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Autor Tópico: Vitinho só quer trabalhar  (Lida 247 vezes)

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Online migel

Vitinho só quer trabalhar
« em: 11/04/2021, 16:46 »
 
Já não há justiça neste mundo e Deus está morto. Triste, só e abandonado, gelado, como os gelados da Olá, está o Vitinho, sobrevivo. Tadito, fez-me penhinha, a criança-homem de 35 anos. Coitado do Vitinho, o Vitinho do Tramagal. Está preso a uma cadeira de rodas. Tem uma paralisia cerebral que o condenou a prisão perpétua, veja-se bem. As palavras, essas, são da lavra da Mónica, "colaboradora" do grupo Cofina, que assina uma reportagem prostituída, de um servilismo degradante, muito característica, aliás, da espécie daquela caricatura manhosa de canal de informação que as pessoas gostam muito, que até emprega e dá palco à extrema-direita e que ultrapassou há muito todos os limites da decência. A Mónica, injustiçada, coitada, já tinha sido arguida num processo judicial, mas, como a presunção de inocência é uma coisa muito bonita (temos percebido isso neste último par de dias, não é?…) e toda a gente, afinal pode ter amigos com influência, a coisa passou. Deve ter sido o resto das fotocópias. Safou-se, ela e a Débora, que a Tânia, essa, levou umas reguadas, tadita da nina. Ora a Mónica, que não perde uma, continua a espalhar o terror. Desta vez, foi o Vitinho, o menino-herói das 35 primaveras. Elevado à categoria de “miúdo especial”, posto nos píncaros do à-vontade e arrumado no sofá lá de casa com requintes de malvadez, filma-o a Mónica a dizer que só quer trabalhar. Segue-se, enfim, a apoteose da vergonha: acrescenta aquilo que considero ser uma verdadeira provocação e um atentado à dignidade das pessoas com deficiência, que quem não se sente não é filho de boa gente: diz a folhetinista que, e cito, que é tão “simples quanto isto: se há quem se encoste aos subsídios do Estado o Vitinho é excepção à regra. O papel de coitadinho não encaixa no seu perfil”… Por outras palavras, fazendo uma interpretação livre mas simpática da provocação desta novelista, nós, sanguessugas filhos e filhas da puta, vivemos todos de subsídios e este gajo até quer fazer qualquer coisa e não o deixam. Diz o Vitinho, 35 aninhos, a partir do retrato fofinho que a Mónica fez questão de desenhar, “deixem-me trabalhar”. Não, não foi em Boliqueime, foi no Tramagal. Mas o cheiro a estrume é o mesmo.



Texto tirado do facebook de João Coelho
« Última modificação: 11/04/2021, 16:51 por migel »
 

Online migel

Re: Vitinho só quer trabalhar
« Responder #1 em: 03/05/2021, 10:34 »
 
Tramagal | Vitor Ferreira: as barreiras de um deficiente motor que clama pelo direito ao trabalho

Por
Paula Mourato
1 de Maio, 2021


Vitor Ferreira é natural de Tramagal (Abrantes) e é deficiente motor em cadeira de rodas. Créditos: mediotejo.net

No Dia do Trabalhador, o mediotejo.net conta a história de Vitor Grácio Ferreira, deficiente motor, residente em Tramagal, que, aos 35 anos de idade, pede o cumprimento de um direito constitucional: o direito ao trabalho. “Não aceito que o meu País não valorize as minhas capacidades”, afirma. Deficiente motor em cadeira de rodas, Vitor, natural de Tramagal (Abrantes), fala sobre as barreiras até agora intransponíveis para a sua integração no mercado de trabalho. Se a contratação de pessoas com deficiência faz parte das boas práticas empresariais, a história de Vitor ainda aguarda por um final feliz.


Os dedos das mãos esticados descansam de gesticular sobre os membros inferiores, os mesmos que a paralisia cerebral afetou quando Vitor Ferreira tinha 2 anos. Ou, pelo menos, era essa a sua idade quando os médicos informaram a família do problema de saúde que carregaria para o resto da vida. Dos braços da madrinha passou para um carrinho de bebé e aos 7 anos para uma cadeira de rodas. Hoje conta com 35 e há 18 que não consegue alcançar o seu desejo mais profundo: trabalhar com estabilidade e vinculo.

Vitor revela-se um homem conformado por ter um corpo que acompanha devagar a sua vontade de viver. Mas completamente inconformado com a sociedade onde está inserido e com a forma como fecha portas às pessoas portadoras de deficiência. Constata que, afinal, as belas palavras que ouve sobre a responsabilidade social de integração de pessoas com deficiência nas empresas e organizações públicas não passam de vazios vocais e sente-se “em prisão perpétua a aguardar a morte”.

