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Autor Tópico: Estudo aponta origem da ansiedade  (Lida 480 vezes)

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Offline Claram

Estudo aponta origem da ansiedade
« em: 12/03/2011, 17:48 »
 
Estudo aponta origem da ansiedade

Já imaginou usar a luz para tratar distúrbios relacionados com a ansiedade? É o que propõem investigadores da Universidade de Stanford, que recorreram a um foco de luz para activar os neurónios de ratos e identificar com precisão os circuitos neurais de comportamentos.
Os distúrbios de ansiedade são a classe mais comum entre os problemas psiquiátricos. Entre as doenças relacionadas com a ansiedade pode-se citar o stress pós-traumático, transtorno obsessivo-compulsivo e fobias, além de depressão e abuso de substâncias, seja drogas, álcool ou comida.

Liderados pelo professor de psiquiatria Karl Deisseroth, o grupo identificou duas vias principais do cérebro: uma que promove e outra que alivia a ansiedade. Essas estão numa região do cérebro chamada amígdala, que, segundo estudos anteriores, tem papel no desenvolvimento e controlo da ansiedade.
Quando accionado por certos comprimentos de onda da luz, estas proteínas permitem que os investigadores aumentem ou diminuam a actividade neuronal no cérebro e observem os efeitos desse processo nas cobaias.

O Optogenetics tem sido utilizado para estudar a função da amígdala no medo comportamentalmente condicionado, mas só agora esta a ser aplicado em estudos relacionados com ansiedade.

Deisseroth explica que medo e ansiedade são sentimentos diferentes: «o medo é uma resposta a uma ameaça imediata, mas a ansiedade é um estado de apreensão sem nenhuma ameaça imediata. Partilham as mesmas saídas, por exemplo, manifestações físicas, tais como aumento da frequência cardíaca, mas os controlos são muito diferentes», afirma.

Segundo o cientista, a partir de agora, entendendo como o funcionamento das amígdalas influencia na ansiedade, pode-se desenvolver tratamentos mais eficazes.


DD
O trabalho desenvolvido pela equipa de Deisseroth usa uma ferramenta chamada Optogenetics, que combina genética e ciência óptica para manipular selectivamente a forma como um neurónio é accionado no cérebro. Dessa forma, os cientistas manipulam geneticamente neurónios específicos para montar uma proteína activada pela luz normalmente encontrada em algas e bactérias

 

 



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