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Autor Tópico: DE CONDIÇÕES NEURODIVERGENTES A INVISUAIS. HÁ MODA INCLUSIVA FEITA EM PORTUGAL  (Lida 2958 vezes)

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Offline salgado18

 
DE CONDIÇÕES NEURODIVERGENTES A INVISUAIS. HÁ MODA INCLUSIVA FEITA EM PORTUGAL

Para corpos maiores, mais pequenos, com equipamentos que ajudem a mobilidade, que precisem de mais ou menos cobertura… os requisitos são infindáveis e os criadores de moda portugueses correspondem.


Dear OceanFoto: DR
07:00
Joana Rodrigues Stumpo
Entramos numa loja de fast fashion: ouve-se um remix de uma música pop conhecida, há um subtil perfume doce que nos dá as boas-vindas e nos prepara para a árdua tarefa de encontrar uma peça de roupa que fique bem. O grande desafio? Não há muito por onde escolher. Esta é a realidade de tantos, para quem a oferta standard da maior parte das marcas não satisfaz as suas necessidades. Quando o sumo da moda é feito para quem não tem incapacidades físicas ou doenças mentais que afetam a rotina do dia-a-dia, é natural que, para estes grupos, seja cada vez mais difícil encontrar peças de roupa que sejam confortáveis e práticas. Afinal, não é qualquer par de calças que assenta com o devido aconchego a quem usa uma cadeira de rodas ou a quem só se sente bem a usar um determinado material. Ainda que estes requisitos sejam esquecidos por grandes marcas, há pequenos criadores com a atenção virada para estes pedidos especiais. E não é preciso ir longe para os encontrar - estão mesmo aqui, em Portugal.

Dear Ocean




"Cada peça tem diferentes características para diferentes questões"Foto: DR
Problemas que estão escondidos em plena vista são a especialidade da Dear Ocean, uma marca que quer integrar vários grupos de pessoas que sente não estar a ser representados no mercado da moda. Por vezes esquecemo-nos como o processo de encontrar uma peça de roupa adaptada às nossas necessidades pode ser complexo e frustrante, especialmente quando os requisitos são algo particulares. Para pessoas com condições neurodivergentes, a roupa pode ser uma fonte de inquietação e nem todos os materiais ou cortes são confortáveis de usar. Foi para satisfazer essa necessidade que a Dear Ocean se propôs a lançar uma coleção em que cada peça tem diferentes características para diferentes questões. Há, por exemplo, uma sweatshirt com bolsos sensoriais, uma camisola com uma gola alta que esconde as orelhas e o rosto e até um vestido adaptado para quem usa uma cadeira de rodas. O tecido utilizado é, principalmente, algodão orgânico e os cortes são feitos de maneira a que haja menos costuras - uma potencial fonte de desconforto ao toque. Como se não fosse um desafio complexo o suficiente adaptar a moda a todas estas necessidades, a Dear Ocean incorporou, ainda, o sistema de etiquetas ColorADD, que indicam o código de cor, para que pessoas com daltonismo consigam ter uma melhor compreensão do tom de cada peça.


"Duas coleções desenhadas para abraçar corpos de quem tenha alguma deficiência motora"Foto: DR

Inês Silva Faria olhou para o estado atual do mercado da moda e tirou uma conclusão: os modelos e tamanhos das peças são estandardizados e poucas opções há para além da norma. Não é difícil comprovar esta tese: basta ir a qualquer uma das muitas lojas de fast fashion e experimentar a mesma peça em tamanhos diferentes. É improvável que algum deles assente bem o suficiente - ficam muito largos numa certa zona ou muito apertados noutra. Para nem falar na pobre variedade, que muitas vezes vai apenas do S ao L, deixando de fora outras dimensões. A Hali Studio surge para colmatar esta falha com (para já) duas coleções desenhadas para abraçar corpos de quem tenha alguma deficiência motora, como quem usa uma cadeira de rodas. São peças simples e versáteis que facilmente se adaptam a diferentes tipos de curvas, já que a maioria das peças vai desde o XS ao 4XL - uma tabela de tamanhos que reflete o compromisso de incluir a maior variedade possível.

Vintage For A Cause


"Os tamanhos dos produtos vêm numa enorme variedade, desde o XXS ao XXL"Foto: DR

Ser inclusivo é uma valência que ultrapassa as características do produto final que é posto cá para fora. É um compromisso de bondade e aceitação das várias camadas da comunidade, que se deve manter ao longo do processo de produção. Com essa missão em mente nasceu a Vintage For A Cause - uma marca que pratica a inclusividade contratando uma equipa maioritariamente de mulheres acima dos 50 anos que já não estejam em fase de vida ativa ou que estejam desempregadas. Com este programa, a que chamaram From Granny to Trendy, fazem workshops de upcycling e, no fim das aulas, as grannies revelam as peças em que estiveram a trabalhar num desfile, com direito a sessão fotográfica. Com uma equipa que já conheceu tantas fases do ciclo de tendências, as peças da Vintage For A Cause evocam, como o próprio nome indica, uma estética vintage com cortes largos ou ajustáveis a diferentes curvas. Já os tamanhos dos produtos vêm numa enorme variedade, desde o XXS ao XXL - uma panóplia de dimensões fabricada em tecidos resgatados de deadstock.

MI.MOO

"Uma marca adaptada para pessoas com deficiências visuais"Foto: DR


Estampados há muitos, mas quantos são adaptados a pessoas com deficiências visuais? Talvez seja dos aspetos mais esquecidos e, ao mesmo tempo, mais óbvio - uma pessoa que seja invisual não consegue ler frases em t-shirts ou avaliar as ilustrações que monopolizam sweatshirts. Foi com um olhar sobre esta questão que a MI.MOO se lançou no mercado enquanto uma marca adaptada para pessoas com deficiências visuais. Como? Produzindo peças de roupa com estampados em braille, para que qualquer pessoa que saiba ler a língua o consiga fazer de forma independente. As palavras, escritas com o alfabeto romano, têm uma tradução em relevo na própria camisola e as ilustrações têm, também, um contorno que pode ser lido com a ponta dos dedos. Além disso, os produtos da MI.MOO não têm género - são feitos para quem quer que os deseje usar, sem a preocupação e imposição de normas. Inclusão é a palavra de ordem.

MuCollection


"O que distingue a marca de tantas outras é a opção de personalização do tamanho"Foto: DR

Uma marca de muitas lutas - redefinir a beleza, quebrar barreiras e, com isto tudo, empoderar a mulher. Assim se assume a MuCollection, um projeto criado durante a pandemia por Carmo Sousa Lara. Na coleção cápsula, que está disponível no site da marca, a maioria dos produtos tem apenas um tamanho, já que são peças desenhadas para abraçar uma variedade de diferentes medidas, desde o convencional S ao XL. Através das formas leves e soltas, as roupas incluem, numa só, praticamente qualquer corpo com a promessa de que assenta tão bem em quem normalmente veste tamanhos pequenos quanto em quem usa modelos maiores. Ainda que esta filosofia seja, só por si, uma característica de destaque da MuCollection, o que distingue a marca de tantas outras é a opção de personalização do tamanho - é possível encomendar as peças da coleção cápsula feitas à medida. Para quem o tamanho único não é viável, é possível comprar uma camisa ou um casaco e, ao indicar as medidas do peito, tem uma peça que serve que nem uma luva.


Fonte: https://www.maxima.pt/moda/tendencias/detalhe/de-condicoes-neurodivergentes-a-invisuais-ha-moda-inclusiva-feita-em-portugal
 
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