Portugueses valorizam a família e o lar
A relação com a família e os amigos são a chave para o bem-estar de mais de 98,5% dos portugueses, revelou o estudo Philips Index: Saúde e Bem-estar em Portugal 2011, que revela ainda que a falta de sono é um dos mais relevantes problemas do nosso país, afectando um em cada três pessoas (incidindo mais sobre as mulheres do que sobre os homens, 35% e 28%, respectivamente).
O Philips Index: Saúde e Bem-estar em Portugal 2011, elaborado a partir de um inquérito realizado pela consultora TNS, avaliou o grau de importância e de satisfação da população relativamente a cinco áreas relacionadas com a saúde e bem-estar: a família e amigos, o bem-estar, o estado físico, a comunidade em que vivemos e onde trabalhamos.
O estudo revelou dados curiosos sobre Portugal. Por exemplo, a chave do bem-estar dos portugueses está na relação com a sua família e amigos e a sua saúde mental (98,5%), embora apenas 58% afirme ter um nível «bom» ou «muito bom» de bem-estar e saúde em geral.
De acordo com o Philips Index: Saúde e Bem-estar em Portugal 2011, 82% dos inquiridos considera a família e amigos como o elemento mais importante para o seu bem-estar, superando o índice laboral (61%) e o índice da comunidade em que vive (51%).
Relativamente ao estado da saúde nos últimos anos e à esperança de vida, destaca-se o facto de 1 em cada 3 mulheres e 1 em cada 4 homens acreditarem que sua saúde está «pior» ou «muito pior» do que há cinco anos. Por outro lado, 81% dos inquiridos acreditam que vão viver mais do que os seus pais. Relativamente ao sexo, os homens são mais optimistas do que as mulheres relativamente à sua esperança de vida. Por idades, é de salientar o facto de 21% dos jovens, entre os 18 e os 34 anos, acreditarem que irão viver menos que os seus pais.
A saúde física é a segunda variável mais valorizada pelos portugueses (98%) mas, no entanto, apenas 92,5% dos inquiridos se consideram satisfeitos com ela, o que resulta numa diferença ou gap de -5,5%. Outro dos aspectos que os portugueses destacam como importante é a saúde física da sua família (96%), estando apenas 88% satisfeitos, resultando num gap de 8%.
Nota também para os valores registados nos temas custo de vida (é importante para 88% e apenas 32,5% está satisfeito, traduzindo-se numa diferença de 55,5 pontos de diferença entre as variáveis sendo o maior gap detectado em todo o índice português); o quanto se ganha (importante para 85% dos inquiridos mas satisfaz apenas 55%, resultando num gap de 30 pontos); e a quantidade de stress que resulta numa diferença de 17,5 pontos de entre «o quanto nos importa» (80%) e o «quanto nos satisfaz» (62,5%).
O Philips Index: Saúde e Bem-estar em Portugal 2011 detectou que o principal problema dos portugueses é a falta de sono, que afecta um em cada três portugueses (35% das mulheres face a 28% dos homens). Segundo o índice, as mulheres deixam de dormir devido às preocupações com a sua vida quotidiana, com os seus filhos e com a falta de tempo para cumprir as suas tarefas diárias.
Os portugueses encaram a sua própria saúde como um assunto muito sério e 8 em cada 10 vão anualmente ao médico, embora os homens o façam com menos frequência que as mulheres. Também as visitas anuais ao dentista são um hábito para 75% dos portugueses, que preferem obter informações sobre os assuntos relacionados com a saúde através do médico do que os amigos e familiares, segunda fonte de consulta, antes mesmo da internet.
DD