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Tipos de Doenças / Re: DOENÇA DE WILSON
« Última mensagem por Nandito em 11/05/2021, 15:32 »
Doença de Wilson: que patologia é esta?

Estar informado e conhecer a doença de Wilson pode ajudá-lo. É uma entidade potencialmente grave e mortal, mas para a qual existem formas de prevenção e tratamento muito eficazes.



A doença de Wilson é uma doença rara (1 em 30.000 pessoas) atingindo predominantemente crianças e jovens adultos. É uma das causas de cirrose hepática, um estado de destruição das células do fígado, com o aparecimento de cicatrizes (fibrose) em que o fígado, habitualmente liso e mole, fica duro e cheio de nódulos.

Estar informado e conhecer a doença de Wilson pode ajudá-lo. É uma entidade potencialmente grave e mortal, mas para a qual existem formas de prevenção e tratamento muito eficazes.

A doença de Wilson tem tratamento, mas pode limitar a vida de quem é afetado, particularmente se diagnosticada em fase mais avançada. O apoio a estas pessoas e suas famílias é essencial para a sua recuperação e bem-estar.

O que é a doença de Wilson?

Os indivíduos com doença de Wilson absorvem os vários nutrientes e minerais da dieta, mas acumulam cobre no corpo por não terem capacidade de o eliminar. Isto ocorre quando existem pequenos erros num gene (ATP7B), que se transmitem de pais para filhos. Apenas quando pai e mãe transmitem ao filho o gene com o tal erro é que surge a doença de Wilson e as suas complicações – ou seja, pais saudáveis podem transmitir a doença e ter filhos doentes. Logo, é uma doença hereditária e genética.

O diagnóstico é realizado através de análises específicas ao sangue e urina (dosear o cobre no sangue e urina e no sangue uma proteína chamada ceruloplasmina). Os valores destas análises estão alterados.

Um dos sinais mais característicos são anéis acastanhados com cobre em volta da córnea (anéis de Kayser-Fleischer), apenas possíveis de visualizar por Oftalmologistas com luz e material adequados.

A doença de Wilson pode ter formas muito diferentes de se apresentar. No entanto, o órgão mais afetado é o fígado, dado que a acumulação de cobre ocorre principalmente neste órgão. Em certos casos pode ser necessária uma biópsia ao fígado para quantificar a acumulação de cobre. As alterações no funcionamento do fígado podem provocar pele amarelada (icterícia), aumento de volume abdominal por acumulação de líquido (ascite) ou vómitos com sangue. O cobre pode acumular-se no cérebro e originar problemas da fala, andar, tremores ou rigidez dos músculos, e mesmo que não seja evidente nestes doentes o fígado encontra-se também alterado.

Indivíduos com doença de Wilson podem também apresentar alterações de comportamento e humor (por exemplo, depressão), mesmo antes de serem evidentes alterações no fígado. Em muitos casos, antes de se realizar o diagnóstico correto são diagnosticados como doentes psiquiátricos.

Na ausência de tratamento, a doença de Wilson é grave, progressiva e pode levar à morte. Em certos casos o fígado deixa de funcionar de forma súbita e inesperada, ou seja, provoca insuficiência hepática aguda ou fulminante onde apenas o transplante de fígado pode salvar o doente.

Existe tratamento para a doença de Wilson?

Existem medicamentos que evitam a acumulação de cobre no organismo e atenuam os sintomas, como a penicilamina, trientine ou zinco. Os doentes devem ainda evitar alimentos ricos em cobre (cogumelos, nozes, chocolate, frutos do mar). O tratamento e os cuidados com a dieta têm de ser mantidos durante toda a vida, mas a maioria destas pessoas tem uma vida absolutamente normal.

Todos os familiares sem excepção de indivíduos com doença de Wilson devem ser testados para a doença. Trata-se de uma doença com forte impacto familiar. Assim, o apoio a doentes e família é essencial para superar as fases mais complicadas da doença.

Uma das atitudes mais importantes é incluir na avaliação de rotina as análises do fígado (ALT, AST, GGT, fosfatase alcalina) e se estiverem alteradas, considerar o despiste de doença de Wilson, particularmente entre os 5 e os 35 anos.

