“CONVERSAS EM FAMILIA”
PROMOVEM DIÁLOGO ENTRE MÉDICOS E DOENTES SOBRE DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL
Doentes e especialistas juntam-se na Fundação Eng. António de Almeida, no Porto, para mais uma sessão de “Conversas em Família sobre Doença Inflamatória Intestinal (DII)”. O Fórum, uma organização da Associação Portuguesa de Doença Inflamatória do Intestino (APDI), reúne quem sofre e quem trata a Doença de Crohn e Colite Ulcerosa, numa conversa informal, com o objectivo de desmistificar e ajudar
a viver melhor com DII.
Marcado para o dia 17 de Abril, conta com dois grandes momentos: o primeiro dedicado à Colite Ulcerosa e o segundo centrado na Doença de Crohn. Em ambos, especialistas nacionais vão responder a questões
fundamentais relacionadas com as patologias. Destaque também para a presença de doentes em ambos os painéis, que deixam o seu testemunho e incentivam a partilha de vivências.
“Um dos grandes objectivos do trabalho da APDI é, desde sempre, ajudar os doentes com DII a lidar da melhor forma com estas patologias crónicas. Estas conversas informais com especialistas pretendem isso mesmo: ajudar doentes e familiares a perceber como lidar com esta realidade. É, também, importante que os profissionais de encontros para que tenham oportunidade de, numa conversa informal, se aperceberem de
muitos dos problemas dos doentes que possam passar despercebidos na consulta médica”,
explica a Dra. Ana Sampaio, Presidente da APDI.
Existem em Portugal cerca de 15.000 casos diagnosticados de DII e a incidência está a aumentar a um ritmo galopante. São patologias que se caracterizam por uma inflamação crónica, de causa desconhecida em todo o tubo digestivo, no caso da Doença de Crohn, e o cólon e recto, na Colite Ulcerosa. Os principais sintomas
da Doença de Crohn são a dor abdominal (geralmente após as refeições e à volta do umbigo ou do lado direito do abdómen), diarreia, perda de apetite e, consequente, emagrecimento. Relativamente à Colite
Ulcerosa, os sinais de alerta são, essencialmente, hemorragia rectal, diarreia com muco (por vezes pús e sangue), forte vontade de evacuar e dor abdominal. As DII não têm cura, mas existem terapêuticas
biológicas muito eficazes e que permitem atingir a remissão clínica, ou seja, alterar o curso da doença, controlar os sintomas e atingir uma qualidade de vida normal.
Fonte:Inforpress