundadora da consultora Idade Maior, que realça a importância de preparar as fases seguintes da vida e traçar planos de adaptação e transição. Os conceitos de healthspan e wealthspan são nisso fundamentais, na medida em que se focam na saúde física e financeira que permitirá melhores anos de vida útil "O idadismo prejudica todos, especialmente quem deixa de ser considerado, ouvido, incluído quem deixa de se sentir útil."
Portugal tem das populações mais envelhecidas, mas por praticamente todo o mundo a pirâmide demográfica está a inverter-se. A longevidade alargada e as décadas extra de saúde e atividade abriram um leque de oportunidades, porém as marcas continuam a falar para a cada vez mais exígua fatia de jovens e as empresas ainda se focam numa renovação geracional que passa por mera substituição. O que falta então para as empresas criarem condições que permitam aos mais velhos continuarem a contribuir para enriquecer a organização mas terem mais tempo para elas, para serem donas de parte do seu tempo? Se se fala tanto nas vantagens de equipa paritárias e multiculturais, porque não se aposta mais em equipas intergeracionais? E o que esperam as marcas para falar para quem tem dinheiro e vontade de consumir o que oferecem?
Nesta conversa que constitui mais um Ponto de Vista, Mónica Chaves fala sobre o idadismo, a importância das relações intergeracionais no combate ao isolamento social e deixa um alerta sobre a necessidade de nos prepararmos para a reforma, para melhor aproveitarmos o bónus da longevidade.
Conheça a fundo esta e outras histórias com impacto, no Ponto de Vista, o programa da Fundação MEO que nasceu para dar visibilidade a diferentes perspetivas de vida, nas quais muitas vezes a tecnologia é uma aliada de peso para ultrapassar condições que parecem ser limitações. Porque só conhecendo visões diversificadas se consegue ter um olhar real e pleno sobre o mundo.
Tendo já dado vida a iniciativas como uma mostra de cinema inclusivo, um programa que junta em casa jovens que procuram casa e pessoas mais velhas e sós ou a criação de uma rede que quer provocar uma transformação que se apoia na aproximação da tecnologia às pessoas com deficiência, a Fundação MEO quis pôr soluções tecnológicas ao serviço de quem delas pode tirar mais partido e ajudar a ultrapassar desafios e abrir as portas da sociedade a quem enfrenta limitações diárias. E também com o Ponto de Vista, que dá mais um passo para a inclusão.
"Cada episódio é uma janela para uma realidade diferente, ajudando-nos a contar, com autenticidade, as histórias por trás de projetos como o Espaços com Sentido, Partilha Casa, Cinema com Sentido, entre outros", explica a Fundação MEO, assumindo o objetivo de reforçar "uma Fundação mais próxima, atenta e representativa".
O novo episódio já está disponível nas plataformas da Fundação e aqui, no SAPO e na app SAPO TV. Veja também aqui os restantes episódios.
Fonte: sapo.pt Link: https://sapo.pt/artigo/as-pessoas-nao-podem-adormecer-a-trabalhar-e-acordar-reformadas-69ab0117178f20c0b17ca300