O excesso de cobre pode provocar cirrose no fígado. Analise o seu fígado para o bem da sua Saúde Digestiva.

Um artigo de Inês Rodrigues, médica interna de Gastrenterologia do Serviço de Gastrenterologia e Hepatologia do Centro Hospitalar e Universitário de Lisboa Norte, escrito a convite da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia.

Fonte: lifestyle.sapo.pt    Link: https://lifestyle.sapo.pt/saude/fitness-e-bem-estar/artigos/doenca-de-wilson-que-patologia-e-esta
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Federação de natação garante que European Open de natação adaptada na Madeira será prova de excelência

9 mai 2021 11:12

Natação adaptada federação portuguesa de natação
Beatriz Gonçalves e Cheila Vieira em 14.º nos Europeus de natação artística

Prova vai decorrer em conceito de ‘bolha’, de 16 a 22 maio, no Funchal.
Federação de natação garante que European Open de natação adaptada na Madeira será prova de excelência


Alexandra Couto
O presidente da Federação Portuguesa de Natação (FPN) sublinhou hoje a “excelência da Madeira em receber eventos”, na apresentação do European Open de 2020, que vai decorrer em conceito de ‘bolha’, de 16 a 22 maio, no Funchal.

“A Madeira representa a excelência organizativa, a excelência na capacidade de receber as equipas, a excelência nas condições e nas infraestruturas disponíveis para receber estes eventos. Se tivesse de traduzir numa palavra seria excelência de um destino, a Madeira é isto para a organização de eventos, quer nacionais quer internacionais”, afirmou António José Silva, durante a conferência de imprensa de apresentação da prova, no Funchal.

A capital madeirense será palco do grande evento internacional coorganizado pela segunda vez - com o ano pioneiro a acontecer em 2016 - pela FPN e pela Associação de Natação da Madeira (ANM), com o apoio do Governo Regional.

Estão previstos mais de 400 nadadores, provenientes de 48 países, que marcarão presença na última oportunidade de se apurarem para os Jogos Paralímpicos Tóquio2020.

António José Silva garantiu que este evento representa o início da ‘era pós-covid’ para a natação, ressalvando que nada seria “mais apropriado do que ter um campeonato europeu open de natação adaptada, com a presença dos quatro continentes e com 1.100 pessoas envolvidas”.

O objetivo da seleção nacional, que terá oito nadadores, passa por aumentar o número de atletas qualificados para os Jogos Paralímpicos na capital japonesa.

“Foram mais de 140 mil euros que empenhámos neste evento, estamos certos de que mais do que o dinheiro aqui investido haverá um retorno muito positivo social e económico, sobretudo para as unidades hoteleiras e para todo o turismo que vai receber estas pessoas que vêm à região”, salientou Pedro Calado, vice-presidente do Governo Regional, mencionando as dificuldades em convencer a autoridade regional de saúde na realização de eventos, daí que este se trate do primeiro.


O nadador Emanuel Gonçalves, também representante da ANM, relembrou o primeiro campeonato europeu que se realizou no Funchal, em 2016, onde competiu, mencionando os 28 recordes mundiais conquistados na mesma piscina, com a esperança de que sejam “muitos mais este ano”.

A Madeira volta a receber um grande evento internacional em 2022, o Campeonato do Mundo de natação adaptada, “uma prova de excelência desportiva”, segundo o presidente da FPN, observando que o Europeu servirá de “antecâmara da organização daquilo que será a prova mais importante”.



Fonte: https://desporto.sapo.pt/modalidades/natacao/artigos/federacao-de-natacao-garante-que-european-open-de-natacao-adaptada-na-madeira-sera-prova-de-excelencia
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Bragança implementa tradutor de linguagem gestual em ‘sites’ municipais

O município de Bragança implementou uma “moderna e inclusiva” ferramenta que facilita a leitura dos conteúdos dos sites municipais, através de um avatar [figura digital] de língua gestual portuguesa para "democratizar" a acessibilidade à informação.


“O funcionamento do VirtualSign é simples. Através de um assistente virtual de Língua Gestual Portuguesa, em cada página está presente um ícone do lado direito que, após clicar, faz surgir o Avatar. De seguida, o utilizador seleciona o texto pretendido e clica na seta, sendo este traduzido automaticamente”, indica autarquia em comunicado.

