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Autor Tópico: [Macau] Esperança no desporto  (Lida 896 vezes)

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Offline Fisgas

[Macau] Esperança no desporto
« em: 22/07/2012, 12:53 »
 
Esperança no desporto
July 22, 2012




Um acidente atirou Cheong Lam San para uma cadeira de rodas há cinco anos. Depois do desespero, foi tempo de recuperar a esperança, que chegou através do ténis de mesa. Agora, está na calha para representar Macau nos Jogos Paralímpicos de Londres.

Kelvin Costa

Cheong Lam San perdeu as duas pernas num terrível acidente de automóvel há cinco anos. Dramaticamente, o desastre mudou não só a sua vida, mas também a de quem o rodeava.

“A minha mulher não conseguia aguentar o facto de eu estar confinado a uma cadeira de rodas para o resto da vida. Deixou-me pouco tempo depois”, conta.

Desesperado, votado à solidão e preocupado com os julgamentos de que seria alvo pela condição em que se encontrava, Cheong chegou a pensar em suicidar-se.

“As pessoas que têm pernas não conseguem perceber como é viver numa cadeira de rodas”, confessa o homem, que há um ano encontrou uma nova razão de viver: o desporto.

Tudo aconteceu graças a um amigo, que apresentou a Associação Recreativa e Desportivas dos Deficientes de Macau (ARDDM) a Cheong. Aqui, o homem de 54 anos, ganhou ânimo e descobriu um talento especial pelo ténis de mesa.

O potencial desportivo do novo craque não passou ao lado do presidente da ARDDM, António Fernandes, que decidiu integrá-lo em sessões de treino profissionais.

“A vida é feita de altos e baixos. A derrota física que sofri não foi tão grande quanto a emocional. Pensei em alternativas e vi que o desporto era o meu caminho”, explica Cheong.

Com a ajuda dos filhos e de amigos, a depressão foi ultrapassada. Em parte porque conseguiu aceitar a sua nova condição física.

Terminada a fase de recuperação, Cheong apostou forte nos treinos, alcançando progressos num curto espaço de tempo. Recentemente, esta evolução foi reconhecida com a sua participação nos trabalhos da selecção paralímpica chinesa, que se prepara para os Jogos de Londres. Tal qual o atleta de Macau, que esperar carimbar o passaporte para as Olimpíadas deste ano.

Exemplo a seguir

É a pensar nas 11 mil pessoas portadoras de deficiências que o presidente da Associação Recreativa e Desportivas dos Deficientes de Macau (ARDDM) relembra que o desporto é “indispensável”. Primeiro, porque reforça a saúde; depois, porque aumenta a força.

“Para quem vive com deficiências, o desporto é indispensável. É mais do que um jogo e beneficia, tremendamente, o bem-estar. Através de uma actividade desportiva regular, estas pessoas conseguem aumentar ou manter a forma física. Desempenha um papel muito importante na recuperação”, argumenta António Fernandes.

O responsável máximo da ARDDM acrescenta ainda que as actividades da associação que coordena servem para “repor” a auto-estima e confiança dos utentes. Além disso, é também um pólo onde podem ser feitas novas amizades e funciona como plataforma de reintegração social.


Uma vida de dedicação

António Fernandes é macaense, tem 75 anos e dedica-se à promoção de actividades desportivas e recreativas com deficientes desde longa data. Tudo começou em 1973, quando fez um estágio intensivo em Hong Kong num departamento de fisioterapia que tratava pessoas amputadas e portadoras de deficiência. Por essa altura, e por curiosidade, decidiu jogar uma partida de basquetebol em cadeira de rodas. A experiência serviu para ter a certeza de que valia a pena promover o desporto para deficientes em Macau. E assim foi. Em 1979, fundou a Associação Recreativa e Desportivas dos Deficientes de Macau, que na década de 1990 chegou a organizar mais do que uma edição da maratona em cadeira de rodas. O trajecto da competição era composto por 12km, iniciando-se na Estrada de São Francisco. Depois, passava pela Avenida de Venceslau de Morais, prosseguia pelo Iao Hon, Porto Interior até voltar ao ponto de partida. Para dar o exemplo, o próprio António Fernandes participava nas provas, que hoje fazem parte da “colecção de memórias”, como gosta de afirmar. Mesmo sem a maratona, o trabalho da associação continua a ser desenvolvido todos os dias, com especial destaque para a preparação das missões paralímpicas de Macau. “A sociedade não deve subestimar o talento destas pessoas, uma vez que a sua ambição e persistência podem, um dia, oferecer-lhes a oportunidade de competir com os melhores atletas do mundo”, acredita António Fernandes.

Fonte: http://pontofinalmacau.wordpress.com/2012/07/22/esperanca-no-desporto/
« Última modificação: 22/07/2012, 13:03 por Fisgas »
 

 



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