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Autor Tópico: Cardápio para ser lido na ponta dos dedos  (Lida 1204 vezes)

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Cardápio para ser lido na ponta dos dedos
« em: 21/07/2010, 15:26 »
 
Cardápio para ser lido na ponta dos dedos




Além disso, cartas que Dom Pedro I escrevia para Domitila também podem ser lidos em braile em um café localizado na praça Maurício Cardoso.

Desde o mês passado, as cartas que Dom Pedro I escrevia para sua amante, Domitila, podem ser lidas por todos em um café da Praça Maurício Cardoso, em Porto Alegre (RS).

As missivas, que ilustram o cardápio do local, agora ganharam uma versão em braile. Além de escolher o prato ou a bebida, a história de amor pode ser conferida por deficientes visuais que frequentam o estabelecimento.

Dono do Domitila Café e estudante de Psicologia, Claiton Franzen, 43 anos, interessou-se por acessibilidade após frequentar aulas sobre o tema na faculdade. A inspiração para a ideia veio de um cliente.

“Um dia, li as cartas para um cliente que me disse: “Como eu queria ler essa história de amor do teu cardápio.” Isso é um presente para ele”, diz.

O cliente em questão é o servidor público Airton Carvalho Leão, 42 anos. Deficiente visual desde os quatro anos, Leão reclama dos problemas de acessibilidade na Capital. Segundo ele, calçadas esburacadas, postes, mesas, toldos, cadeiras e placas são armadilhas no caminho do cego.

O mais importante da atitude de Franzen, avalia, é o fato de ter sido espontânea. Não foi preciso cobrança do poder público – existe uma lei que obriga os estabelecimentos a disponibilizarem cardápios em braile.

“Dificilmente, as casas noturnas e bares se dispõem a fazer os cardápios. A rapidez com que o Claiton conseguiu fazer isso serve como exemplo. Não é uma coisa difícil ou absurda, nem uma despesa grande. Pelo contrário, vai trazer um retorno ainda maior – conta Leão, feliz com a homenagem.”
 
Franzen já planeja ampliar a ideia para outro cardápio do estabelecimento. Inspirações não faltam para ele, que atira pétalas de rosa sobre todos os clientes que chegam:

“Um dia, uma cliente cega pediu que eu traduzisse as cores das pétalas que eu jogava nela. Estou muito orgulhoso da iniciativa. Quero chamar as pessoas para olhar o outro, o diferente. E o diferente está a nossa frente.”
 
Fonte: Vida mais livre
 

 



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