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..:: Deficiente-Forum - Inclusão Social ::.. Responsável Ana-S => Educação Especial e Inclusiva => Tópico iniciado por: migel em 29/12/2010, 12:03
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Secretário destaca trabalho para a inclusão
[float=left](http://www.jornaldamadeira.pt/fotos/14_171345.jpg)[/float]Maria José Camacho, directora regional de Educação Especial, salienta o salto qualitativo que houve no apoio aos jovens portadores de deficiência. «Há 15 anos eles estavam nas instituições, hoje estão no sistema regular de ensino, por toda a ilha», comparou.
O secretário regional da Educação e Cultura visitou ontem a sala de leitura especial da Biblioteca Pública Regional, onde se encontram vários equipamentos que permitem que nenhum indivíduo portador de deficiência fique excluído da informação.
Na sala, estão disponíveis uma máquina de escrever Perkins Brailler, uma máquina de escrever/impressora falante - Montbatten Brailler, software de acesso Supernova, uma linha de Braille Voyager, uma máquina Piaff (gráficos tácteis), lupas de ampliação e uma telelupa Clearview Spectrum.
A directora da Biblioteca Pública Regional, Maria da Paz Azeredo Pais, destacou o esforço dos últimos anos para tornar a biblioteca um lugar cada vez mais inclusivo.
Neste sentido, disse que foi deslocado equipamento para invisuais para a sala de leitura geral e para a sala infanto-infantil. Deste modo, «se um menino invisual quiser entrar na nossa sala de leitura infantil, tem um computador disponível», o mesmo acontecendo com o adulto cego que queira frequentar a sala de leitura geral.
A biblioteca já consegue também disponibilizar livros em braille para consulta em casa. Basta «telefonar e pedir determinado título que tenhamos em braille e chega-lhe por correio», apontou a directora.
Na visita que Francisco Fernandes realizou ontem à biblioteca, houve ainda lugar para a apresentação do livro “O João gosta do mar”, da autoria do próprio secretário regional da Educação e Cultura, adaptado para os formatos braille, SPC (uso de figuras) e linguagem gestual. O trabalho, desenvolvido por finalistas da Escola Secundária Francisco Franco, foi oferecido à biblioteca.
Na alocução que fez para os funcionários da biblioteca, Francisco Fernandes destacou o trabalho que tem sido desenvolvido nas escolas da Região com vista à inclusão dos alunos deficientes.
Neste sentido, falou na circunstância de cada vez mais os professores do ensino regular assumirem este tipo de tecnologias como um instrumento das suas próprias aulas. «Têm sido estas formas de comunicação que permitem que os alunos, com várias deficiências, nomeadamente a intelectual, possam encontrar uma forma de comunicação que lhes permite estar no ensino regular», justificou.
Actualmente, há crianças portadoras de deficiência nos 1.º, 2.º e 3.º ciclos, bem como no Secundário. A Escola Francisco Franco, a Professor Eleutério de Aguiar, a Bartolomeu Perestrelo e a Escola da Torre são estabelecimentos de referência para estes alunos, ainda que alguns apenas estejam preparados para receber surdos.
Jornal da Madeira