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Autor Tópico: Glee  (Lida 4276 vezes)

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Offline Eduardo Jorge

Glee
« em: 07/06/2010, 17:21 »
 
Sucesso de "Glee" reside nos personagens que se afastam dos estereótipos.

Ganhou o Globo de Ouro para melhor série de comédia ou musical. Antes de ter terminado a primeira temporada, a Fox encomendou a terceira. "Glee" é o mais recente fenómeno da TV dos EUA, pelo reavivar de êxitos musicais e pelos temas politicamente (in)correctos.

Nesta história os "losers" (perdedores) são os heróis. Há a betinha, o deficiente, a gorda, o gay, entre outros, que são ostracizados pelo resto dos colegas do Liceu McKinley e se reúnem no clube Glee, uma actividade extra-curricular dedicada ao canto. A situação muda quando chega um novo professor, ex-aluno, que pretende devolver o estatuto de outros tempos ao clube. Para isso, os alunos têm de vencer o campeonato regional entre escolas.

A premissa é simples, tão simples que quando estreou "Glee" foi comparada a um "High School Musical" (da Disney ) para adultos, e as previsões de sucesso eram escassas. Só que a série contava com dois trunfos fortes para prender os espectadores ao ecrã: a interpretação e coreografia de temas conhecidos; e o argumento cáustico de Ryan Murphy, autor de "Nip/Tuck".

Problemas do quotidiano

Graças à multiplicidade de personagens, Murphy aborda vários problemas do quotidiano norte-americano e também mundial, como os do jovem gay que se tenta assumir, ou os da "cheerleader" certinha e pró-virgindade que acaba por engravidar. Os temas são abordados com algum exagero, mas a essência das questões está lá. E ao contrário do que acontece noutros formatos, em que os personagens principais são perfeitos, aqui estes também têm as suas falhas. Mentem e manipulam os acontecimento de forma a alcançarem os seus objectivos.

Mas esse facto não lhe retira o mérito. Em Março, a série foi considerada pela Academia das Artes e Ciências da Televisão como um exemplo de "televisão com consciência", pelo episódio "Wheels" (rodas) em que os alunos tentam arranjar dinheiro para um autocarro que transporte cadeiras de rodas. Antes, em Outubro, o elenco recebeu honras de convidado especial na gala da ONG Human Rights Campaign, que defende os direitos dos gays, lésbicas e transexuais nos EUA.

Sucesso no iTunes

A música e o palco são o outro grande trunfo. Assim que se começou a perceber o potencial de "Glee", foram vários os artistas a cederem os direitos de autor dos seus temas. Madonna foi uma das primeiras, tendo um dos episódios sido integralmente dedicado à sua música. Os dois primeiros CDs foram um êxito de vendas e as versões adaptadas por "Glee" são das mais descarregadas em sites como o iTunes.

Em Portugal, o formato é exibido pela TVI, em sinal aberto, e pela Fox Life, na televisão por assinatura. Fonte da estação de Queluz, que já adquiriu os direitos de emissão da segunda temporada, revelou que "a série tem tido uma excelente aceitação, porque consegue abarcar vários públicos". "O valor médio para os primeiros 14 episódios emitidos está em 318 mil indivíduos em cada um, o que corresponde a uma quota de audiência de 32,3%", acrescentou.

A estes números não será alheio o facto de, quer na TVI, quer na Fox Life, as canções serem legendadas, em inglês nuns casos e em português noutros, o que aproxima o público das letras.

De salientar ainda que os clubes Glee não são uma invenção da série. As suas origens remontam ao Reino Unido, e o primeiro clube norte-americano nasceu em 1858 em Harvard. Os seus elementos cantavam pequenos temas que tinham o nome de "glees". Actualmente, os clubes espalhados pelos EUA têm uma componente de espectáculo associada à interpretação.

Fonte: JN
 

 



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