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Autor Tópico: Projectos na Educação Especial  (Lida 1304 vezes)

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Online Sininho

Projectos na Educação Especial
« em: 21/06/2010, 17:11 »
 
Projectos na Educação Especial
 

Fazendo uma retrospectiva dos últimos congressos e simpósios na área de Informática na Educação, pode-se observar uma tímida mas constante presença de relatos de projectos na área da educação especial.

Destes, alguns descrevem softwares fechados desenvolvidos para indivíduos com alguma necessidade especial específica. Outros, por sua vez, utilizam ambientes abertos como o Logo, ToolBook e mais recentemente a Internet, como um auxílio a educação/reeducação/meio de reabilitação desses indivíduos.

Aqui, apresento alguns destes ambientes informatizados ordenados por deficiência:

Deficiência Motora e da Fala
Deficiência Visual
Deficiência Auditiva
Deficiência Mental
 
Queira o bem, plante o bem e o resto vem...
 

Online Sininho

Re:Projectos na Educação Especial
« Responder #1 em: 21/06/2010, 17:20 »
 
Deficiência Motora

O maior impedimento de um portador de deficiência motora ao usar um computador talvez seja a grande necessidade de utilização da motricidade fina (uso das mãos e dos dedos) para manusear, por exemplo, o teclado convencional ou o mouse, e da ampla (uso dos braços, pernas e tronco) para, por exemplo, controlar os movimentos dos braços, manter a cabeça erecta ou se firmar na cadeira.

A maioria dos ambientes voltados a usuários com problemas motores fazem uso de teclados em tamanho ampliado, ecrãs sensíveis ao toque quando o usuário apresenta controle razoável sendo que, quando a pessoa apresenta movimentos involuntários ou tremores, utilizam estes ecrãs com um atraso de input ajustável à dificuldade motora. Outros também utilizam um ecrã sensível ao sopro e próteses como pulsadores e apontadores em substituição ao mouse ou teclado convencional que podem, ou não, ser utilizados em conjunto com um software que simula, no ecrã do computador, o funcionamento de um destes dispositivos de entrada.

Existe, por exemplo, um simulador de teclado para portadores de paralisia cerebral que simula, no ecrã do computador, uma representação do teclado convencional agregando um sistema de varredura contínua que ilumina cada um dos caracteres apresentados na ecrã. Este simulador pode ser utlizado por qualquer pessoa alfabetizada que consiga movimentar alguma parte do corpo sendo, para estes casos, utilizado junto com um dispositivo chamado accionador que pode ser um apontador (muitas vezes utilizado preso à cabeça da pessoa) ou a um pulsador (usado junto ao pescoço ou aos pés). Com este programa, a pessoa pode utilizar sistemas operacionais, editores de texto, bases de dados, linguagens de programação, etc.

O Eneri é um outro exemplo de um processador de texto que apresenta o teclado no ecrã do computador e, através de um sistema de varredura, o utilizador pode escrever o texto. Este programa também apresenta a opção de se adaptar ao ritmo do utilizador.

Outros programas simuladores de teclado e/ou mouse:

SASE  
Faz a varredura de softwares padrões, através da criação de máscaras varreduras sobre o mesmo, também sob controle de um accionador. 


Handikeys, StickeyKeys, Access-DOS, Filch,Help-U-Type

Permitem acesso/controle do teclado convencional. 

MouseKeys
Permitem acesso/controle do mouse. 

Simulador de Teclado 
Faz, no ecrã do computador, emulação do teclado, permitindo a conexão de um accionador para controlar a varredura das opções disponíveis.
 
ERA - Emulador de Mouse
Faz, no ecrã do computador, emulação do mouse, permitindo a conexão de um accionador para controlar a varredura das opções disponíveis. 

KENIX
Faz a emulação do teclado e mouse, permitindo a conexão com todo tipo de accionador, teclado de conceitos, etc., para o controle do sistema de varredura. Permite, também, a criação de novos emuladores, de acordo com o desejo do usuário. 

Simulador de teclado com predição de palavras para ambiente gráfico WinLOGO: Este trabalho partiu de uma experiência anterior com a criação de um Simulador de Teclado, que foi elaborado com o objectivo de possibilitar o uso do computador a pessoas que não teriam condições de utilizar um teclado convencional. O problema encontrado na utilização do referido software, foi a impossibilidade de poder utilizá-lo em sistemas gráficos. A partir do descrito acima, foi desenvolvida uma versão de simulador para ambientes gráficos, especificamente para o WinLOGO.

O computador como auxiliar no processo de avaliação cognitiva do portador de deficiência física: É discutida a acção do computador como ferramenta auxiliar para o psicólogo ou pedagogo no processo de avaliação cognitiva, considerando-se a dificuldade de indivíduos portadores de deficiência física realizarem atividades de avaliação onde o aspecto motor é essencial. Um ambiente computacional gerador de testes e provas para avaliação cognitiva também é descrito.

