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Autor Tópico: Criar orquestra para deficientes mentais: ideia inovadora de Aurélie  (Lida 3942 vezes)

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Offline Rui Silva

 
Criar orquestra para deficientes mentais: ideia inovadora de Aurélie

| O ROSTO DA ACTUALIDADE |


Porque não há deficientes em orquestras? Esta foi a pergunta que se colocou a clarinetista de harmonia de Bruay. Resolvido a fazer a diferença em mentalidades, Aurélie Vandevelde projecta a criação de uma orquestra no território de Artois Comm.

A música é acessível aos deficientes. Portanto, partindo desse pressuposto, Aurélie Vandevelde procurou o que se fazia aqui e além. Os caminhos levaram-na não a Roma, mas a Milão. Terra de um centro que permite às pessoas em situação de deficiência, integrar orquestras: «Eles estão rodeados de músicos profissionais, de educadores, de psicólogos.» Seduzida pela ideia e resultado, disse para si mesma: porque não em França? Por agora, trata-se apenas de um projecto, apoiado moralmente por Artois Comm. que ajuda os portadores de projectos de economia social e solidária. Segundo ela, a comunidade de "agglo" deverá inventar nos próximos meses estruturas que acolham deficientes «para que se possa criar no sítio uma experiência em setembro».

Onde irão instalar-se? «Béthune e Bruay estão interessados. Ver-se-á segundo os locais.» Quem pensa em orquestra pensa na compra de instrumentos e na necessidade de dinheiro. A jovem clarinetista conta um pouco dos seus patrocínios, sensibilizados por um projecto, mais inovador. Os indispensáveis são: um piano, um violino, um violoncelo, um contra-baixo «se possível» e percussões. O ideal seria 'um educador/músico para duas pessoas em situação de deficiência, que guiarão no gesto instrumental.» E grupos de 5 a 7 pessoas com deficiência mental - num primeiro tempo - «mais ou menos da mesma idade mas com a mesma patologia para que se possam complementar, avançar.» Longe disso a ideia de criar uma orquestra que irá fazer concertos a todo lado. «As pessoas em situação de deficiência não tocarão de repente partições, algumas mesmo nunca conseguirão, mas aqui o objectivo é adaptar a obra ao público.» Ela diz ainda «Haverá sempre o pianista, indispensável, e mais alguns músicos que tocarão a verdadeira obra.»

A sua vontade apoia-se  numa primeira experiência conclusiva. Um projecto sobre «Três marchas militares» de Schubert realizado aquando ela trabalhava como animadora musical para a associação Musandyque. Em maio do ano passado, um grupo de adultos deficientes intelectuais leves tinha tocado a obra de Schubert, readaptada por alunos da escola de música de Lapugnoy, onde Aurélie é formadora. Um reencontro «muito positivo e enriquecedor» para todos e «uma experiência para ver se eu podia gerir uma pequena orquestra». Integrada na harmonia de Labuissière e na Conservatória de Douai, em aulas nocturnas, com 12 anos, ela conseguiu por conseguinte, a harmonia de Bruay, onde desde sempre ela se encontra. A antiga estudante em musicologia, chegou a este projecto, um pouco sem saber como.

Hoje, assistente especializada de formação musical na Conservatório de Croix, ela está mais decidida que nunca em fazer nascer o seu projecto com ajuda de dez outros membros do conselho de administração da sua associação.

Fonte: La voix du Nord
"Vencer a si próprio é a maior das vitórias." (Platão)
 

 



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