Aquele município transmontano informa ainda que investiu no projeto cerca de seis mil euros, com vista a facilitar a comunicação e interação com o município, especialmente das pessoas com dificuldades de audição.

“Este projeto permite-nos eliminar algumas barreiras linguísticas e pretende criar maior proximidade com a comunidade surda. A inclusão social é uma das prioridades do município de Bragança e este é, claramente, um pequeno, mas gigante passo, nesse sentido”, destacou o presidente da Câmara de Bragança, Hernâni Dias.

Segundo o comunicado, em Portugal, o número de pessoas com deficiência auditiva ultrapassa os 115 mil.

Desses, diz o município, “30 mil são considerados surdos” e, segundo estudos internacionais “cerca de 80% dos surdos têm uma educação insuficiente ou problema de literacia, fazendo com que apenas 2,5% dessas pessoas tenham capacidade de leitura condizentes com a idade”.

“Atento às necessidades especiais dos cidadãos, para além desse projeto, Bragança tem investido na implementação de políticas de inclusão, em diversas áreas e setores, com o objetivo de defender a dignidade, bem-estar e direitos da pessoa com deficiência”, descreve a autarquia.

Está, atualmente, em curso o “Cultura para todos”, que representa um investimento superior a 365 mil euros (cofinanciado por Fundos Comunitários) e que visa suprimir ou minimizar obstáculos no acesso a conteúdos dos espaços culturais, promovendo, deste modo, um acesso igualitário por parte de cidadãos portadores de deficiência/incapacidade sensorial (visual ou auditiva), bem como cognitiva e intelectual.

O projeto “inovador” vai ser implementado pela Câmara em diversos espaços culturais municipais, como o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, o Centro de Fotografia Georges Dussaud, o Museu Ibérico da Máscara e do Traje, o Museu Nacional Ferroviário de Bragança e o Teatro Municipal de Bragança, que vão, assim, ser dotados de diferentes valências de modo a ficarem acessíveis para todos os cidadãos, sem exceções.

Ainda durante este ano, os vídeos produzidos pelo município de Bragança serão gravados com legendagem para surdos, permitindo que todos os cidadãos, sem exceção, tenham acesso a este tipo de informação.

No que diz respeito à inclusão de cidadãos com necessidades especiais, o Bragança Acontece, que destaca os principais projetos e iniciativas de cada semestre, já é editado em linguagem braille, para que a comunidade de invisuais possa ficar a par das principais notícias do Concelho.

Também a mobilidade inclusiva e para todos, uma área em que o Município de Bragança é apontado como um verdadeiro exemplo a seguir, tem sido outra das grandes apostas.

Fonte: Lusa
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Boa tarde,
Acho muito bem este inquérito, já fui um gamer viciado, mas ainda o tenho no sangue  :haha:

por isso... inquérito RESPONDIDO  :cool:

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NORMA 02/JNE/2021 – Instruções para Realização | Classificação | Reapreciação | Reclamação
 



https://drive.google.com/file/d/1hH1IniLWp2nVGtkoIa9oj6YUPvScy2GQ/view

Publicada por João Adelino Santos
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Ensino à distância agravou desigualdades entre alunos


Um estudo da Universidade do Minho concluiu que os professores consideram que o ensino à distância agravou as desigualdades entre alunos face às suas aprendizagens, tendo sido mais penalizante para aqueles que beneficiavam de medidas de inclusão educativas.

Segundo o estudo, divulgado publicamente esta segunda-feira, 80% dos 280 professores que participaram no inquérito apontaram uma redução efectiva ao nível das aprendizagens, enquanto 70,3% se manifestaram convictos de que o ensino à distância teve efeitos piores nos alunos que beneficiavam de medidas de inclusão educativas.

O mesmo estudo revela que 91,4% dos professores inquiridos se queixam que aumentou o seu trabalho burocrático dos professores, ficando pelos 48,5% os que consideram que os alunos tiveram acesso aos recursos necessários.

O estudo nacional “Percepções dos professores sobre o ensino à distância”, coordenado pela Universidade do Minho, contou com a participação de 280 docentes e que é agora apresentado publicamente. Os dados foram recolhidos em Janeiro deste ano, através de inquérito por questionário.