As Tecnologias de Informação e Comunicação (T.I.C.) e a pessoa portadora de deficiência motora severa: construção de um modelo de avaliação: Conforme descrito no trabalho, a avaliação é sempre uma área exigente, controversa e particularmente difícil na população com perturbações severas da motricidade e da comunicação. Desta forma, é importante a existência de uma estratégia avaliativa que possa evidenciar em relação aos processos usuais, as seguintes vantagens:

* Seja um processo unificado e integrado;
* Utilize as T.I.C. para avaliar as interacções do indivíduo;
* Seja multidisciplinar envolvendo aspectos posturais, funcionais, ergonômicos, educacionais, etc.

No sentido exposto acima, foi proposto a construção de um modelo de avaliação que embora genérico e abrangente, fosse capaz de dar resposta à especificidade de cada caso. Este modelo de avaliação respeitou os seguintes critérios:

* Avaliar a pessoa nas suas potencialidades e disfunções, no sentido de se potencializar as capacidades e compensar as disfunções através de ajudas técnicas adequadas;
* Avaliar o indivíduo procurando determinar suas áreas fortes e fracas;
* Em relação a uma determinada tarefa relacionada com as TIC, determinar qual capacidade de sucesso ou de insucesso, em relação aos padrões de comportamento previamente definidos;
* Criar uma linha de base, referente ao nível de realização de indivíduo no momento da primeira avaliação, possibilitando um acompanhamento longitudinal;
* Criar uma interligação estreita entre a avaliação e a intervenção, sendo a reavaliação e a reformulação parte integrante do processo, contrariando a noção de uma avaliação estática, reduzida a um momento.

Quanto aos objetivos essenciais pode-se citar:

* Saber se o sujeito avaliado tem nível de maturidade mínima para poder utilizar os programas e equipamentos disponíveis;
* Quando as TIC poderão ser aconselhadas e que equipamentos - hardwqare e software-, estão de acordo com o nível de maturidade encontrada?;
* Definir o tipo de prioridade de trabalho que poderá ser indicado à família e/ou técnicos que trabalham com a criança, para vir a usufruir do recurso às TIC.

Algumas pessoas, além de possuírem deficiência motora apresentam, também, danos na fala. Nestes casos, existem sistemas de comunicação alternativa e aumentativa que fazem uso, por exemplo, de sistemas gráficos de comunicação (PIC, SPC, Bliss), de processos de varredura no ecrã do computador, aliados, ou não, a alguma prótese.

Sistemas comunicadores em forma de tabuleiro são os mais utilizados e consistem em apresentar os símbolos (referentes a palavras, acções, objectos), dispostos em forma quadrangular, na ecrã do computador. O utilizador servindo-se de um sistema de varredura sequêncial, escolhe a opção desejada e, desta forma, constrói as frases. Alguns destes sistemas permitem com a escolha das opções, a construção de frases.

O sistema FALAS - Ferramenta Alternativa de Aquisição Simbólica: É um destes sistemas comunicadores com a ressalva que, além de recursos de multimédia, também utiliza técnicas de inteligência artificial sendo possível, neste caso, o sistema ser adaptado automaticamente às preferências do utilizador no que diz respeito à disposição dos símbolos segundo a sua frequência de utilização, velocidade de varredura das opções na ecrã, ajuda na aprendizagem dos símbolos, etc., que são feitos com o auxílio do histórico pessoal que é gerado pelo sistema durante sua utilização.

Alguns sistemas computadorizados de comunicação para deficientes de fala são:

Anagrama-Comp: Permite a composição, impressão e sonorização de quaisquer palavras e sentenças da língua portuguesa.
Bliss-Comp: Utiliza o sistema gráfico de comunicação chamado Bliss reunindo os 1600 símbolos originais do sistema. O utilizador, através do mouse ou dum ecrã sensível ao toque, pode comunicar através de um símbolo ou formar frases.
ImagoVox: é um sistema que utiliza recursos de multimédia como voz digitalizada, filmes e fotos permitindo uma comunicação icônica-vocálica de pessoas com perda ou retardo no desenvolvimento da linguagem. É acedido através do mouse ou ecrã sensível ao toque.
PCS-Comp: este sistema, ao invés de utilizar sistema Bliss, faz uso do sistema PCS que é menos abstracto e mais representacional.
PIC-Comp: este, por sua vez utiliza o sistema PIC e foi desenvolvido para autistas, deficientes mentais e paralíticos cerebrais não-falantes. É composto por 400 pictogramas arranjados em 25 categorias semânticas.
NoteVox: permite a deficientes da fala com bom nível intelectual comporem parágrafos com até 720 caracteres a partir da selecção de palavras e/ou sílabas de uma base de dados, via toque de apenas um dedo ou digitação no teclado. Também utiliza voz digitalizada.

