Comité Paralímpico Africano promove volei e tênis
Crescimento do desporto adaptado à vista Luanda - O Comité Paralímpico Africano (CPA) promoveu hoje, em Luanda, um seminário de promoção do voleibol sentado e tênis de mesa em cadeira de rodas, no âmbito da realização no país da Assembléia-geral e Conferência Internacional do organismo, de 24 a 26, no centro de convenções de Talatona.
A Angop apurou que as duas modalidades fazem parte de um projecto de massificação e desenvolvimento da instituição africana de desporto para atletas deficientes pelos baixos custos de implementação.
A actividade baseou-se na apresentação do voleibol sentado, por parte de Denis Le Breuily, director desportivo na Inglaterra, e o tênis de mesa em cadeira de rodas, por parte de Alison Burchell, membro do Comité Executivo na África do Sul.
Participaram no seminário 45 delegados dos 140 previstos para a primeira assembléia-geral da organização, desde a eleição do angolano Leonel da Rocha Pinto para a presidência do CPA, em Janeiro de 2010.
O voleibol sentado surgiu a partir da combinação entre o voleibol convencional e o sitzbal, um desporto alemão que não tem rede e que é praticado por pessoas com dificuldades para se locomover.
Até aos jogos Paralimpícos de Sidney (Austrália) em 2000, o voleibol adaptado era dividido entre a categoria sentado e em pé. A partir da edição de Atenas (Grécia) passou a existir apenas o sentado. Podem disputar a modalidade atletas amputados, paralisados cerebrais, lesionados na coluna vertebral e pessoas com outros tipos de deficiência locomotora.
Entre o vôlei paralímpico e o convencional existe pouca diferença. Basicamente, a quadra é menor do que a convencional (mede 6 m de largura por 10 m de comprimento, contra 18 m x 9 m) e a altura da rede também é menor, pois os jogadores competem sentados. Outra diferença consiste no facto de o serviço poder ser bloqueado.
Cada jogo é decidido a melhor de cinco sets. Vence cada set a equipa que marcar 25 pontos. Na rede há duas antenas e a arbitragem também é dividida entre juiz principal, segundo juiz e dois árbitros de linha.
Assim como no voleibol convencional, as equipas são formadas por 12 jogadores e entre eles há um capitão e um líbero com exclusiva função defensiva, que pode entrar e sair do jogo sem a permissão dos árbitros. Para cada jogada, as equipas podem dar, no máximo, três toques na bola.
Já o tênis em cadeira de rodas foi criado em 1976 nos Estados Unidos. Em 1988 foi criada a Federação Internacional. Nesse mesmo ano, a modalidade estreou nos Jogos Parolímpicos de Seul. Actualmente o tênis paralímpico é uma das modalidades que mais cresce no mundo e o circuito mundial distribui premiação acima de 600 mil dólares por ano.
O desporto requer muita técnica, velocidade, resistência física, reflexo, precisão e força de atletas. Podem disputar os que possuem deficiência numa ou em ambas as pernas, assim como aqueles com deficiência nos membros superiores e inferiores (tetraplégicos).
No tênis em cadeira de rodas a bola pode bater duas vezes, sendo que a primeira delas deve ser dentro da quadra. Além disso, os pontos são conquistados da mesma maneira que no convencional. As partidas são disputadas a melhor de três sets, com cada set sendo disputado até seis jogos.
Os equipamentos dos tenistas paralímpicos possuem adaptações como cadeiras mais leves e raquetes que possuem uma tira lateral para dar maior durabilidade.
Fonte: Angop