Os professores concordam que a escola tenha adquirido mais protagonismo social (50,6%), revelando satisfação pessoal (44,2%) e profissional (37,9%).

Porém, discordam da adequação das medidas tomadas pelo Ministério da Educação (43,9%) e da ideia de que a pandemia tenha contribuído para a valorização da profissão docente (41,1%).

No que diz respeito à contribuição ou não da pandemia para a necessidade de serem alteradas práticas curriculares, os professores concordam com a valorização da educação para a cidadania (79,2%), sobretudo com a educação para a cidadania centrada em problemas que afectam os alunos, ao nível global (72,9%) e ao nível local (70%).

A maioria dos professores concorda também com a necessidade de adaptar o currículo ao contexto dos alunos (70%). A maioria é favorável à necessidade de serem alteradas as práticas curriculares que tendem a valorizar os resultados escolares (66,4%) e à necessidade de a escola ser dotada de autonomia curricular (54,3%).

Já 53,5% reconheceram que a pandemia é um “momento único” para a consciencialização dos alunos relativamente ao tema das mudanças climáticas.

Fonte: Público
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Inclusão ou discriminação? A caminhada dos alunos com origem imigrante


“Inclusão ou discriminação? Da análise dos resultados escolares às estratégias para o sucesso dos alunos com origem imigrante” é um projeto de investigação que nasce de uma parceria entre o Centro de Investigação CICS.NOVA e o Centro de Economia de Educação da Nova SBE, da Universidade Nova de Lisboa, com a Associação EPIS – Empresários pela Inclusão Social. Os primeiros resultados foram divulgados durante o mês de abril e uma das conclusões indica que as diferenças entre alunos nativos e não nativos começam no início do percurso escolar, dificilmente são recuperadas, e aumentam ao longo do tempo. A “intervenção precoce” nas escolas é, por isso, necessária e urgente.

Os resultados mostram ainda que o fenómeno da segregação é complexo. Não é ao nível do concelho que a segregação acontece, mas sim ao nível das escolas. “Apesar das desigualdades socioeconómicas terem um papel importante nas diferenças de desempenho encontradas, os nossos resultados apontam para a importância de identificar e combater o insucesso escolar o mais precocemente possível. Só dessa forma o sistema educativo poderá oferecer a todos os alunos, independentemente das suas origens, uma oportunidade de sucesso”, lê-se no relatório do projeto.

O estudo parte de dois problemas identificados em estudos nacionais e internacionais, ou seja, os piores resultados escolares dos alunos com origem imigrante em relação aos alunos nativos e a sua concentração em determinadas regiões. Que diferenças persistem entre grupos de alunos com diferentes naturalidades e origens imigrantes no que respeita ao percurso escolar, nomeadamente às taxas de reprovação, ao percurso direto de sucesso e à decisão de enveredar pelo Ensino Básico e Secundário não regular? Existirá, ou não, segregação nos concelhos e escolas? Se existe segregação, que impacto tem nos resultados escolares dos alunos? Que práticas organizacionais, pedagógicas e curriculares poderão contribuir para a inclusão dos alunos com origem imigrante? Estas foram algumas das perguntas de partida.

O 3.º Ciclo do Ensino Básico foi a base de análise da distribuição dos alunos com origem imigrante (quando o estudante ou um dos pais tem naturalidade estrangeira) pelo território continental. No ano letivo de 2016/2017, as escolas públicas, nesse nível de ensino, tinham um total de 273 706 alunos, dos quais 41 611 com origem imigrante, 19 542 nativos mistos, 7928 de segunda geração, 9280 de primeira geração e 4861 retornados. O alvo de análise foi o 9.º ano. E o projeto tem mais duas fases, uma centrada em estudos de caso intensivos para analisar o problema da integração escolar de alunos com origem imigrante, e outra, a última, focada na elaboração de materiais com vista à capacitação de atores locais.

