Aplicação portuguesa ajuda invisuais a apanhar autocarrosAuxiliar os invisuais de Viana do Castelo a utilizar o autocarro ou a percorrer as ruas do centro histórico é a finalidade da aplicação para telemóvel que alunos de engenharia informática do Politécnico da cidade vão lançar em julho.

Em comunicado enviado hoje à agência Lusa, o Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) explicou que as duas aplicações estão a ser desenvolvidas em parceira com a delegação local da Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO).
A conceção das duas novas ferramentas foi iniciada em fevereiro. "E vão começar a ser testadas, em ambiente real, pelos associados da ACAPO no próximo mês de maio, apontando-se para julho a disponibilização de uma primeira versão destas aplicações", acrescenta o texto.
Uma das aplicações vai permitir auxiliar as pessoas cegas e amblíopes na utilização nos vários percursos disponibilizados pelos autocarros urbanos no centro histórico de Viana do Castelo, "colmatando uma dificuldade sentida pelos invisuais que se prende com o desconhecimento do local onde devem sair".
O outro projeto "foca-se nos percursos pedestres entre pontos de referência dentro do centro histórico, garantindo que o utilizador é auxiliado caso perca a orientação".
A parceria entre a ACAPO e a Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG-IPVC), envolvendo os finalistas do curso de engenharia informática Daniela Mendes, Pedro Martins e André Lima, tem como finalidade "melhorar a autonomia das pessoas com deficiência visual na realização de algumas tarefas do quotidiano".
Para o presidente da ACAPO de Viana do Castelo, Francisco Silva, citado na nota, as novas soluções, "mostram a grande importância do trabalho em rede, aproveitando recursos, e ao mesmo tempo sensibilizando para a inclusão e capacitação das pessoas com deficiência visual".
Já a docente e orientadora dos projetos, Sara Paiva, realçou "a importância da colaboração entre a comunidade académica e as instituições locais e que se traduzem em benefícios para ambas as partes".
"Por um lado, os alunos têm contacto com projetos e necessidades reais o que é um desafio para eles e uma motivação extra. Por seu lado, as Instituições têm a oportunidade de ver concretizados projetos que são uma clara mais-valia para os seus associados e público em geral" explicou a docente, citada naquela nota.
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