Deficiente-Fórum

..:: Deficiente-Forum - Modalidades Desportivas ::.. Responsável: Fisgas => Desportos Náuticos => Natação => Tópico iniciado por: Fisgas em 17/04/2011, 19:27

Título: [Brasil]Globo Esporte acompanha realização de nadadora de Uberlândia
Enviado por: Fisgas em 17/04/2011, 19:27
Globo Esporte acompanha realização de nadadora de Uberlândia

(http://serlesado.com.br/wp-content/uploads/2011/04/1.jpg)
     
Letícia Lucas já foi notícia várias vezes no Globo Esporte por causa das conquistas nas piscinas do Brasil e do mundo. Mas hoje a história é outra. O programa foi testemunha da realização de um antigo sonho da nadadora. Uma aventura em três capítulos. No primeiro você conhece um pouco mais da guerreira Letícia Lucas.

A água não parece oferecer resistência. A cada centímetro avançado, milésimos de segundos que podem valer títulos. Litros e litros de água que são testemunhas da vitória de uma nadadora de 28 anos, cinco de esporte e cinco competições por temporada. Bicampeã do mundo.

Em dezembro de 2009 veio o primeiro mundial de piscina curta no Rio de Janeiro. Logo, dois ouros no peito: 50 borboleta e 100 medley. Veio também uma prata nos 200 medley com sabor de água carioca.

Aí chegou 2010: o divisor de águas. Mundial de natação na Holanda e Letícia foi prata no 4×50 livre.

Mas para conhecer a história desta vencedora é preciso voltar um pouco mais no tempo: 1993. “Em 93 eu e meus pais estávamos vindo de Três Marias para Uberlândia e aí a gente sofreu um acidente chegando a Uberlândia. Morreram meus pais, uma irmã e eu fiquei na cadeira de rodas”, conta Letícia.

“Eu nunca me senti refém da cadeira. Eu sempre quis fazer o que minhas amigas faziam, só que com algumas dificuldades por estar na cadeira”, diz.
(http://serlesado.com.br/wp-content/uploads/2011/04/2.jpg)
Até que um professor da universidade deu o sinal de que a largada para a maior disputa de sua vida estava próxima. Era hora de ganhar as piscinas.

“Em 2006 eu comecei a treinar, em fevereiro, e já em maio eu competi. Comecei com duas medalhas. Senti o gostinho bom de ganhar e não quis parar. Fui entendendo que realmente dava para viver do esporte se eu continuasse treinando e tendo os resultados que eu tinha”, afirma Letícia.

Em casa, numa caixinha simples está o peso de uma história. E se as conquistas nas piscinas já não cabem mais na caixinha Letícia agora vai em busca de outro elemento da natureza. É hora de fazer as malas.

Entre jeans, sapatos e blusinhas nada de equipamentos para a água. A touca perdeu espaço. Mas o que será que ela quer fazer? “Uma grande vontade de sentir um pouco mais de adrenalina. Uma adrenalina diferente e estou indo realizar isso”, diz.
(http://serlesado.com.br/wp-content/uploads/2011/04/3.jpg)
De onde surgiu esta ideia? “Eu sempre tive vontade de fazer isso. Meu namorado tinha o caminho para que as coisas acontecessem”, conta Letícia.

Então é hora de realizar este sonho. Pelo menos por um dia, a lembrança da água vai dar espaço a algo diferente.
(http://serlesado.com.br/wp-content/uploads/2011/04/4.jpg)
Nadadora de Uberlândia viaja em busca de realizar antigo sonho

Nessa quarta-feira (13), o Globo Esporte mostrou que a nadadora Letícia Lucas, de Uberlândia, se preparava para realizar um sonho antigo. Agora chegou a hora de saber que sonho é este.

Um dia diferente. No lugar das arquibancadas, a vegetação às margens da Rodovia Anhanguera. O destino é Araraquara, interior de São Paulo.

Acostumada com piscinas curtas, desta vez, Letícia vai percorrer uma distância bem maior. São 364 quilômetros de estrada até a cidade paulista. E na chegada o sonho se revela: pássaros humanos cruzam os céus em liberdade em coloridos paraquedas.

A hora é de manter a calma e seguir o protocolo. No solo, muita conversa. Como não tem experiência, a atleta vai fazer o salto duplo. Aventureira e paraquedista juntos em um único paraquedas. É a primeira vez que uma cadeirante vai realizar um salto duplo no Aeroporto de Araraquara.

Na hora de vestir o macacão Letícia conta com a ajuda e todo cuidado necessário, já que os cintos precisam estar bem ajustados.
(http://serlesado.com.br/wp-content/uploads/2011/04/5.jpg)
O salto desperta o carinho de quem está no aeroporto. Torcida e curiosidade seguem com a nadadora para o avião. O namorado, o tatuador Alonso Zagaia, vai junto. Ele já é experiente na área. Salta há cinco anos.

De repente, olhares para o céu. Uma nuvem negra chega para atrapalhar os planos. O paraquedista Edson Ferrenha explica que existem algumas regras que devem ser seguidas para prezar pela segurança de cada pessoa que vai saltar. Segundo ele, a “nuvem negra” é composta de água e gelo e machuca um pouco se o paraquedista sair no meio dela. Então, sem outra saída, o jeito é esperar o tempo melhorar.
(http://serlesado.com.br/wp-content/uploads/2011/04/6.jpg)
Nadadora aventureira de Uberlândia realiza sonho de voar

Chegou o momento de voar. A nadadora aventureira Letícia Lucas está se sentindo nas nuvens literalmente. Hora de acompanhar o desfecho da história e a emoção da nadadora que conquistou o céu.

Depois de adiar por alguns momentos o salto em função de uma nuvem negra que apareceu para atrapalhar os planos de Letícia chegou o grande momento. Com as condições climáticas favoráveis Letícia foi para o salto.

Paraquedistas a postos, um estudo sobre posicionamento dentro e fora da aeronave, câmeras instaladas nos pulsos e capacetes. Tudo pronto para a aventura.

Depois foi esperar o avião ganhar altitude. São cerca de 3.100 metros para o salto. Para uma atleta acostumada à adrenalina nas competições em piscinas do Brasil, Alemanha e República Tcheca, controlar os nervos é uma rotina. Mas será que o que funciona tão bem na água também vale para os ares?

Dentro do avião é tudo apertadinho. Nem dá para reparar o quanto estão subindo. Sem que Letícia perceba a porta é aberta. O vento forte dá a dica de que a liberdade está próxima.
(http://serlesado.com.br/wp-content/uploads/2011/04/7.jpg)
Todos vão para fora e voam. Paraquedas aberto, a sensação de comando. No alto não há cadeira, só horizonte, vento e voo. Nos ares, o fim das limitações impostas pela vida.

Depois de 40 minutos Letícia finalmente chega em terra firme com seu sonho realizado. Uma aula até para quem tem 15 anos de experiência nas asas coloridas, como o paraquedista que realizou o salto com Letícia, Roberto Bueno. “É gratificante demais. Uma vitória tanto pra ela quanto para mim”, comenta.

E agora que ela aceitou o convite do namorado, ampliando o domínio da água para os ares, que tal um novo desafio? Chega a vez de Alonso cair na água com Letícia. E de desafio em desafio a satisfação pela realização de um sonho.

Fonte: Globo Esporte Uberaba