Certo é que os espíritos inconformados têm rédea solta, mesmo quando estão agarrados a um andarilho ao à mercê de uma cadeira de rodas e Vitor não desiste de lutar. Há anos que trava batalhas para ser integrado na sociedade. Desde 2016, data do seu último emprego em formato precário, que distribui cartas por esse país fora. Aliás, na distribuição de missivas de Vitor ninguém fica de fora – cumprindo a máxima da inclusão – desde o Presidente da República às empresas regionais, sem esquecer as autarquias.


Vitor Ferreira, com mobilidade reduzida, pede o cumprimento de um direito constitucional: Todos têm direito ao trabalho. Créditos: mediotejo.net
“Já esgotei as entidades oficiais. Enviei o meu currículo e história de vida, em forma de apelo, para todas as entidades que havia para enviar”, diz. A resposta chega através de “um silêncio ensurdecedor”. Em bom rigor, as entidades até respondem mas sem respostas concretas ou com algumas promessas que nunca ninguém concretizou.

Um silêncio algo diferente daquele que, a meio da tarde, acalenta as ruas do Bairro dos Passarinhos, em Tramagal, uma vila do concelho de Abrantes, onde reside na companhia da madrinha e do padrinho. Órfão de pai, desde sempre viveu com os padrinhos, que veem em Vitor o filho que não tiverem. Mas com o passar do anos, passando os dias sozinho em casa na companhia de um computador e de uma televisão, sem ver uma luz ao fundo do túnel, o jovem engrossa preocupações ao mesmo tempo que sonha com independência financeira.

Recebe 330 euros através da Prestação Social para a Inclusão (PSI) da qual está disposto a abdicar em troca de um trabalho porque quer ser útil à sociedade, praticar desporto adaptado (no caso basquetebol), ter uma namorada, ser pai. Como se não bastasse, desde 2020 que vê a PSI diminuída em dois meses. A nova legislação ditou que passasse a receber 12 meses em vez dos habituais 14, conta. O que encurtou também a sua capacidade de ser independente e constituir família.


Vitor Ferreira em frente à Assembleia da República. Créditos: Photo da Maio Nogueira
Saturado desta batalha por um emprego há quase duas décadas, ameaça entrar em greve de fome se continuar a ser ignorado, ou seja, se as entidades oficiais persistirem em ignorar aquilo que Vitor entende ser a dignidade do ser humano. “Não quero ser institucionalizado, quero ser integrado na sociedade. Não aceito que o meu País não valorize as minhas capacidades”, insiste.

Para já, inscreveu-se num curso online de Técnico de Informática através do Centro de Emprego, preparado para três mil pessoas. Aguarda para saber se foi escolhido. “Para mim era um grande horizonte, ter mais conhecimentos, cimentar os que já tenho, para poder abrir a tal porta do mercado”. O jovem manifesta esperança no teletrabalho que se tornou normal com a chegada da pandemia.

Para se entreter criou dois projetos, a sua própria rádio, a Verdadeira Amizade, e um jornal desportivo online dedicado ao desporto adaptado intitulado Só Desporto, que já conta com 15 anos.

Na verdade, Vitor delineou uma carreira profissional, queria ser jornalista desportivo. Para tal estudou até ao 12º ano na área de Humanidades na Escola Dr. Manuel Fernandes. Refere ter sido o primeiro aluno em cadeira de rodas naquela escola de Abrantes. “Nunca reprovei nenhum ano”, afirma orgulhoso.

Para estudar na Escola Dr. Manuel Fernandes, contava com o CRIA (Centro de Recuperação e Integração de Abrantes) para o transportar de casa até ao estabelecimento de ensino e vice versa.

“A Câmara propunha ir de táxi mas não havia quem pagasse, infelizmente a minha família não tinha essas posses e alguém sugeriu que recorresse ao CRIA”. Diz ter sido graças a Humberto Lopes, antigo presidente da Câmara de Abrantes e ex-presidente do CRIA, que completou o ensino secundário.


Vitor Ferreira não desiste de lutar. Há anos que trava batalhas para ser integrado na sociedade. Créditos: mediotejo.net

A universidade era o passo seguinte sendo a Escola Superior de Tecnologia de Abrantes a escolha mais evidente; em primeiro lugar por lecionar o curso de Comunicação Social e em segundo lugar pela proximidade e pelo minimizar dos custos financeiros que estudar fora do concelho implicavam.

Só que para integração na vida académica, tal como no mercado de trabalho, importa a implementação de acessibilidades nos edifícios, nos espaços envolventes e nos próprios equipamentos. E, por isso, viu-lhe ser negado o acesso.

