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Autor Tópico: Esterilizar ou matar? Uma caixa de Pandora aberta por cada animal de rua que nasce  (Lida 2167 vezes)

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Online Nandito

 
Esterilizar ou matar? Uma caixa de Pandora aberta por cada animal de rua que nasce

Há 2 horas  em 20/12/2022 às 17:24Por Redação


Fonte de imagem: ominho.pt

Sónia Marinho, presidente da direção Associação Para a Proteção de Animais Errantes de Braga

“E tudo o vento levou (ou a falta de esterilização matou?)”

Com a domesticação de cães e gatos, o homem assumiu a responsabilidade pelo bem-estar destes animais. Seja ele qual for! Não pode haver, à partida, uma desigualdade em função do tipo de animal.

Nos últimos anos temos assistido a progressos louváveis ao nível legislativo e, sobretudo, ao nível da sensibilidade da população portuguesa para os direitos dos animais. O caminho faz-se caminhando, mas ainda há muito para percorrer.

A verdade é que, como a evolução histórica nos ensina, em tudo na vida, não se poderá agradar a gregos e troianos e teremos, sempre, os vulgarmente conhecidos como velhos do Restelo que ao invés de contribuírem para uma evolução societária, sendo treinadores de bancada, contribuem, antes, para um fenómeno grave que nos urge tutelar.

A superpopulação de animais de rua é um problema que apresenta riscos para a população, através da potencial transmissão de zoonoses, acidentes de viação e outros inconvenientes mas, também, para os animais que nascem nas ruas, pois cães e gatos errantes vivem nas ruas muitas vezes em situações de precariedade e vulnerabilidade. A maior parte dos animais que nascem nas ruas morre em poucas semanas. Os que resistem, reproduzem-se rapida e descontroladamente.

A esterilização apresenta-se como a única alternativa eficaz no controle populacional de animais errantes, pois reduz a natalidade sem agredir os direitos e bem estar animal.

Em Portugal, a lei obriga, desde 2016, as câmaras municipais a implementar programas CED (capturar-esterilizar-devolver) para gatos errantes e proíbe o abate de animais saudáveis.

Mas, a verdade, é que esta lei não define metas. Não diz quantos animais devem os municípios esterilizar, nem em número, nem em percentagem, nada. Cada um faz o que quer, Ad libitum. E andamos assim, numa roleta russa, numa montanha de diversões em que não sabemos com o que contar.

A lei é, nesse aspecto, totalmente omissa e há até municípios que não têm em curso qualquer programa CED para gatos de rua, estando há anos a ignorar a lei. Outros há que vão encetando timidamente programas de esterilização pontuais, sem no entanto se inteirarem da real dimensão do problema e da forma apropriada para o resolver.

Mas também temos bons exemplos – municípios como Sintra, Cascais e Matosinhos – onde se desenham estratégias, onde os munícipes reportam as colónias descontroladas e são ouvidos, onde o número de animais esterilizados é significativo e que se espera em breve terem todas as colónias de gatos de rua controladas, sem animais a procriar.

Outro aspecto importante que urge implementar é a obrigatoriedade de esterilização de todos os gatos domésticos que têm acesso ao exterior. Não é admissível que o governo gaste milhões de euros em campanhas de esterilização e depois qualquer cidadão seja livre de permitir que a sua gata venha dar uma voltinha e vá parir ao quintal da vizinha ou que o seu gato vá emprenhar uma série de gatas de rua. Não é compreensível nem aceitável. Sobretudo num país onde a sobrepopulação de errantes constitui um problema sério para todos e onde milhares de animais morrem numa jaula sem encontrar um lar. Porque cada um que permitimos que nasça, um outro deixará de ser adotado.

Importa que o legislador encare estas questões com seriedade. Uma verdadeira mudança de paradigma faz-se com empenho e planeamento, não com leis e medidas avulsas só para dizer que se está a fazer alguma coisa. E a mudança tem que começar em cada um de nós, pois temos obrigação de exigir ao poder local que se cumpra a lei e que se façam cumprir os direitos dos que não têm voz para falar.

E antes do legislador, cumprirá respeitar a legislação vigente. Ou não?







Fonte: ominho.pt                           Link: https://ominho.pt/esterilizar-ou-matar-uma-caixa-de-pandora-aberta-por-cada-animal-de-rua-que-nasce/
 

 



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