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Autor Tópico: A grerra perdida  (Lida 153 vezes)

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Offline Anibal12

A grerra perdida
« em: 29/09/2025, 14:20 »
 
A guerra perdida 
 era uma vez um velho general, que tinha perdido a sua guerra. Mas, por muito que tentasse encontrá-la, essa guerra perdida não se dava por achada. O velho general procurou-a por todo o lado. Mas a guerra, que era caprichosa, conseguia iludir todos os seus esforços. Então, o general decidiu inventar uma guerra. Mas os homens que ele queria recrutar não conseguiam compreender o que ele queria dizer. — Para quê? — perguntavam uns. — Porquê? — indagavam outros. E O general falou-lhes, pacientemente, da glória, dos heróis, e das belas memórias das batalhas de outrora. Mas os homens não conseguiam compreender o que ele queria dizer. O general explicou, não tão pacientemente, que a sua guerra era fundamental. Mas os homens não conseguiam compreender o que ele queria dizer. E o general, uma vez mais, teve de partir, derrotado, em busca da sua guerra perdida. — Vamos embora, Bucéfalo! — disse ele ao seu cavalo, pois tal era o seu nome. — Está visto que aqui ninguém quer saber da minha guerra para nada. O general atravessou montanhas, desertos e vales até que, um dia, chegou junto do mar. — Se calhar, a guerra foi para outro lado — disse para consigo. Plenamente convencido do que acabara de dizer, galopou oceano adentro. Na manhã seguinte, o velho general avistou um navio de guerra. Quando viu a silhueta a cavalo, o almirante, que era o único membro da tripulação a bordo, aproximou dela o navio, cheio de curiosidade. — O que estão tu e o teu cavalo a fazer no meio do mar? — perguntou. — Estamos a atravessar o oceano — disse o general, sem se deter. — Estou à procura de uma guerra perdida. O almirante navegou ao lado do general durante algum tempo. — Que coincidência! — admirou-se o almirante. — Eu também ando à procura de uma guerra! Mas os meus homens abandonaram-me, cansados de não a encontrar. Como era a tua guerra? — Gloriosa! Cheia de canhões, sabres e estandartes! — respondeu o general. — A minha tinha enormes navios de ferro que disparavam incessantemente os seus canhões — disse o almirante, fitando, sonhador, o horizonte. O general continuou, inabalável, o seu caminho, e o almirante decidiu ancorar o navio no mar alto. — Oxalá encontres a tua guerra! — gritou o general, sem sequer se virar Na manhã seguinte, o velho general avistou um navio de guerra. Quando viu a silhueta a cavalo, o almirante, que era o único membro da tripulação a bordo, aproximou dela o navio, cheio de curiosidade. — O que estão tu e o teu cavalo a fazer no meio do mar? — perguntou. — Estamos a atravessar o oceano — disse o general, sem se deter. — Estou à procura de uma guerra perdida. O almirante navegou ao lado do general durante algum tempo. — Que coincidência! — admirou-se o almirante. — Eu também ando à procura de uma guerra! Mas os meus homens abandonaram-me, cansados de não a encontrar. Como era a tua guerra? — Gloriosa! Cheia de canhões, sabres e estandartes! — respondeu o general. — A minha tinha enormes navios de ferro que disparavam incessantemente os seus canhões — disse o almirante, fitando, sonhador, o horizonte. O general continuou, inabalável, o seu caminho, e o almirante decidiu ancorar o navio no mar alto. — Oxalá encontres a tua guerra! — gritou o general, sem sequer se virar para traz Durante algum tempo, o almirante conduziu o navio na direção oposta àquela que o general tomara. De repente, porém, parou de navegar e pôs-se a perscrutar o horizonte com a luneta. Quando viu, ao longe, o general dirigir-se ao seu encontro empunhando um sabre, o almirante pensou que tinha, por fim, encontrado a guerra que tanto procurava. Subiu até à casa do leme e começou a fazer os cálculos necessários para disparar Quando, por fim, chegou junto do navio, o general começou a golpeá-lo com o seu sabre. — Ao ataque! — ordenou a si mesmo. Todos os canhões do navio ao mesmo tempo. Entretanto, o general aproximava-se cada vez mais. O cavalo, enfurecido, galopava as ondas, espumando por todos os lados. Foi então que o almirante abriu fogo, e todos os canhões do navio dispararam ao mesmo tempo. As balas subiram muito alto, atravessaram as nuvens, e começaram a descer rapidamente. O inimigo, que se tinha aproximado perigosamente da embarcação, foi imediatamente destroçado pelas balas. — Ganhei! Ganhei! — exclamou o almirante, vitorioso. — Nem pensar! Quem ganhou fui eu! — respondeu o general, cheio de orgulho. — Consegui afundar o teu barco! E foi assim que, heroicos e invencíveis, cada um com a sua razão, o




Fonte: https://contadoresdestorias.wordpress.com/tag/mito-do-guerreiro/
« Última modificação: 06/10/2025, 20:21 por Nandito »
anibal ribeiro
 
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Re: A grerra perdida
« Responder #1 em: 29/09/2025, 21:15 »
 


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