“A Escola não me proporcionava a frequência porque não reunia condições para receber uma pessoa com mobilidade reduzida. A ESTA não têm condições para uma cadeira de rodas. Aliás, quando ia às palestras, os meus colegas tinham de agarrar a cadeira para subir os três vãos de escadas”, recorda.

Num cenário de inércia passou quatro anos em casa à espera de soluções, até que em 2010 conseguiu um estágio na Associação Humanitária Dadores de Sangue da Freguesia de Tramagal, onde trabalhou no secretariado, tendo a função de telefonista e rececionista.

Vitor Ferreira deu por si a marcar consultas para as diversas especialidades médicas, a tratar das recolhas de sangue, a receber o pagamento das quotas dos associados e até a organizar informaticamente os diversos assuntos pendentes. Uma colocação que surgiu através de um programa Centro de Emprego para pessoas com mobilizada reduzida, mas apenas com duração de dois anos.


Vitor Ferreira com Eduardo Jorge, ativista pelos direitos da pessoa portadora de deficiência. Créditos: Cristina Ferreira

Seguiram-se outras experiências profissionais designadamente no Centro de Dia de Tramagal ao abrigo do programa CEI + do IEFP, na Associação de Reformados de Tramagal através do programa I.A.O.Q.E também do IEFP, como o acompanhamento do Centro de Recursos do CIRE de Tomar e também aquela que Vitor distingue como “a melhor experiência profissional” no CRIA, novamente sem vinculo, também como telefonista.

“Não quero tirar ninguém do lugar. Só quero uma oportunidade para que as pessoas possam dizer: o Vitor foi capaz ou não foi capaz. As pessoas não podem pressupor”, defende.

Recentemente, num contacto que fez com o Centro de Emprego, acabou por perceber que o seu processo estava sem efeito, por falta de um documento desde 2019, justificaram. Burocracias que não compreende e impulsionam a apontar ao dedo às instituições por lhe ter sido recusada uma cuidadora ou qualquer apoio para comprar um computador.

Além disso, Vitor sabe que para entrar no mercado de trabalho, ser detentor de carta de condução facilitaria o processo, mas o jovem não pode tirar a carta de condução em Abrantes, porque não consegue conduzir um carro de mudanças automáticas. Necessita de ter todos os comandos manuais e as escolas do concelho prescindem desse tipo de carros por serem “muito caros”, explica.


Vitor Ferreira de Tramagal foi o primeiro aluno da Escola Dr. Manuel Fernandes (Abrantes) em cadeira de rodas. Créditos. mediotejo.net

A Associação Portuguesa de Deficientes indicou-lhe quais as escolas de condução com essas características, perto de Abrantes: apenas em Penacova, Coimbra, Figueira da Foz e Lisboa. Em resumo, na hipótese de escolher Lisboa, tendo em conta as deslocações de comboio que teria de apanhar em Abrantes e não na vila onde reside, estação sem plataforma para pessoas com mobilidade reduzida, e outras despesas como táxi, alimentação, etc, para Vitor e um acompanhante, as contas foram feitas e resultariam em cerca de três mil euros.

“São custos de interioridade. Uma aberração nestas condições. Há desigualdade de oportunidades. Uma pessoa sem problemas físicos tira a carta por menos de 1/4 da despesa. Mais obstáculos, sem rendimento e o aumento das despesas”, critica.

A pandemia, segundo Vitor, “não veio ajudar em nada” ainda mais quando impede também o jovem de acompanhar o clube do seu coração, e do qual assume há quatro anos a função de secretário da direção: o Tramagal Sport União, que gostaria de ver na primeira distrital, confessa. “São estas pequenas coisas que me dão vida”.

Quase 120 mil pessoas com deficiência motora sem atividade económica

Os resultados dos Censos de 2001 apontam para a existência, em Portugal, de 634.408 pessoas com deficiência. A população residente com 15 e mais anos com deficiência motora cifrava-se em 151.736 indivíduos. Encontravam-se empregados 31.094 e 3.008 desempregados, sendo 117.634 as pessoas com deficiência motora sem qualquer atividade económica.

O jornal mediotejo.net solicitou ao Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) números mais recentes (o último Census realizou-se em 2011) e colocou algumas questões sobre a integração de pessoas com deficiência no mercado, nomeadamente em empresas e institutos públicos, mas sem resposta até à publicação deste entrevista, dia 1 de maio.

