“O Alzheimer faz parte do nosso quotidiano”António Jesus, Professor e Escritor
SANDRA ASCENSÃO SILVA / MADEIRA / 31 JAN 2018 / 02:00 H.

“Como consequência da erupção do vulcão dos Capelinhos, José e os pais emigram para os Estados Unidos. Em New Bedford conhece Olinda, filha de emigrantes madeirenses, com quem vem a casar. A morte violenta do filho mais velho faz Olinda entrar numa depressão profunda que conduz ao Alzheimer. Esta doença marca José tão profundamente que o leva a alterar toda a sua vida”.
Este bem poderia ser o guião de um filme protagonizado por actores galardoados, mas é a história que dá vida ao novo livro de António Jesus, professor e escritor madeirense que é também o actual presidente do Conselho de Administração da Escola da APEL.
O livro denominado ‘A Casa de Olinda’ será apresentado ao público amanhã, dia 1 de Fevereiro, no auditóri da escola, pelo professor Ricardo Jardim, docente de Literatura, Latim e Grego.
Depois de ter publicado o livro de poesia ‘Vivendo o Poente’ e o romance ‘Que escondes tu, Oríon?’, chega-nos agora ‘A Casa de Olinda’ onde o escritor aborda o problema de Alzheimer, uma das doenças que mais afecta a população idosa e os seus familiares.
O DIÁRIO esteve à conversa com António Jesus para desvendar oque esteve por detrás deste novo trabalho literário.
Será apresentado amanhã o seu mais recente livro ‘A Casa de Olinda’. Que livro é este? Como se pode depreender da sinopse, a doença de Alzheimer é transversal a toda a obra, mas a união entre os Arquipélagos da Madeira e Açores está igualmente patente ao longo de toda a acção.
Aborda o problema do Alzheimer. Porquê esta temática? Desde muito novo a doença e a velhice sempre me fizeram pensar. O Alzheimer está, muitas vezes associado à velhice e, infelizmente, cada vez mais, faz parte do nosso quotidiano.
É uma forma de ajudar quem passa por situações semelhantes? Sem ter a pretensão de apresentar qualquer solução, julgo que sim. Quem tem à sua guarda alguém com esta doença, pode encontrar aqui algum apoio, nem que seja moral, para essa situação.
É uma história baseada em factos reais ou puramente ficcional? É uma história puramente ficcional, embora tenha procurado conhecer de perto a doença, até porque acompanhei de muito perto um familiar, já falecido, que padeceu da mesma e acabou internado num lar.
Este é o seu terceiro livro? Certo. Publiquei em 2015 um outro romance ‘Que Escondes tu, Oríon?’ , e em 2014 um livro de poesia ‘Vivendo o Poente’.
Como arranja inspiração para cada um deles? Olhando à minha volta, com muita atenção, para tudo o que me rodeia.
Que mensagem quer passar ao público? Que a leitura seja sobretudo companhia e prazer.
A apresentação desta obra é aberta ao público em geral? A Escola da APEL faculta-me as suas instalações para acolher todos os que o desejem. À sua Direcção o meu muito obrigado.
“Como consequência da erupção do vulcão dos Capelinhos, José e os pais emigram para os Estados Unidos. Em New Bedford conhece Olinda, filha de emigrantes madeirenses, com quem vem a casar. A morte violenta do filho mais velho faz Olinda entrar numa depressão profunda que conduz ao Alzheimer. Esta doença marca José tão profundamente que o leva a alterar toda a sua vida”.
Este bem poderia ser o guião de um filme protagonizado por actores galardoados, mas é a história que dá vida ao novo livro de António Jesus, professor e escritor madeirense que é também o actual presidente do Conselho de Administração da Escola da APEL.
O livro denominado ‘A Casa de Olinda’ será apresentado ao público amanhã, dia 1 de Fevereiro, no auditóri da escola, pelo professor Ricardo Jardim, docente de Literatura, Latim e Grego.
Depois de ter publicado o livro de poesia ‘Vivendo o Poente’ e o romance ‘Que escondes tu, Oríon?’, chega-nos agora ‘A Casa de Olinda’ onde o escritor aborda o problema de Alzheimer, uma das doenças que mais afecta a população idosa e os seus familiares.
O DIÁRIO esteve à conversa com António Jesus para desvendar oque esteve por detrás deste novo trabalho literário.
Será apresentado amanhã o seu mais recente livro ‘A Casa de Olinda’. Que livro é este?
Como se pode depreender da sinopse, a doença de Alzheimer é transversal a toda a obra, mas a união entre os Arquipélagos da Madeira e Açores está igualmente patente ao longo de toda a acção.
Aborda o problema do Alzheimer. Porquê esta temática?
Desde muito novo a doença e a velhice sempre me fizeram pensar. O Alzheimer está, muitas vezes associado à velhice e, infelizmente, cada vez mais, faz parte do nosso quotidiano.
É uma forma de ajudar quem passa por situações semelhantes?
Sem ter a pretensão de apresentar qualquer solução, julgo que sim. Quem tem à sua guarda alguém com esta doença, pode encontrar aqui algum apoio, nem que seja moral, para essa situação.
É uma história baseada em factos reais ou puramente ficcional?
É uma história puramente ficcional, embora tenha procurado conhecer de perto a doença, até porque acompanhei de muito perto um familiar, já falecido, que padeceu da mesma e acabou internado num lar.
Este é o seu terceiro livro?
Certo. Publiquei em 2015 um outro romance ‘Que Escondes tu, Oríon?’ , e em 2014 um livro de poesia ‘Vivendo o Poente’.
Como arranja inspiração para cada um deles?
Olhando à minha volta, com muita atenção, para tudo o que me rodeia.
Que mensagem quer passar ao público?
Que a leitura seja sobretudo companhia e prazer.
A apresentação desta obra é aberta ao público em geral?
A Escola da APEL faculta-me as suas instalações para acolher todos os que o desejem. À sua Direcção o meu muito obrigado.
Biografia
António Alberto da Silva de Jesus nasceu no Funchal em 1943.
Leccionou a disciplina de Matemática em várias escolas secundárias do Funchal e fez parte da Comissão Instaladora da Câmara Municipal do Funchal após o 25 de Abril.
Como independente, colaborou com o Governo Regional, resultante das eleições legislativas de 1976, ocupando o cargo de Chefe de Gabinete da Secretaria da Educação. Pediu a demissão do cargo em 1978 e regressou ao ensino, passando a integrar, por convite, o quadro da Escola da APEL, onde se manteve até à aposentação.
A ligação a esta escola mantém-se, sendo hoje o presidente do Conselho de Administração da Escola da APEL.
Fonte: dnoticias