Segregação para gerir ou mitigar

Uma parte da investigação debruça-se sobre a segregação escolar por origem nacional, a concentração dos alunos com origem imigrante em determinadas escolas ou turmas de escolas, através do índice de segregação intra-concelho, isto é, entre as escolas de um determinado concelho. O cálculo foi feito para 93 concelhos e 404 escolas e verificou-se que a média do índice de segregação intra-concelho é de 0,12, quando o valor máximo atingido pelo índice é 0,44.

Dos 93 concelhos analisados, 21 (22,58%) apresentam um índice de segregação intra-concelho elevado (igual ou superior a 0,20). Na mesma amostra, há um total 9493 alunos com origem imigrante, dos quais 2850 (30,02%) estão inseridos em concelhos com um índice de segregação elevado, ou seja, os alunos estão desproporcionalmente distribuídos pelas várias escolas do seu concelho.

Das 404 escolas, 133 (32,92%) apresentam um índice igual ou superior a 0,20. “Assim sendo, podemos constatar que a segregação de alunos com origem imigrante por diferentes turmas da mesma escola é uma realidade vivida em várias escolas do país”. A segregação ao nível da escola, sustenta o projeto, “é um fenómeno social que a escola pode gerir ou mitigar, não implicando necessariamente custos financeiros elevados”. Alguns dos concelhos que apresentam níveis de segregação mais elevados não correspondem, no entanto, aos concelhos com maior percentagem de alunos com origem imigrante. Fafe, Silves, Ansião, Castelo Branco, Alenquer e Santiago do Cacém são disso exemplo.

Há questões que têm de ser debatidas. Por um lado, os critérios de constituição das turmas merecem uma “reflexão profunda” e, por outro, os percursos futuros dos alunos, não só em termos escolares, mas também ao nível de trabalho dos jovens, devem também ser analisados, até porque há alunos com diferentes naturalidades e origens imigrantes com diferente propensão para enveredarem pelo ensino profissional no Secundário.

Condições socioeconómicas e desigualdades

Os exames nacionais do 9.º ano a Matemática e Português serviram de base à análise das diferenças de resultados entre alunos de origem imigrante e alunos nativos. Os alunos de origem imigrante de primeira geração são os que, em média, têm piores resultados. Menos 13 pontos a Matemática e menos 5 pontos a Português, em média, relativamente aos alunos nativos. Os alunos nativos mistos apresentam, em média, melhores desempenhos que os nativos, mais 4 pontos a Matemática e mais 2 a Português. Comparativamente com os naturais de Portugal, os alunos naturais de PALOP têm em média menos 20 pontos a Matemática e menos 6 pontos a Português. Os naturais do Brasil também apresentam piores desempenhos: menos 16 pontos a Matemática e menos 4 pontos a Português.

As diferenças de desempenho no 9.º ano são em grande parte originárias de oscilações de desempenho anteriores ao 3.º Ciclo. Há diferenças quando se analisa a percentagem de alunos com percursos diretos de sucesso no 3.º Ciclo. Cerca de 49% dos alunos naturais de Portugal tiveram um percurso direto de sucesso. Já entre os alunos naturais de PALOP, apenas 21% tiveram o mesmo percurso, são menos 28 pontos percentuais.

No caso dos alunos naturais do Brasil, apenas 24% tiveram um percurso direto de sucesso, ou seja, menos 24 pontos percentuais relativamente aos naturais de Portugal. E quando as comparações são feitas entre alunos com o mesmo estatuto socioeconómico continuam a persistir diferenças significativas, menos 17 pontos percentuais no caso dos alunos naturais de PALOP e menos 22 pontos percentuais no caso de alunos naturais do Brasil.

Os fatores socioeconómicos não são suficientes para explicar as diferenças de desempenho encontradas, por isso, realizaram-se análises estatísticas adicionais, e detetaram-se diferenças expressivas. “Por exemplo, os naturais de PALOP e do Brasil, comparativamente com os naturais de Portugal na mesma escola, têm em média menos 12 pontos a Matemática. Esta diferença é semelhante à obtida nas comparações entre alunos com o mesmo estatuto socioeconómico. Mas é inferior à diferença média nacional de 20 pontos”. “Os resultados permitem concluir que as diferenças nas condições socioeconómicas entre regiões e entre as zonas de atração dos alunos de cada escola são fatores importantes para explicar as desigualdades nos desempenhos, mas não são suficientes para explicar todas as diferenças”.