Sendo certo que aumentaram os exemplos de inclusão, também no acesso ao emprego, muito graças a políticas de igualdade de oportunidades que justificaram a implementação de medidas de discriminação positiva, quer por parte de entidades públicas quer por empresas privadas, ainda assim, as estatísticas nacionais demonstram que a situação está bastante aquém daquilo que seria o ideal, comparativamente aos dados verificados na União Europeia. Isto apesar do enquadramento legal português apoiar a contratação de pessoas com deficiência, nomeadamente através de benefícios fiscais para as empresas.

Na realidade, nem a evolução das novas tecnologias em conjunto com as especificidades do mercado de trabalho têm possibilitado números mais satisfatórios no que toca à inclusão de pessoas com deficiência, tendo em conta os últimos dados disponíveis.


Presidente da direção do CRIA, Nelson de Carvalho. Créditos. mediotejo.net
CRIA com 45% de formandos integrados no mercado de trabalho


Contudo, existem instituições que trabalham nessa integração, como é o caso do Centro de Recuperação e Integração de Abrantes (CRIA). Ao nosso jornal, o presidente da direção, Nelson de Carvalho, atestou que “a inclusão das pessoas com deficiência e/ou incapacidade faz parte da responsabilidade social, empresarial e institucional”.

“Congratulamo-nos com o facto de em 10 de janeiro de 2019 ter sido aprovada a lei nº4/2019 que estabelece o sistema de quotas de emprego para pessoas com deficiência com um grau de incapacidade superior a 60%”, notou o dirigente.

“Neste período de pandemia que atravessamos não tivemos muitas dificuldades em conseguir manter os locais de estágio nem de protocolarmos novas parcerias. Podemos dizer que em termos de inserção no período de 2020/2021 terminaram os seus percursos formativos 24 formandos, sendo que obtivemos 8 integrações e 3 formandos aguardam para avançar nos seus processos de CEI Mais Reabilitação. Será uma percentagem de integração de 45%, continuando nós ainda a trabalhar na tentativa de inserção dos formandos que terminaram nestes primeiros meses de 2021”, nota.

Nelson de Carvalho lembra que o CRIA “desenvolve formação profissional desde 1987. Ao longo destes anos os métodos e conteúdos da formação têm vindo a ser reestruturados, procurando acompanhar as mudanças socais e culturais da sociedade moderna”.

Nesse âmbito, observa, o CRIA tem “cursos de formação inicial de percursos C, que são percursos individualizados de 1200 a 2900 horas. Com base em referenciais elaborados pela equipa técnica e certificados pelo IEFP, aproximados aos conteúdos programáticos dos referenciais do CNQ. No sentido de dar resposta a muitos candidatos que procuram a obtenção do 9ºano temos os percursos B, qualificação de dupla certificação com base em referências adaptados do CNQ”.

Segundo o responsável, ambos os percursos têm previsto componente de Formação Prática em Contexto de Trabalho.

“Procuramos sempre que possível que a mesma seja realiza em entidade externa, através de parcerias e protocolos estabelecidos com empresas locais. Para tal, um técnico faz uma análise das necessidades, características de cada empresa, respetivos postos de trabalho e características dos formandos. Traçamos um planeamento equilibrado com metas e objetivos afim de encontrar soluções inovadoras. Posteriormente inicia contactos com as Empresas, no sentido de sensibilizar, informar e desenvolver um processo de parceria/ integração em FPCT (Formação Prática em Contexto de Trabalho)”.

O objetivo também passa por “esclarecer acerca das competências das pessoas com deficiência e/ou incapacidade, para integrarem postos de trabalho. De forma a desmistificar a ideia da falta de produtividade ou competência para desenvolver determinadas atividades profissionais, fomentando uma abordagem pela igualdade de oportunidades. Com esta iniciativa pretende-se um trabalho que perspetiva a garantia de uma qualidade de vida e bem-estar aos cidadãos com deficiência e/ou incapacidade”, acrescenta.

Nelson de Carvalho disse ainda que “a formação profissional envolve um plano de formação que tem em consideração preocupações de modernização, promoção da eficácia e eficiência de processos, sem negligenciar as expectativas dos formandos”.

No CRIA desenvolve-se “no âmbito de uma unidade chamada CRP (Centro de Reabilitação Profissional) uma formação ajustada às necessidades das pessoas com deficiência e incapacidade, permitindo a aquisição de competências profissionais, pessoais, socais e relacionais, potenciadoras da sua integração no mercado de trabalho”.

Nesse, sentido, “como resultado, apostamos no desenvolvimento da autonomia pessoal, no reforço da autoestima, da motivação, comunicação e atitudes profissionais que facilitem a sua plena participação na sociedade”, conclui.


Paula Mourato
A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.




Fonte: https://www.mediotejo.net/tramagal-vitor-ferreira-as-barreiras-de-um-deficiente-motor-que-clama-pelo-direito-ao-trabalho/
 

 



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