No meu artigo de opinião desta semana, dedico-me a um tema tão sensível que é o ensino especial, que não é mais que o ramo da educação que trata da educação de pessoas com deficiências. Pensamos que esta matéria humanista não tem sido lembrada, excepto pelo CDS/PP, uma vez que os restantes partidos prometem no papel alterações, que nunca acontecem.
Estes “miúdos” que têm necessidades educativas de ensino e são os mais esquecidos da nossa sociedade… Dos surdos aos invisuais, passando pelas pessoas portadoras de deficiência não são acompanhadas de acordo com as suas necessidades. É como se não existissem. As escolas devem estar adaptadas às diferentes deficiências, promover o contacto com outras crianças e ser apetrechada de materiais, equipamentos e professores especializados. É neste sentido que o CDS/PP propõe o desenvolvimento do ensino especial, recuperando as equipas de coordenação dos apoios educativos/educação especial, multidisciplinares, formadas com técnicos com formação específica para actuar nesta área.
Para o CDS/PP a Educação Especial deve pautar-se pelo desenvolvimento em torno da igualdade de oportunidades, no qual todos os indivíduos, independentemente das suas diferenças, devem ter acesso a uma educação com qualidade, com capacidade de resposta a todas as suas necessidades. Por isso deve a educação desenvolver de forma especial, de forma a tentar atender às diferenças individuais de cada criança, através de uma adaptação do sistema educativo.
Felizmente, a evolução das tecnologias permite cada vez mais facilitar a integração de crianças com necessidades especiais nas nossas escolas, facilitando todo o seu processo educacional e visando a sua formação integral. No fundo, surge como uma resposta fundamental à inclusão de crianças com necessidades educativas especiais num ambiente educativo.
Uma vez que uma das respostas a estas necessidades é a utilização da tecnologia, através do desenvolvimento da Informática, abre-se um novo mundo inúmeras possibilidades comunicativas e de acesso à informação, o que acaba por se manifestar como um auxílio a pessoas com necessidades educativas especiais. Se partirmos do pressuposto que aprender é fazer, a tecnologia deve ser vista como um elemento cognitivo que tem a capacidade de facilitar a estruturação de um trabalho viabilizando a descoberta, através da garantia de condições propícias para a construção do conhecimento.
São inúmeras as vantagens que advêm do uso das tecnologias no campo do ensino – aprendizagem no que diz respeito a crianças especiais. Assim sendo, o uso da tecnologia pode despertar em crianças especiais o interesse e motivação pela descoberta do conhecimento tendo por base as necessidades e interesses das crianças.
Para o CDS/PP, as diferentes deficiências deve ser encarada como uma força e não como uma impossibilidade, já que o uso das tecnologias desempenha um papel significativo.
Assento Parlamentar (PP)
por João Noronha
(Membro da Comissão Politíca Distrital de Setúbal)