Para aprofundar a questão, comparou-se ainda o desempenho dos alunos não nativos com o dos nativos pertencentes à mesma turma de uma escola e a diferença média a Matemática foi de 10 pontos. O facto da diferença dentro da mesma turma ser um pouco inferior à obtida dentro de uma escola (12 pontos) permite concluir que, em média, os alunos não nativos pertencem a turmas em que os alunos nativos têm um desempenho ligeiramente menor.

Resultados e taxas de reprovação

Em relação às diferenças de percurso escolar entre alunos de diversas origens imigrantes, nomeadamente quanto às taxas de reprovação, constatam-se diferenças que se agravam ao longo dos anos, principalmente para alunos de segunda geração e, em particular, alunos de primeira geração associados a taxas de reprovação bastante mais elevadas face aos alunos nativos.

O que ajuda a explicar a percentagem de 57% de alunos nativos que, 11 anos após a primeira inscrição, não apresentam qualquer retenção, valor idêntico ao dos alunos retornados e ligeiramente inferior ao dos alunos nativos mistos com 62,9%. Percentagem superior em relação aos alunos de segunda geração com apenas 48,7% e, sobretudo, em comparação com os alunos de primeira geração com 39,3% a não apresentarem qualquer retenção.

A maior parte dos alunos de origem imigrante está no distrito de Lisboa (34,63%), seguindo-se os distritos de Setúbal (15,05%), Porto (8,8%) e Faro (8,6%), o que é expectável tendo em conta os fluxos migratórios. Faro, Lisboa e Setúbal são os distritos em que a representatividade de alunos com origem imigrante na população escolar é mais elevada. Os alunos do grupo nativos mistos estão principalmente concentrados nos distritos das regiões centro e norte do país. Já os alunos de primeira e segunda gerações estão sobretudo fixados no sul do país e no distrito de Lisboa. Os retornados estão mais concentrados no Norte e no distrito de Portalegre.

Em relação aos grupos de naturalidade, os alunos oriundos dos PALOP estão na sua grande maioria concentrados nos distritos de Lisboa e Setúbal. Os alunos oriundos do Brasil encontram-se distribuídos de uma forma homogénea por todos os distritos, enquanto os do Leste Europeu encontram-se mais concentrados nos distritos do Alentejo e Algarve.

Fonte: Educare
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Portugal está "na vanguarda da inclusão na educação", diz ministro


O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, afirmou esta quinta-feira que Portugal está na “vanguarda da inclusão na educação“, considerando-a a forma “mais eficaz para combater a pobreza e as desigualdades” e para que “nenhuma criança fique para trás“.

“Portugal é orgulhosamente conhecido como um país que está na vanguarda da inclusão na educação, indo mais além na promulgação de um quadro legal para a inclusão de estudantes com ou sem dificuldades na educação”, vincou o ministro na sessão de encerramento do evento paralelo à Cimeira Social, que decorre esta sexta-feira, no Porto, intitulado “Solidariedade Europeia — Nenhuma Criança deixada para trás”.

Desde 2016, acrescentou, Portugal “aumentou o investimento público na educação e na formação, ano após ano, tendo em vista sobretudo alcançar mais e melhor inclusão, mais equidade e mais sucesso educacional para todos”.

Apontando para a “promoção da igualdade de acesso” à educação como “uma missão clara” da União Europeia (UE), Tiago Brandão Rodrigues ressalvou que tal objetivo só será concretizado se se “garantir que a igualdade é uma prioridade contínua em todos os contextos escolares”.

Aliás, é “através da educação que se combate mais eficazmente a pobreza e as desigualdades“, defendeu o ministro, alertando para as desigualdades no acesso à educação, que poderão “fazer precisamente o oposto: perpetuar desigualdades e cristalizar a pobreza”. Mas “as desigualdades não são inevitáveis“, defendeu o governante, apontando para uma “abordagem de educação inclusiva e de qualidade, que coloca os alunos, ao invés dos números, no centro do desenvolvimento educacional”.

É necessário, para isso, “construir ou renovar e equipar as escolas”, “investir mais” na educação nos sistemas de formação e envidar “todos os recursos para concretizar um único objetivo: criar um ambiente educativo favorável”, considerou.

