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Autor Tópico: Daniel Videira: «tento ser mais rápido e mais forte»  (Lida 108 vezes)

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Daniel Videira: «tento ser mais rápido e mais forte»


Aos 27 anos, é atleta de natação adaptada e uma das esperanças de Portugal para os Jogos’2020
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Aos 27 anos, é atleta de natação adaptada e uma das esperanças de Portugal para os Jogos’2020. Aos 4 anos, teve o primeiro contacto com a natação, mas só mais tarde começou a mostrar do que era capaz.

RECORD - O Daniel pertence à natação e é tido como uma das grandes esperanças para os Jogos’2020. É uma pressão para si ou um motivo de orgulho?

DANIEL VIDEIRA – Acho que eu e todos os meus colegas sentimos um orgulho enorme ao representarmos a nossa seleção. Não vejo como pressão. Acima de tudo, é um grande orgulho estar a lutar por esse objetivo.

R - Pensa muito nessa fasquia?

DV – No dia-a-dia, não penso tanto nisso. Nessas alturas foco-me mais em cada treino. Tento melhorar a cada exercício e treino que passam, ser mais rápido e conseguir estar mais forte.

R - Como surgiu a natação?

DV – Eu comecei muito cedo. Primeiro, entrei na natação porque era uma forma de reabilitação, e depois continuei. Os meus irmãos eram nadadores de competição...

R - Entra em competição a partir de que idade?

DV – Desde os 4 anos já nadava. Ao contrário do que seria normal, só fiz natação ao nível de competição aos 17/18 anos. Foi algo fora do normal [risos].

R - E sentiu diferenças grandes por começar tão tarde?

DV – O facto de sempre ter nadado foi uma ajuda, mas penso que sim. Se tivesse começado mais cedo, talvez pudesse ter registado resultados importantes numa fase mais precoce e se calhar até podia estar num nível mais alto.

R - Como acaba por ser um dia normal de treinos para si?

DV – Faço um treino bidiário e também temos a parte de preparação física. O treino da manhã normalmente é por volta das 7h30 no Jamor, depois temos preparação física por volta da hora do almoço e ainda temos uma sessão à tarde (14h30).

R - Sendo que concilia a parte desportiva com a académica [mestrado em Farmácia], torna-se difícil gerir ambas as coisas?

DV – Considero que nunca acaba por ser fácil conciliar ambas, mas vamo-nos adaptando e criando algumas rotinas que facilitam tudo. Este ano em concreto tem sido diferente: além do apuramento para os Jogos’2020, que leva a que haja uma preparação mais dura, em termos académicos estou no meu segundo ano de mestrado e consigo conciliar mais facilmente as duas coisas. Isso permite-me descansar melhor, bem como fazer a tese.

R - E consegue abstrair-se da natação nesses momentos?

DV – Não sinto tanto o peso da natação no meu dia-a-dia este ano. Consigo pensar também na parte académica e vejo que consigo mais facilmente abstrair-me quando o momento difere.

R - Pensa em exercer algo relacionado com a sua área académica e o desporto?

DV – Frequento o mestrado de farmacologia aplicada e, sendo eu já farmacêutico, acho que a parte aplicada aos medicamentos no desporto é uma área de aconselhamento que eu considero muito importante. Basicamente, aquela área mais relacionada com controlo antidoping e medicamentos que não possam ser utilizados por alguns atletas e em certas modalidades. E, de facto, é uma área na qual gostaria de investir mais do meu tempo.

R - Como surgiu esse interesse?

DV - Foi por querer ter um papel importante nos atletas e pessoas ligadas à prática do treino.

R - Em relação à natação, sempre gostou da modalidade devido à ligação com familiares ou também tinha ídolos neste desporto?

DV – Muita da minha influência veio do meu companheiro de treino, David Grachat, que é a grande referência a nível nacional e considero uma grande mais-valia.

R - Como vê a evolução nos apoios aos atletas?

DV – Sem dúvida, tenho notado um grande apoio. No meu caso, ajudou-me a voltar a estudar. Depois da licenciatura, não fui logo para o mestrado e as bolsas acabaram por ter um peso significativo na minha decisão em voltar a estudar. Creio que é possível conciliar as duas vias.

R - Em relação à paralisia cerebral, sentiu algum tipo de julgamento enquanto profissional ou sente uma boa reação por parte das pessoas ao longo dos anos em relação aos atletas paralímpicos?

DV – Eu acho que tem estado a melhorar. No caso concreto da natação, pode ter ajudado o facto de os atletas olímpicos e paralímpicos de natação estarem na mesma federação. Ainda há um caminho a percorrer, mas tem melhorado.


Fonte: Record
 

 



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