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Autor Tópico: Júlia Pinheiro fala abertamente do que sofreu com a anorexia das filhas  (Lida 1167 vezes)

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Júlia Pinheiro fala abertamente do que sofreu com a anorexia das filhas



Ana Filipe Silveira
Ontem às 17:07

Júlia Pinheiro fala abertamente do que sofreu com a anorexia das filhas

Júlia Pinheiro falou abertamente sobre os últimos 13 anos "duros" da sua vida familiar, depois de ter sido diagnosticada anorexia às duas filhas. Num discurso emocionante, a apresentadora falou do seu papel enquanto mãe e revelou, sem qualquer pudor: "Chorei muito agarrada ao meu marido".

Dois anos depois de o problema de saúde que afetou Carolina e Matilde ter sido tornado público, com o internamento da primeira a expor publicamente a vida familiar de Júlia Pinheiro, a estrela da SIC falou sobre este período conturbado da sua vida, como exemplo para outras famílias que estejam a passar por uma situação semelhante.

"A minha capacidade de me estender emocionalmente enquanto mãe foi levada ao limite. [...] São anos de um turbilhão absurdo, de não saberes o que encontras quando chegas a casa", relatou a apresentadora de "Queridas Manhãs", em entrevista ao programa "Alta Definição" deste sábado.

Durante todo este processo, em que pôde contar com o apoio fundamental do marido, o radialista Rui Pêgo, Júlia conciliou sempre a sua vida pessoal com a profissional. Mesmo que para isso fosse necessário de, nos intervalos dos programas de televisão que conduzia, pegar no telemóvel e perceber se era preciso atuar "em alguma frente". Algo que aconteceu, por diversas vezes.


"Vais para a frente das câmaras a rir e a brincar e não te apetece nada rir nem brincar. E trazes mágoa, trazes uma espécie de um vazio, que tem a ver com o facto de alguém que tu amas muito estar a sofrer. Não há dor pior do que a dor de um filho. É aquela que nos mina, que nos corrói", admitiu ainda a Daniel Oliveira.

Júlia Pinheiro não tem dúvidas. A superação deste problema de saúde tornou-a "muito mais madura" e numa "mãe mais inteligente". "Hoje, espero eu, sou uma mãe melhor e sobretudo uma pessoa muitíssimo mais compreensiva e tolerante. Mas muito cansada", contrapôs.

Um cansaço que se acumulou na última década da sua vida, "em que não se está inteiro". "Dói. Fica-se cansado, fica-se desgastado, fica-se com pouca paciência".

Até que a situação melhora - o que demorar anos, advertiu. Mas quando muda o paradigma, há uma nova aprendizagem por que uma mãe ou um pai se vê obrigado a passar: "O filho que nós conhecemos até àquele momento desapareceu; vem outro. E temos de amar esse filho novo, esse filho que foi transformado pela dor. Custa muito."

"A personalidade que fica depois é outra. E tu tens de amá-la também. Tens de aprender a amar esse outro filho, que foi tocado por isto. E amas, incondicionalmente. Mais, se possível", afirmou, com um sorriso no rosto, rematando que hoje, "graças a Deus" - apesar de agnóstica -, "[as complicações] estão praticamente sanadas".


JN
 

 



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