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Autor Tópico: João Gonçalves,venceu bolsa Grand Challenges Exploration  (Lida 438 vezes)

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Fundação Bill & Melinda Gates aposta em projecto Português para desenvolver terapia inovadora contra a SIDA/HIV

O investigador João Gonçalves, da Faculdade de Farmácia e do Instituto de Medicina Molecular em Lisboa, acaba de receber um financiamento da Fundação Bill & Melinda Gates para desenvolver nanopartículas com propriedades terapêuticas capazes de eliminar o vírus HIV-1 de indivíduos infectados, algo ainda por conseguir.
O projecto apresentado por João Gonçalves e intitulado Nanotechnology against viral latency: Sensor strategies to eliminate HIV-1 infected cells foi um dos poucos escolhidos mundialmente, entre os 2500 apresentados, para ser financiado pela prestigiada fundação, nesta sexta ronda do programa Grand Challenges Exploration (88 projectos seleccionados, i.e., 3,4% das candidaturas). O programa apoia investigadores em todo o mundo a explorarem formas audaciosas e não-ortodoxas para a resolução de problemas de saúde pública em países em vias de desenvolvimento e é altamente competitivo. A distinção tem, assim, uma dupla importância: para além do financiamento propriamente dito, mostra que o projecto de João Gonçalves pode ser uma alternativa inovadora à actual luta contra a SIDA/HIV.
O vírus HIV-1 pode ficar adormecido dentro das células do hospedeiro durante vários anos, integrado no genoma de um certo tipo de células do sistema imunitário (os linfócitos T- CD4+), não se conhecendo actualmente nenhuma forma de o erradicar de um organismo infectado.
O que João Gonçalves e a sua equipa na Faculdade de Farmácia de Lisboa / Instituto de Medicina Molecular se propõem fazer é desenhar nanopartículas capazes de reconhecer especificamente - e destruir - as células onde o vírus HIV-1 se encontra alojado (integrado no genoma). As nanopartículas que João
Gonçalves vai desenhar estarão equipadas com duas moléculas essenciais: um anticorpo que reconhece especificamente o tipo de células T onde o vírus se pode alojar; e uma porção de DNA que codifica informação para uma toxina destruidora das células onde é produzida, e cuja produção será programada para só ser despoletada na presença de DNA do vírus HIV-1. Desta forma, as nanopartículas poderão atingir especificamente as células do sistema imunitário onde o vírus se aloja (através da acção do anticorpo específico), e accionar a destruição somente das células que contém o vírus incorporado no seu genoma (através da activação da produção da toxina).
“Foi com imenso entusiasmo e orgulho que recebemos a notícia deste financiamento”, afirma João Gonçalves, professor e investigador da Faculdade de Farmácia e do Instituto de Medicina Molecular. “Vai permitir-nos desenvolver uma abordagem original na luta contra a infecção por HIV/SIDA, dificilmente apoiada pelos mecanismos habituais de financiamento. Significa também que a ciência básica Portuguesa é reconhecida internacionalmente e que pode ser um importante motor de desenvolvimento do país”, prossegue o professor e investigador.
“Os vencedores das bolsas Grand Challenges Explorations vão expandir uma série de ideias para resolver problemas globais de saúde e desenvolvimento, uma área onde as ideias criativas são urgentemente necessárias. Estas bolsas destinam-se a impulsionar novas descobertas que possam vir a salvar milhões de vidas”, afirma Chris Wilson, director do programa Global Health Discovery da Fundação Bill & Melinda Gates.
O projecto agora financiado desenvolverá duas estratégias alternativas para a construção destas nanopartículas terapêuticas, será financiado em 100.000 USD e durará 12 meses. Trata-se de um projecto de investigação básica, desenvolvido em laboratório. Caso os resultados desta primeira fase do projecto sejam promissores, o investigador poderá ser de novo financiado pela Fundação Bill e Melinda Gates, desta vez com 1 000 000 USD, para a produção em larga escala das nanopartículas terapêuticas, e para testes in vivo (em ratinhos e macacos) de eficácia e segurança desta abordagem.
João Gonçalves é o segundo investigador do IMM a ser financiado pela Fundação Bill & Melinda Gates. Em 2010, Miguel Prudêncio venceu uma bolsa Grand Challenges Exploration para desenvolver uma vacina contra a malária.

Fonte:Unidade de Comunicação & Formação do Instituto de Medicina Molecular

 

 



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