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Autor Tópico: Sobredotados  (Lida 1157 vezes)

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Online Sininho

Sobredotados
« em: 26/05/2010, 17:22 »
 
 

A identificação destas crianças é fundamental na medida em que torna possível a criação de condições para a expressão e desenvolvimento das suas qualidades excepcionais e permite resolver situações problemáticas que frequentemente surgem.

Existem actualmente ainda muitas ideias fantasiosas em torno da sobredotação. O sobredotado ainda é visto por muitos como alguém que apresenta um desempenho superior em diversa áreas, que tem sempre boas notas nos testes e que por ter capacidades muito superiores à média não apresenta dificuldades de aprendizagem. Os profissionais da educação, bem como a comunidade científica, sabem bem que isto não corresponde à realidade. Estas crianças, embora dotadas de potencialidade extraordinárias, exprimem dificuldades variadas ao longo da escolaridade, muitas vezes sendo identificadas como alunos problemáticos quer ao nível do seu comportamento na sala de aula, quer ao nível do relacionamento com os pares.

A identificação destas crianças é fundamental na medida em que torna possível a criação de condições para a expressão e desenvolvimento das suas qualidades excepcionais e permite resolver situações problemáticas que frequentemente surgem. As crianças sobredotadas são alunos com necessidades educativas especiais, devendo por isso beneficiar de apoio individualizado no contexto da sala de aula.

Segundo José Renzulli (Instituto de Investigação para a Educação de Alunos Sobredotados, Universidade de Connecticut, USA), os sobredotados apresentam um conjunto de características que os distingue dos outros indivíduos, em diferentes planos. No plano das aprendizagens apresentam: vocabulário avançado para a idade e nível de escolaridade; hábitos de leitura independente, mostrando preferência por livros que normalmente interessam a indivíduos mais velhos; compreensão e domínio rápido da informação e conhecimentos e/ou resultados excepcionais em uma ou mais áreas.

Em termos motivacionais, demonstram grande persistência na realização e finalização de tarefas, buscam frequentemente a perfeição e aborrecem-se com as tarefas de rotina. No plano da criatividade apresentam originalidade na resolução de problemas, uma elevada curiosidade face a um grande número de domínios e pouco interesse pelas situações de conformismo.
No plano social e de juízo moral demonstram um apurado juízo crítico face às suas capacidades e às dos outros, interesses e preocupações pelos problemas do mundo, ambições elevadas e maior interesse em relacionar-se com pessoas mais velhas.

Estas são apenas algumas características formuladas de uma maneira muito geral e aberta. A revelação destas características depende muito da organização dos ambientes e oportunidades educativas que lhes forem proporcionadas. Tarefas rotineiras, demasiado dirigidas pelo professor, apoiadas na memória e no pensamento convergente (mais reprodutivo que criativo) transformam crianças desejosas de novas experiências, conhecimentos e desafios em crianças aborrecidas e desinteressadas das actividades escolares. Estes factos exigem que após a identificação destas crianças seja definida uma intervenção educativa por parte do professor, no sentido de adequar a sua prática às necessidades específicas da criança em questão.

Qual o tipo de intervenção educativa que deve ser desenvolvida com alunos sobredotados? A resposta a esta questão será dada num próximo artigo.


Educare
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Online Sininho

Re:Sobredotados
« Responder #1 em: 09/06/2010, 13:58 »
 

À semelhança de todos os outros alunos, o aluno sobredotado necessita de vivenciar sistematicamente situações de sucesso, para que se sinta motivado e possa progredir na aprendizagem.

Qual o tipo de intervenção educativa que deve ser desenvolvida com alunos sobredotados? Esta foi a questão com que terminei o último artigo e que irá ser agora retomada.

Qualquer intervenção deverá ser definida com base no conhecimento das necessidades educativas da criança ou jovem sobredotado, devendo esta ser adequada a essas necessidades. Uma vez escolhidas as metodologias, estas devem ser submetidas frequentemente à avaliação do professor, de forma a analisar se contribuem realmente para o 'crescimento' efectivo do aluno. Uma vez definidas as necessidades, poderão ser colocadas em marcha variadas estratégias de intervenção.

À semelhança de todos os outros alunos, o aluno sobredotado necessita de vivenciar sistematicamente situações de sucesso, para que se sinta motivado e possa progredir na aprendizagem. A grande exigência e capacidade crítica dos sobredotados, por vezes, dificulta o autoreconhecimento de sucesso nas tarefas desenvolvidas, pelo que o professor deverá estar atento a este facto. Impedir estes alunos de concluir uma tarefa é para eles fonte de grande frustração, pois a não conclusão é frequentemente interpretada como indicador de incapacidade, o que provoca um efeito negativo sobre a autoconfiança, motivação e participação futura do aluno. Atendendo ao que foi referido, a flexibilização dos tempos é a melhor estratégia, deixando, sempre que possível, o aluno terminar a tarefa em que está envolvido.

A possibilidade de assumir responsabilidade e participar na planificação de actividades é também decisiva na motivação dos alunos sobredotados. Por esta razão, o professor deverá permitir e estimular a participação activa por parte destes, quer na organização de actividades, quer na planificação e avaliação do trabalho realizado. A valorização de experiências e conhecimentos exteriores à escola poderá constituir, também, uma importante estratégia de motivação para estes alunos. O insucesso é frequentemente vivenciado pelos sobredotados como uma grande ameaça, na medida em que pode significar o risco de perder a confiança e afecto dos outros. Por esta razão, é sempre preferível ter uma atitude positiva face ao erro/insucesso, o que implica analisar a sua natureza e as formas de o ultrapassar.

Os sobredotados necessitam de um ensino individualizado ao nível dos conteúdos que dominam melhor, o que implica a flexibilização dos programas, de forma a adaptarem-se a ritmos de aprendizagem mais rápidos. O acesso a recursos adicionais de informação (enciclopédias, Internet, etc.) e a visita a bibliotecas, instituições recreativas e culturais e a exposições, que se enquadrem no seu universo de interesses, pode ser determinante para que estes se mantenham interessados e possam exprimir e desenvolver as suas potencialidades.

Criar momentos que lhe permitam partilhar os seus interesses e competências com os outros, nomeadamente através de apresentações de comunicações nas aulas, é outra excelente estratégia que permitirá não só motivar e promover o desenvolvimento destes alunos, como também desencadear o desenvolvimento dos outros colegas. Como em termos sociais os sobredotados frequentemente se isolam, é fundamental o professor estar atento a esta área, colocando em marcha estratégias que facilitem a sua integração e percepção de pertença ao grupo. Neste sentido, o professor poderá incentivar o aluno a participar activamente nas tarefas de grupo, ajudando-o a perceber o efeito de determinados comportamentos e atitudes. Clarificar e discutir regras e analisar as consequências do seu infringimento são também estratégias que poderão facilitar as trocas sociais.

Embora não existam receitas para a resolução dos problemas que resultam da sobredotação, deixo estas sugestões que espero possam facilitar a integração e rentabilização das potencialidades destes alunos com necessidades educativas especiais.

in Educare.pt
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