Fonte: Observador por indicação de Livresco
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Como lidar com o insucesso e o fracasso? Aceitando que “o erro faz parte da vida”


Numa entrevista de emprego, pediram-lhe que fizesse um pitch — uma curta apresentação oral — e Sofia bloqueou. É um dos seus maiores fracassos profissionais, mas também uma das maiores aprendizagens da sua vida. Como lidar com o fracasso e o insucesso? Não há uma resposta certa. A humorista Mariana Cabral — mais conhecida por Bumba na Fofinha — criou o podcast Reset, onde figuras públicas partilham o que lhes correu menos bem. (...), as especialistas asseguram que “o fracasso é o nosso maior mentor”.

Enquanto coach de carreira, a psicóloga clínica Sofia Andrade conta sempre a história do “fracasso mais bem-sucedido” da sua vida. No início da vida profissional foi a Lisboa a uma entrevista de emprego, onde lhe pediram que fizesse uma curta apresentação oral. “Não tive a capacidade de improvisar na hora e bloqueei”, recorda, entre risos, a psicóloga. Escusado será dizer que não conseguiu o emprego, mas entrou num “processo de autodescoberta”.

Perante um fracasso, o primeiro passo é “naturalizar os sentimentos” e “perceber que há um tempo e um espaço para tudo”, aconselha Sofia Andrade, especializada em coaching de carreira. A desilusão, a tristeza e a frustração devem ser emoções naturalizadas no primeiro impacto com o que de menos bom sucedeu. Mas depois, sublinha a psicóloga, é “preciso fazer um desapego emocional” do que aconteceu.

A forma como cada um lida com o insucesso — ou com qualquer outra experiência —, e o valor que lhe atribui, depende não só da inteligência emocional, como do contexto e momento de vida em que se encontra, propõe, por sua vez, a psicóloga clínica, Teresa Espassandim. Para analisar a resposta individual ao insucesso, a especialista evoca a psicóloga americana Carol Dweck, autora de Mindset: A Atitude Mental Para o Sucesso. Alguém com uma “mentalidade rígida” olhará para as suas capacidades como algo estático e, por isso, tem maior dificuldade em “superar obstáculos”, “ultrapassar momentos de autocrítica”, porque não acredita que pode mudar. “Essa mentalidade quando domina faz com que não seja possível retirar uma aprendizagem do erro”, observa Teresa Espassandim.

Por oposição, o growing mindset (atitude mental para o sucesso) acredita que “as nossas capacidades podem alterar-se por via dos esforços que fazemos” e da “nossa regulação emocional”, explica a psicóloga. “O tipo de mentalidade, em relação às capacidades de cada um, é muito importante para a forma como lidamos com as falhas”, completa.

Mas de quem é a culpa?

Perante um fracasso, “muitas pessoas tendem a assumir que a culpa é dos outros”, assinala a coach de carreira, Sofia Andrade. Noutro extremo, há quem carregue uma culpa interior pelo erro. Em psicologia fala-se do lócus de controlo interno — quando a culpa recai toda sobre o próprio — e do lócus de controlo externo, quando é o mundo o culpado por tudo o que aconteceu. “Se fico muito inundada na zanga comigo mesma, isso também me inibe de ver o que posso fazer para lidar com o erro”, explica também Teresa Espassandim.

Como em tudo, o segredo está no equilíbrio. “A auto implicação é necessária”, num equilíbrio entre os dois extremos, sugere Sofia Andrade. A culpa não é só dos outros, mas também não é só do próprio. O fracasso não deve ser lido como “uma legenda para as capacidades”, interpela a psicóloga Teresa Espassandim, mas muito menos deve ser ignorado. As especialistas alertam para que não se procure o refúgio nos mecanismos de defesa, porque quando evitamos sentir “é como se ficássemos cegos da vida”.

Aprender a lidar com o fracasso é uma coisa que se ensina desde a infância, explica Teresa Espassandim. Por exemplo, quando uma criança está a aprender a andar, é normal que se desequilibre e caia com frequência. Os pais mais ansiosos tendem a proteger e amparar cada queda, mas estar constantemente a evitar o erro não é saudável. A aversão ao erro faz com que se tenha medo de arriscar. “Não aceitar o erro, limita a qualidade do trabalho e a criatividade”, lamenta a psicóloga clínica.

