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Autor Tópico: Crianças «especiais» podem perder apoios em Castelo Branco  (Lida 760 vezes)

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Offline Eduardo Jorge

 
Cerca de duas dezenas de crianças com necessidades educativas especiais, muitas das quais com doenças graves, correm o risco de ficar sem o apoio na área da psicomotricidade que recebem desde o ano 2000. Os serviços da tutela inviabilizaram, para já, a mobilidade dos dois docentes envolvidos e os pais não sabem o que devem fazer.

Cerca de 40 crianças de Castelo Branco com necessidades educativas especiais (NEE) vão deixar de receber aulas de piscomotricidade. Tudo porque não foi atribuída mobilidade aos docentes responsáveis pelo projecto de intervenção na área da psicomotricidade, o qual existe desde 2000 e que tem acompanhado várias dezenas de crianças de diferentes escalões etários e de todos os agrupamentos de escola da cidade. A situação está deixar os pais e encarregados de educação à beira do desespero, os quais já no ano passado passaram por uma situação idêntica.

Na altura a situação foi comunicada à Presidência da República, Ministério da Educação e Direcção Regional de Educação do Centro, através de uma carta assinada pelos pais das crianças. Uma posição que os pais poderão voltar a repetir, já que ainda esta semana se realizará uma reunião entre todos.

As crianças correm o risco de ficar sem o apoio adequado durante este ano lectivo. Segundo o Reconquista apurou são várias as patologias de que sofrem as crianças apoiadas pelo projecto, tais como Síndrome Fetal Alcoólico; Síndrome de Osteodistrofia Congénita de Albright; Deficiência Mental; Atraso Global de Desenvolvimento; Paralisia Cerebral, surdez; Epilepsia; Paraplegia; Autismo; Paralisia Cerebral; Síndrome de Sanfilippo III; Hiperactividade; Défice cognitivo; Epilepsia; Síndrome de Lesch-Nyhan; Cardiopatia Grave; Trissomia 21; Multideficiência; Pé Bôto; Síndrome do Grito do Gato; Síndrome de X-Frágil; ou Síndrome de Pelazeuz e que através da sua participação do projecto tiveram evoluções muito significativas.

A intervenção com aquelas crianças e jovens faz-se, no âmbito desse projecto, em contexto de ginásio e em meio aquático (tendo sido utilizadas as piscinas municipais, pois a autarquia também sempre se empenhou na implementação do projecto).

Recorde-se que o projecto, que envolve crianças das escolas e jardins-de-infância do concelho de Castelo Branco, desde o ensino pré-escolar ao ensino básico, tem sido implementado por Nuno Carreiro, Carlos Martins e Pedro Alves, docentes de Educação Física e especializados em Educação Especial nos domínios cognitivo e motor.

Segundo apurámos, a Direcção Regional de Educação do Centro (DREC) justifica a não mobilidade dos docentes por entender que as funções desses professores se enquadram dentro das competências dos restantes professores de ensino especial. Acontece que os agrupamentos não têm condições para continuar com um projecto criado pela docente Maria João Proença, no ano 2000, e desde logo acarinhado pela própria DREC o qual sempre fomentou o seu desenvolvimento.

Dois dos agrupamentos (Afonso de Paiva e Faria Vasconcelos, onde estavam integrados dois dos docentes) já transmitiram à tutela a importância do projecto e aquilo que ele representa para as crianças e jovens que dele têm usufruído.

Uma fonte ligada ao processo adianta que o facto do projecto poder vir a ser desenvolvido por outros docentes ligados ao ensino especial pode não ser a melhor solução, pois a mesma terá sido implementada há cerca de 7 anos e constatou-se que essa não foi a solução mais acertada, ficando o projecto em risco.

Ao longo da manhã de quarta-feira o Reconquista (altura em que chegou à nossa Redacção a matéria que deu origem à notícia) tentou contactar telefonicamente a Directora Regional de Educação do Centro, Helena Libório, o que não foi possível, o mesmo sucedendo com a sub-directora, Céu Beirão.

Pais estão desesperados

Os pais e encarregados de educação voltam a ser confrontados com uma situação que parece não ter solução de apoio para os seus filhos e educandos. “Tratando-se de um projecto através do qual os nossos filhos ou educandos têm recebido um apoio imprescindível para a sua qualidade de vida, desenvolvimento e reabilitação psicomotora, não queremos acreditar que este apoio crucial desapareça”, referem.

Os pais acrescentam que dado tratar-se de um apoio muito especializado, que exige conhecimento científico, tempo para adaptação e reconhecimento das limitações e potencialidades da criança e até uma razoável compleição física por parte do prestador do apoio, consideramos que se não for dada continuidade ao trabalho desenvolvido pelo professor em causa, os nossos filhos e educandos perderão irremediavelmente qualidade de vida e as condições necessárias para a promoção da sua autonomia e desenvolvimento nas outras áreas educativas”.

Alguns dos pais lembram que foram feitos pedidos para a integração das crianças na APPCDM de Castelo Branco, mas foram informados da não aceitação dos mesmos, já que a escola dispunha dos recursos adequados, entre eles o acompanhamento ao nível da Psicomotricidade. Uma situação que, sem o projecto, as escolas não conseguem assegurar. Os pais apelam por isso às entidades competentes “que seja assegurada a crucial continuidade do projecto”.

Fonte: Jornal Reonquista
 

 



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