in student.dei.uc.pt
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Online Sininho

Re:Projectos na Educação Especial
« Responder #2 em: 21/06/2010, 17:26 »
 

Deficiência Visual


O software para deficientes visuais utiliza basicamente magnificadores de ecrã ou ampliação dos caracteres no ecrã do computador para aqueles que possuem perda parcial da visão, e recursos de audio, teclado e impressora em Braille para os com perda total da visão. Entre os sistemas para deficientes visuais citamos:

DOSVOX: É um sistema operacional que permite que pessoas cegas utilizem um computador comum para  desempenhar uma série de tarefas adquirindo assim, um nível alto de independência no estudo e no trabalho. Este sistema interage com o usuário através de voz sintetizada em português.

BIBLIVOX - Sistema de controle, cadastro e consulta bibliográfica vocal para deficientes visuais: Tem como objectivo servir como ferramenta de apoio e estímulo ao processo de pesquisa e consulta bibliográfica e da administração do sistema por portadores de deficiência visual, com o auxílio de voz sintetizada, permitindo assim que o cego possa realizar suas consultas, ou manutenção do sistema sem auxílio. Este trabalho pretende resolver uma das muitas dificuldades que o deficiente visual enfrenta para realizar suas actividades quotidianas.

CantaLetras: sistema multimédia de apoio ao processo de ensino da leitura-escrita para crianças cegas: Através de um interface auditivo, impressão Braille e características interactivas, tem por objectivo facilitar a aprendizagem da leitura e da escrita para cegos. Este sistema conta com os seguintes módulos:

   Letras e números: reforça a associação entre o nome das letras e dos números com a sua representação em Braille.
   Sílabas: introduz a sílaba como unidade da linguagem.
   Fonemas: introduz a análise fonológica onde a criança pode explorar os sons das letras ou identificar o som inicial das palavras. Também pode formar palavras com fonemas dados.
   História: como reforço para a compreensão auditiva e motivação para a leitura.
   Braille: reforça e produz signos em Braille.

SONIX - Entorno operativo para cegos: Entre os objectivos deste trabalho pode-se citar:

- Como a maioria dos programas voltados para utilizadores cegos necessitam hardware especial para funcionar no que se refere ao teclado ou ao som, o primeiro objectivo foi substituir estes hardware especial por hardware de uso comum.
- Facilitar a escrita de software realizando módulos de programação completamente transparentes para o programador cego.
- Possibilitar que o usuário cego ganhe independência no uso do computador.

El toque mágico: sistema multimédia de ajuda escolar para crianças cegas: Utiliza um ecrã sensível ao toque que está dividido em 4 quadrantes: linguagem, matemática, orientação espacial, orientação temporal. O sistema conta com diferentes estruturas de funcionamento onde o usuário deve:

* Explorar: onde o utilizdor percorre e conhece os conteúdos dos diferentes quadrantes.
* Encontrar: cada quadrante tem associado um conteúdo e o usuário deve seleccionar o correcto. Todo os exercícios vêm com o enunciado do que deve ser feito.
* Perseguir: o usuário deve encontrar personagens que estão escondidos nos quadrantes.
* Descobrir a sequência correcta: cada quadrante tem associado um elemento que ocupa uma ordem dentro da sequência. É apresentada uma sequência e é solicitado que o usuário a reproduza pressionando os quadrantes na mesma ordem.
* Completar histórias: a criança escuta uma história incompleta e deve completá-la com diferentes sons.

O sistema apresenta um ambiente motivador para a criança surda através de interface auditiva, imagens e características interactivas.

Subsídios para uma análise das dificuldades de aquisição da língua escrita em crianças portadoras de visão subnormal: Este trabalho relata o desenvolvimento de uma criança com visão subnormal interagindo com o computador e o ambiente de aprendizagem LOGO. A abordagem utilizada foi buscar na criança aquilo que lhe interessasse e que era capaz de transformar em projecto. Em outras palavras, os objectivos e estratégias utilizadas dentro da metodologia LOGO foram feitos de maneira espontânea sem ter de antemão, todas as aulas preparadas.

Existem, também, sistemas que utilizam tecnologias mais avançadas como o uso de som tridimensional facilitando a navegação em sistemas onde é possível distinguir de onde vem o som. Um exemplo deste são as hyperaudias, sistemas de hiperhistórias que fazem uso de som. Outros, utilizam realidade virtual com a possibilidade de manipulação de objectos e opções por meio de algum tipo de luva.

Também cabe salientar que podemos encontrar vários sites na Internet com a possibilidade de ampliar o tamanho das letras no ecrã facilitando, assim, o acesso por pessoa com dificuldade de visão.
in student.dei.uc.pt
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