“O fracasso é o nosso maior mentor”

Passado o período de “naturalizar os sentimentos”, é preciso começar “a construção de uma nova narrativa”, propõe Sofia Andrade. Primeiro, a psicóloga sugere que se descontraia e se adopte a atitude — ainda que cliché — ‘é porque não tinha de ser”. Só depois começa o trabalho “da aceitação dos acontecimentos” e autodescoberta. “Se isto tinha de me acontecer, o que posso aprender com esta situação?”, questiona.

É que Sofia Andrade acredita que “o fracasso é o nosso maior mentor”. É imperativo sair do estado de inércia e entrar em acção. Cada um saberá o que funciona melhor para si — se o fracasso foi a nível profissional, talvez seja boa ideia investir em novas formações, por exemplo. No fundo, importa descobrir o que se pode fazer para evitar que situações semelhantes voltem a acontecer.

Claro que nem sempre é fácil este processo de aprendizagem e, por vezes, pode ser preciso procurar ajuda, não só a nível profissional, como nas relações interpessoais de qualidade. No fundo, o que importa é aceitarmos que o erro “faz parte da vida”, conclui Teresa Espassandim, sem passar a vida a evitá-lo. E não esquecer: “São os acontecimentos traumáticos que muitas vezes nos dão as melhores lições, desde que estejamos predispostos a ter uma atitude”, termina Sofia Andrade.

Inês Duarte de Freitas

Fonte: Público
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Educação Especial e Inclusiva / Ajude o seu filho a ser autoconfiante
« Última mensagem por Sininho em 11/05/2021, 15:06 »
Ajude o seu filho a ser autoconfiante

Volvidos 14 meses de pandemia, mais do que nunca, as crianças precisam de segurança e de carinho. É crucial construir uma base de relacionamento positiva e forte entre pais e filhos desde tenra idade, para que as crianças se sintam amparadas e à vontade para partilhar sentimentos, receios, dúvidas e problemas que surgem ao longo do seu desenvolvimento. Esta relação irá, igualmente, contribuir para o surgimento da autoconfiança que, por sua vez, integra duas competências essenciais, a auto eficácia e a auto-estima. Na realidade, os pais irão perceber que uma vez desenvolvida uma relação segura com os seus filhos, haverá mais proximidade, afecto, confiança e menos problemas de comportamento para gerirem.

As pessoas mais autoconfiantes admitem os seus erros e aprendem com eles, aceitam o elogio e reconhecem quando o merecem, fazem o que acham ser o correcto, independentemente da concordância dos outros e arriscam mais, saindo da sua zona de conforto.

Algumas atitudes e práticas parentais podem ajudar a construir a autoconfiança das crianças e a fomentar um crescimento social, emocional e académico saudável. Ficam aqui algumas ideias:
Dê atenção positiva, sempre que a criança apresenta um comportamento adequado.
Dedique tempo diário à criança, no mínimo 15 minutos. Sem aparelhos electrónicos ou outras distracções. Brinque, converse, dance, viva e desfrute!
Mantenha uma comunicação aberta, verdadeira e resposta sensível à idade da criança.
Brinque com o objectivo de construir um vínculo seguro, de amor e de confiança.
Ajude o seu filho a identificar e a gerir sentimentos.
Promova interacções sociais de amizade.
Promova momentos de conversa e ouça a criança, mas não a pressione a falar se ela não quiser e, sobretudo, não use esses momentos para “sacar” informação ou para criticar.
Reforce os esforços da criança para aprender, descrevendo o que ela está a fazer de forma positiva e natural.
Faça elogios sinceros e celebre os êxitos, de modo a apoiar, motivar e aumentar os comportamentos pró-sociais.
Ajude o seu filho a persistir na tarefa, apesar dos obstáculos.
Mostre à criança os seus pontos fortes e fracos e motive-a a aceitar e a transformar o que for possível.
Leia frequentemente para a criança e encoraje-a a ler para si.
Incentive a criança a inventar histórias e a representá-las para si.
Vera Ramalho

Fonte: Público
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