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Autor Tópico: Disfunção eréctil: portugueses têm vergonha de pedir ajuda  (Lida 290 vezes)

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Disfunção eréctil: portugueses têm vergonha de pedir ajuda



De acordo com um estudo internacional patrocinado pela Lilly e realizado pela agência de estudos de mercado SKIM Healthcare, a esmagadora maioria dos portugueses tem vergonha de discutir assuntos do foro sexual com o seu médico. Não é por isso de estranhar que a Internet seja a principal fonte de informação em caso de dúvida e que Portugal se revele o país com menor taxa de utilização de medicação para o tratamento da disfunção eréctil, avança comunicado de imprensa.

 

O estudo internacional desenvolvido pela farmacêutica revelou diferenças culturais bastante marcadas entre a Europa, a Ásia e a América do Norte, no que toca à abordagem da saúde sexual com o médico. A República Checa (19%), o Reino Unido (18%), Portugal (12%) e a Coreia do Sul (9%) são os países onde há menor probabilidade de abordar o profissional de saúde, contrariamente ao que acontece no México (38%), no Canadá (31%) ou nos EUA (32%).

 

Para os portugueses, o médico é mesmo o último recurso. A preferência vai para a Internet, com 46%, para os livros, com 28%, para as revistas (18%) e para o cônjuge (14%). Só depois vem o médico, com 12% de procura. A faixa etária mais cibernética é a dos 34 aos 45 anos, com um número de mulheres ligeiramente mais alto do que o dos homens no que toca à pesquisa online (47% vs. 45%).

 

Em Portugal, esta realidade bem notória também se reflecte na toma de medicação: 95% dos homens inquiridos afirma nunca ter feito qualquer tratamento para a Disfunção Eréctil, um número superior aos 84% registados a nível mundial.

 

A Disfunção Eréctil é a disfunção sexual masculina com a maior taxa de prevalência – atinge 52% por cento dos homens entre os 40 e os 70 anos. Entre casos pontuais e permanentes, com origem física ou psicológica, calcula-se que cerca de 500 mil Portugueses sofram desta doença.

 

E se a vergonha parece ser a principal causa para a fraca adesão aos medicamentos, um pouco por todo o mundo – 74% do total dos inquiridos assim o afirmaram –, não é de estranhar que 20% dos inquiridos confesse encomendar os seus medicamentos através da Internet.

 

“Os números são reveladores e mostram que ainda há uma grande percentagem de homens com dificuldade em assumirem e exporem o problema da Disfunção Eréctil”, refere Jorge Rocha Mendes, presidente da Sociedade Portuguesa de Andrologia.

 

O presidente da Sociedade Portuguesa de Andrologia deixa, contudo, um alerta: “No que diz respeito à Disfunção Eréctil, os doentes precisam de um diagnóstico médico que lhes assegure que vão fazer o tratamento mais adequado à sua situação. Não tenham vergonha nem fujam do problema. Procurem-nos e peçam ajuda. Apesar do estigma e da vergonha associados, hoje sabemos que é possível tratar com êxito a grande maioria das situações de Disfunção Eréctil. Os avanços registados nos últimos anos vieram facilitar o tratamento e, consequentemente, a vida dos homens que sofrem desta doença”, acrescenta.

 

Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/saude/18-05-12/disfuncao-erectil-portugueses-tem-vergonha-de-pedir-ajuda
 

 



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