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Autor Tópico: Banco de livros criado no Facebook permite trocar manuais escolares  (Lida 4563 vezes)

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Offline Eduardo Jorge

 
Henrique Cunha, explicador no Porto, decidiu criar um banco de livros escolares através do Facebook, onde podem ser trocados manuais usados, do 1º ao 12º ano, de forma gratuita.

Com o ano letivo a bater à porta esta pode ser uma maneira de dar uso aos livros encostados nas prateleiras de casa, ajudando, ao mesmo tempo, quem mais precisa.

A iniciativa é simples. Consiste em trocar livros escolares do 1º ao 12º ano de forma totalmente gratuita, utilizando o Facebook como ferramenta de comunicação. Pode ser uma ajuda para as famílias mais necessitadas mas para Henrique este projeto começa por querer "despertar consciências para a reutilização do livro escolar", revela ao SAPO.

"Se educarmos na reutilização do livro, a questão dos mais desfavorecidos precisarem de livros e não terem dinheiro para os comprar não se colocaria", explica.

Desde a semana passada, em que apelou ao "passa a mensagem" na rede social, o  telemóvel de Henrique não tem parado. Pessoas que querem saber como ajudar, como ir buscar livros. Através do Facebook, é possível ver que livros estão disponíveis já que o explicador publica fotografias de todos os manuais que recebe diariamente.

"Fazer o bem, sem saber a quem"

Henrique Cunha, explicador no Porto, começou com 400 manuais escolares e hoje já tem mais de 500 disponíveis para troca, no centro de estudos onde também dá explicações, na Boavista. Os pedidos para entregar e/ou levantar os livros podem ser feitos através da página da iniciativa no Facebook, por telefone, também disponível na página na rede social, ou presencialmente. Entre muitos pedidos e ofertas, a maior lacuna está entre os manuais do 1º ao 7º ano de escolaridade.

Apesar de ser o criador do projeto, Henrique gostaria de ver a iniciativa replicada em todas as escolas do país, e segundo a sua experiência, teria tudo para dar certo: "a maioria das pessoas vem por generosidade, porque simplesmente não podem ver os livros na prateleira a ganhar pó, e sabendo que há alguém a quem podem entregar os livros", afirma ao SAPO.

Há quem, inclusivé, se tenha disponibilizado para enviar e pagar os portes de envio de livros usados pelo correio. "É a tradução de fazer o bem, sem saber a quem, e pagar por isso", conclui.

Com as aulas a começar esta pode ser uma maneira de dar uso aos livros encostados nas prateleiras lá de casa ajudando ao mesmo tempo quem mais precisa a poupar no orçamento familiar

Veja a reportagem em vídeo: http://noticias.sapo.pt/info/artigo/1183280.html
 

 



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