Henrique Cunha, explicador no Porto, decidiu criar um banco de livros escolares através do Facebook, onde podem ser trocados manuais usados, do 1º ao 12º ano, de forma gratuita.
Com o ano letivo a bater à porta esta pode ser uma maneira de dar uso aos livros encostados nas prateleiras de casa, ajudando, ao mesmo tempo, quem mais precisa.
A iniciativa é simples. Consiste em trocar livros escolares do 1º ao 12º ano de forma totalmente gratuita, utilizando o Facebook como ferramenta de comunicação. Pode ser uma ajuda para as famílias mais necessitadas mas para Henrique este projeto começa por querer "despertar consciências para a reutilização do livro escolar", revela ao SAPO.
"Se educarmos na reutilização do livro, a questão dos mais desfavorecidos precisarem de livros e não terem dinheiro para os comprar não se colocaria", explica.
Desde a semana passada, em que apelou ao "passa a mensagem" na rede social, o telemóvel de Henrique não tem parado. Pessoas que querem saber como ajudar, como ir buscar livros. Através do Facebook, é possível ver que livros estão disponíveis já que o explicador publica fotografias de todos os manuais que recebe diariamente.
"Fazer o bem, sem saber a quem"
Henrique Cunha, explicador no Porto, começou com 400 manuais escolares e hoje já tem mais de 500 disponíveis para troca, no centro de estudos onde também dá explicações, na Boavista. Os pedidos para entregar e/ou levantar os livros podem ser feitos através da página da iniciativa no Facebook, por telefone, também disponível na página na rede social, ou presencialmente. Entre muitos pedidos e ofertas, a maior lacuna está entre os manuais do 1º ao 7º ano de escolaridade.
Apesar de ser o criador do projeto, Henrique gostaria de ver a iniciativa replicada em todas as escolas do país, e segundo a sua experiência, teria tudo para dar certo: "a maioria das pessoas vem por generosidade, porque simplesmente não podem ver os livros na prateleira a ganhar pó, e sabendo que há alguém a quem podem entregar os livros", afirma ao SAPO.
Há quem, inclusivé, se tenha disponibilizado para enviar e pagar os portes de envio de livros usados pelo correio. "É a tradução de fazer o bem, sem saber a quem, e pagar por isso", conclui.
Com as aulas a começar esta pode ser uma maneira de dar uso aos livros encostados nas prateleiras lá de casa ajudando ao mesmo tempo quem mais precisa a poupar no orçamento familiar
Veja a reportagem em vídeo:
http://noticias.sapo.pt/info/artigo/1183280.html