Disfunção eréctil afecta 500 mil homens

Silêncio sobre disfunção eréctil agrava a doença
A disfunção eréctil é ainda, nos dias de hoje, um tabu na nossa sociedade. Tratando-se de uma questão do foro íntimo, a disfunção eréctil é, na maioria das vezes, condenada ao silêncio mesmo entre o casal. Porém, estima-se que seja um problema que afecta cerca de 500 mil portugueses e mais de 150 milhões de homens em todo o mundo.
“A disfunção eréctil é um tema abordado com muita dificuldade, seja no seio familiar seja com o médico de família. Os homens que sofrem de disfunção eréctil têm de saber que quanto mais tempo estão sem receber tratamento mais o caso se agrava”, afirma o presidente da Sociedade Portuguesa de Andrologia (SPA), Jorge Rocha Mendes.
A disfunção eréctil é a incapacidade repetida de conseguir ou manter uma erecção suficiente para um desempenho sexual satisfatório. Pode atingir homens em qualquer idade, tornando-se mais frequente à medida que a idade avança.
A disfunção eréctil pode ter origem em factores físicos ou em factores psicológicos. Na maioria dos casos, ambos os factores estão presentes. O álcool, o sedentarismo, a obesidade e o tabaco são alguns dos factores que podem levar a casos de disfunção eréctil. O consumo excessivo de bebidas alcoólicas pode reduzir a capacidade de manter uma erecção satisfatória. O sedentarismo, que se caracteriza por uma ausência de exercício físico também pode levar à impotência sexual. O tabagismo é também um factor de risco pois os fumadores têm maior probabilidade de vir a ter problemas de Impotência sexual, do que os não fumadores, de acordo com estudos médicos efectuados.
“Temos participado em muitas iniciativas de divulgação destes temas e pensamos que nunca é demais insistir em dois ou três pontos importantes: a ida precoce ao médico é essencial para o despiste de situações graves que podem estar latentes e convém tratar o mais depressa possível; os médicos de família não estão preparados para abordar estes temas com os doentes; quando os doentes pretendem chegar a uma consulta especializada (Andrologia e/ou Sexologia) esbarram numa nova dificuldade: ou são poucas ou estão com enormes atrasos ou nem sequer têm quem os informe onde se dirigir”, salienta o presidente da Sociedade Portuguesa de Andrologia.
Fonte:MediaHealth Portugal